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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Grupos de venda no facebook

Tenho a minha casa à venda. Por essa razão decidi aderir a alguns grupos de compra e venda no facebook. O que eu não sabia é que, por causa desses grupos, ia ter verdadeiros ataques de riso e de incredulidade com o que por lá anda.

Então...

Há uma senhora que está à procura duma ama para o filho de quatro anos. E que anuncia, para toda a gente ver, que essa ama irá ficar sozinha com o filho à noite e aos fins de semana, quando a senhora for trabalhar. Aparentemente a única exigência é que a pessoa que fique com o filho possa dormir lá em casa. Sou só eu que vê, neste anuncio, um convite para que um pedófilo ou uma pedófila tome conta (com tudo o que isso implica) do filho?

Outro anunciou que vive na Alemanha e quer comprar uma casa em Lisboa, pagando uma prestação de 700 euros por mês. O que nós lemos? que o senhor recorrerá a um empréstimo bancário e a prestação desse empréstimo poderá ir até aos 700 euros. Pois que não. O que o senhor queria era mesmo comprar uma casa e pagar - ao vendedor - 700 euros por mês. Uma espécie de contrato em que a casa estaria ali no limbo, entre vendedor e comprador, sem se saber bem a quem pertence.

Troca de telemóvel por carro. Mas não estamos a falar dum telemóvel caro, de 500 ou 600 euros. Estamos a falar dum telemóvel fraquito, que talvez nem valha 50 euros. Faltou apenas dizer que queria um carro topo de gama...

Moedas à venda são mais que muitas. Algumas de dois euros que valem... dois euros! Imensa gente vê moedas de outros países e, ao fim de dezassete anos, ainda não percebeu que as moedas de euro circulam por vários países mas que tem o mesmo valor.

Para além destes casos, ainda temos quem procure uma "mensa sem pernas" (o que quer que isso seja) ou uma "Teca de peixe recém pescado" (quando for entregue, o peixe deve estar tão fresco... #soquenao).

Mas, e há sempre um mas, ainda bem que estou inserida nestes grupos, já que foi por lá que vi, pela primeira vez, o meu Fluffy

Entretanto...

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Quatro patas

Apresento-vos a família de quatro patas completa.

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A Bunny, que ganhou este nome por nos ter adoptado quando íamos comprar comida para os coelhos

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O Fluffy, o mais recente. Vai ser um cão com 50/60 quilos, 60/65 cm de altura e ganhou o seu nome por causa do cão do Hagrid (Harry Potter)

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 A Riscas, chamada assim por causa da risca branca que tem no pelo

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 A Samedi, que veio para nossa casa a um domingo (e é a mãe da Riscas)

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 A Saphira, nome do dragão do Eragon

(fotos tiradas pelo meu gaiato)

 

Entretanto...

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Fluffy

Quando decidimos mudar para uma moradia, decidimos também que iríamos ter mais um cão. Um rapazola que, ao mesmo tempo que fosse meigo e carinhoso, servisse de cão de guarda. Não para o ter na rua dia e noite, ao frio e ao calor, com chuva ou seca mas para estar connosco, em casa ou na rua e que, ao mesmo tempo, fosse cioso da sua propriedade sem que, no entanto, estivesse catalogado como raça potencialmente perigosa (quando é que se deixa cair esta idiotice das raças potencialmente perigosas?).

Encontrar todas estas características num cão não é tarefa fácil. Só por isso, optamos por, desta vez, comprar um cão. E antes que me caiam em cima por ter gasto dinheiro num cão, quando há tantos nos canis e quando os progenitores são, normalmente, mal tratados nas fábricas de cães, deixem-me dizer-vos que a nossa opção foi sempre comprar um cão do qual pudéssemos, antes de o comprar, ver os pais e as condições em que são tratados, ver como eram tratados os cachorros... enfim, fazer uma pequena vistoria para não alimentarmos as ditas fábricas de cães, locais que abomino.

Pensamos, inicialmente, num Serra da Estrela. Excelentes cães, lindíssimos, resistentes, bons amigos e bons cães de guarda. Mas depois... bem, um Serra da Estrela tem imenso pelo. Pelo a mais para os verões que se tem feito sentir na zona onde vivemos. Ter um animal que sei que vai, muito provavelmente, passar mal quando estiver demasiado calor não faz sentido (para mim).

Surgiu, na semana passada, no meu facebook, num dos grupos de vendas, a foto duns cachorros lindíssimos que estavam para venda. Raça: cane corso italiano. Soubemos o preço, decidimos que era provável que fosse mesmo esta a raça que queríamos e ontem lá fomos ver os cachorros.

Os pais estavam bem estimados e bem alimentados. Mãe e Pai são exemplares de fazer inveja a qualquer um. Ares ferozes mas, ao mesmo tempo, uns olhos bem meiguinhos. Os doze cachorros limpos Q.B. (desconfio que seja impossível ter doze cachorros com quase três meses limpissimos), bem alimentados, com espaço para brincarem e fazerem tropelias.

Dos quatro que ainda estavam disponíveis, um não saiu de perto de nós. Foi amor reciproco à primeira vista e, portanto, o Fluffy veio connosco para casa, onde já se esteve a ambientar à sua caminha e ao meu canto preferido:

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A prova de que estes cachorros - ao contrário das fábricas de cães - foram tratados com amor (quase tanto como o Fluffy vai receber cá em casa), é que a criadora, quando se despediu dele e de nós, estava a chorar copiosamente. Já lhe prometemos que lhe iremos enviando fotos do pequeno (que chegará aos 50 quilos em adulto!) e que, se ela quiser, o pode vir visitar.

