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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

13 cêntimos

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Estava aqui a pensar comigo, a propósito de uma conversa na seita do arroz, o que é que, em finais de 2017, se consegue comprar com treze cêntimos.

Assim de repente... um saco plástico para transportar as compras num hipermercado qualquer, custa dez cêntimos. Três pastilhas elásticas Gorila custam doze cêntimos. Talvez conseguisse comprar rebuçados avulso ou uma ou duas gomas. Meia dúzia de amendoins ou duas ou três amêndoas. Com sorte talvez uma carcaça mas isso só se for num hipermercado e no norte do país. Resumindo, hoje, finais de 2017, treze cêntimos servem para muito pouco para além de trocos ou doces. Ou um saco (e nem sequer pode ser muito forte ou resistente). 

Sei que isto vai parecer um anúncio duma marca mas eu ainda sou do tempo em que um bilhete de autocarro custava cinco escudos (dois cêntimos e meio). A minha mãe dava-me, todos os dias, dez escudos (cinco cêntimos) para apanhar o autocarro para a escola (e para o regresso) e eu recordo-me do dia em que o bilhete aumentou para sete escudos e cinquenta centavos (quatro cêntimos) - por sorte nesse dia apeteceu-me ir a pé para a escola e, no regresso, felizmente ainda tinha os dez escudos e pode pagar a viagem do autocarro. Passaram pouco mais de quarenta anos dessa minha viagem e os preços subiram vertiginosamente. Um bilhete de autocarro custa hoje um euro e cinquenta cêntimos (ou seja, trezentos escudos e setenta e dois centavos). Um aumento de "apenas" 5914,40% (sim, não me enganei nos números).

Há quarenta anos, o ordenado mínimo nacional era de três mil e quinhentos escudos (dezassete euros e quarenta e seis cêntimos). Em 2017 está em quinhentos e cinquenta e sete euros (cento e onze mil seiscentos e sessenta e oito escudos e cinquenta e cinco centavos) o que representa um aumento de 3090,53%.

Portanto... para além duma conversa inocente me ter levado a fazer contas à vida, percebi que, em quarenta anos, as despesas aumentaram bastante mais que os ordenados, levando a que os portugueses perdessem poder de compra. Nada de novo, acho que já todos percebemos isso mesmo sem contas. Curioso foi me ter lembrado disto quando estava a tentar perceber o que podia hoje comprar com treze cêntimos...

E vocês, assim de repente, se tivessem de fazer este exercício... o que compravam hoje com treze cêntimos?

 

Entretanto...

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