Quanto às manas, a Bunny e a Saphira, olham para ele meio desconfiadas. Aos poucos haveremos de chegar ao entendimento entre os três, de certeza. Porque a partir do momento em que entram na nossa porta, não há raças. Há a Bunny, a Saphira e o Fluffy. Só isso interessa.

Entretanto...

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Um dia a casa vem abaixo * - O princípio

Ora então vamos lá contar o principio da saga um dia a casa vem abaixo.

Como vos disse, decidimos, no verão do ano passado, mudar de casa, ir viver para uma vivenda, numa zona mais calma que o Barreiro. Acabamos, depois de muitas peripécias, numa aldeia a 20 km do Barreiro que estamos a adorar.

A primeira decisão que eu e o meu marido tomamos foi a de que os nossos filhos teriam uma palavra a dizer, quer sobre a casa quer sobre o local. Tendo eles 16 e 14 anos não nos passava pela ideia que a decisão fosse unilateral, até porque esta não iria ser apenas uma mudança de casa mas também sair do Barreiro.

Depois de estarmos os quatro de acordo em relação à mudança, começamos a procurar moradias dentro do nosso orçamento e com a ajuda da nossa agência imobiliária. Visitamos os sites do costume - OLX, Custo Justo, Idealista, Imovirtual e Casa Sapo - e ficamos horrorizados! senhores agentes imobiliários, senhores vendedores de casa, caros particulares, não é preciso ser muito inteligente nem muito profissional para saber fotos com montanhas de roupa para passar a ferro, loiça suja em cima da mesa da cozinha, fruta podre na fruteira ou sacos do lixo abertos não ajudam em nada. E fotos como esta só podem provocar risos:

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(a menos que a compradora queira ficar também com a decoração...)

A sério. Vejam lá isso. As fotos que mostram são a primeira visita que os potenciais compradores fazem à vossa casa e, ou agrada e se marca a visita ou não agrada e pronto. E se a vocês agrada viver com fruta podre, loiça suja e lixo espalhado, aos compradores em principio não.

Escolhemos, dessas viagens virtuais, algumas moradias em várias zonas e marcamos um dia para fazer todas as visitas. E lá fomos os quatro mais a nossa agente imobiliária (que agora já é uma boa amiga) visitar as casas. Umas por isso, outras por aquilo, nenhuma nos agradou. 

Apesar de que uma das casas que visitamos nos marcou a todos. Pela negativa!

Assim que nos abriram o portão, o cheiro no jardim era tão mau, mas tão mau, que me apeteceu fugir. O dono da casa tem dois cães granditos e, pelos vistos, os cães fazem todas as necessidades em todo o lado. E não são limpas. Antes pelo contrário, vimos as patinhas deles espalhadas pela casa, por toda a casa, com restos da necessidade nº 2. Além de muito pelo, muito cotão, muito pó. E muito mau cheiro. Aquele cheiro de casa que não vê as janelas abertas durante meses a fio, apesar de viverem lá pessoas. E como se não fosse suficiente, as paredes dum quarto pintadas de vários tons de verde (do alface ao sporting) outro quarto de tons roxos e ainda uns tons vermelhos na sala (sendo que a parte das pinturas seria o menos grave, claro). Saímos da casa e fomos ver a garagem. Estive na garagem os cinco segundos mais longos da minha vida. Assim que entrei, saí. Ia vomitando, tal não era o cheiro e aspecto. Muito muito mau.

Para vendedores menos atentos, menos profissionais e menos preparados, aprendam as 5  dicas a considerar antes de vender a casa. Estes conselhos são de graça e podem ajudar.

Dado que no primeiro dia de visitas nenhuma nos agradou, agendamos um segundo dia para uma segunda volta. Mas como este post já está longo, segunda feira conto-vos mais. 

Entretanto...

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* ou The Money Pit. E, para quem ainda não viu o filme com este titulo, sugiro vivamente que vejam.

Viver no campo é... #2

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... acordar cedinho e dar com o vidro do carro assim, neste estado. Muito e muito gelo...

Na segunda feira, quando sai de casa, faltava pouco para as sete, o carro estava assim. O meu Tico e o Teco estavam ainda a dormir e o meu primeiro pensamento foi: ora deixa lá meter água e passar o limpa para brisas que isto resolve-se já.

Apercebi-me logo que tinha feito asneira da grossa quando comecei a ouvir aquele som fantástico de vidro a ser riscado... até me arrepia só de pensar. 

Felizmente não aconteceu o pior e lá me lembrei de ligar o aquecimento interior do carro no máximo e esperar - literalmente - sentada que o vidro descongelasse.

Entretanto, num desabafo no facebook, deram-me as seguintes ideias:

- Estacionar com a frente do carro para o lado oposto do vento.

- Misturar álcool isopropílico com água (meio por meio) e pulverizar no vidro

- Tapar, por fora, o vidro do carro com cartão ou tapete e retirar quando se quer sair

Conhecem mais algum truque que queiram partilhar?

Entretanto...

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Viver no campo é... #1

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... ter vizinhos porcos. Ou, mais exactamente, porcas. Estavam umas quantas a passear à beira da estrada no domingo à tarde, mesmo à porta da minha casa. bastante asseadas, diga-se por sinal. E fofinhas.

(não precisam de saber que, na quinta onde estavam, matam porcos, certo?)

Entretanto...

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