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Turista por um dia

por Magda L Pais, em 27.07.18

Porque a vida não é só livros e as férias não são só praia (opinião partilhada, pelos vistos, pelo S Pedro que este ano mandou o verão para outras paragens, deixando-nos com o vento e as nuvens), fomos fazer um circuito turístico, entre o Palácio da Pena, Cabo da Roca, Boca do Inferno, tendo terminado no sitio mais improvável - LxFactory.

Contamos, para isso, com a Week Break Tours que foi a companhia perfeita para um dia perfeito.

Começamos o dia bem cedinho com uma viagem de comboio. Eu faço-a agora todos os dias (duas vezes por dia, na realidade) mas o maridão só a tinha feito uma vez e as nossas amigas que também foram nunca a tinham feito. Portanto lá fomos de comboio para Sete Rios onde o Francisco já nos esperava. Eram 8h30 e toca a seguir para o Palácio da Pena para lá estarmos logo à abertura caso contrário teríamos de estar horas na fila para comprar bilhete e para entrar, coisa que não é compatível (para nós) com um dia bem passado.

Como a malta é preguiçosa, subimos o troço entre a portaria e a entrada de autocarro. Quem for mais corajoso ou mais atlético pode sempre subir a pé. Dizem (e o Francisco confirmou) que se demora cerca de 10 minutos (no máximo) a chegar lá cima mas, como é quase a pique, nada como usar o autocarro que custa € 3,50 por pessoa (ida e volta). A viagem não será tão bonita mas vale a pena também.

O Parque e o Palácio da Pena, implantados na serra de Sintra e fruto do génio criativo de D. Fernando II, são o expoente máximo do Romantismo do século XIX em Portugal, com referências arquitectónicas de influência manuelina e mourisca.

 (vitrais)

 (Exterior)

(interior)

Depois de sairmos da Pena, fomos (obviamente!) comer umas queijadas de Sintra e passear um pouco a pé pelo centro de Sintra. Paramos em frente ao Palácio Nacional de Sintra, onde D. Afonso VI esteve retido (vá, o homem era louco e não podia abdicar que nem sabiam o que isso era na altura).

Vimos, a partir de Sintra, o Castelo dos Mouros e na viagem até ao cabo da Roca passamos pela Quinta da Regaleira e pelo  Palácio de Monserrate. Que jardins fabulosos que se podem ver da estrada. Ainda hei-de lá voltar para visitar os jardins da Quinta da Regaleira (confesso que são os que mais me atraem).

Sabiam que a zona de Sintra era apenas montanhosa e só começou a ficar arborizada com a construção dos diversos palácios com os seus jardins? Pois, eu também não sabia. Vantagens de andar com um guia que conhece bem a zona e que nos foi contando estas histórias desconhecidas do comum dos mortais.

 (Sintra e a sua serra, antes de ser arborizada)

Depois de almoço e antes de adormecermos para uma sesta (a sesta devia ser uma obrigação legal) uma visita ao cabo da Roca. Aqui deu-me vontade de esfrangalhar o S Pedro. Era mesmo mesmo preciso estar um vento gelado? A paisagem fala por si, naquela que é a ponta mais ocidental da Europa.

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Logo após o Cabo da Roca, seguimos até à Boca do Inferno, um local lindíssimo mas... Enfim, no verão há pouca água, no inverno que há mais água, não podemos descer para a ver como deve ser.

Já o tínhamos visto no Cabo da Roca, voltamos a ver na Boca do Inferno. Digam-me lá, o que leva alguns idiotas turistas a colocarem-se nas zonas mais instáveis e em risco quase de queda para tirarem uma foto?

Seguimos depois, de carro, num passeio pela linha de Cascais. Passamos na Baía e fomos pela marginal, uma das estradas mais bonitas de Portugal, até Lisboa. Antes de darmos por finda a tour, passamos pelo LxFactory que só eu conhecia (e mesmo assim só de noite).

Foi um dia extraordinariamente maravilhoso. Apesar de conhecer os sítios por onde passamos, a companhia informada (e bem disposta) do Francisco tornou o dia ainda melhor.

Às vezes faz bem fazer-nos de turistas, mesmo que seja nas zonas que achamos que conhecemos. Passamos sempre por lá à pressa, olhando sem ver e acabamos por perder as maravilhas que temos ao pé da porta.

E vocês, já fingiram que eram turistas em zonas que acham que conhecem?

(nas fotos, cliquem na seta para verem a galeria completa)

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Dia C: Casamos a Just

por Magda L Pais, em 15.07.18

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Estar de férias dá nisto. Um post que deveria ter sido publicado no dia 13/7 às 14h está a sair agora. Mais vale tarde que nunca, dirão alguns. Outros dirão que é Magda sendo Magda e outros nem vão reparar porque o que interessa é a intenção. E assim como assim, não deixa de ser verdade, ainda para mais sendo no seio dos Pássaros, um grupo que se uniu por causa dum casamento, que já esteve junto em três nascimentos e numa morte (obrigado meus queridos por terem estado aí) e que - apesar de não nos conhecermos em carne e osso (mais carne que osso no meu caso) - não passa um dia sem que falemos, nem que seja para dizer que não gostamos que os outros estejam de férias, para nos apoiarmos nos bons e maus momentos mas também nos assim assim ou quando só precisamos de ouvir/ler um disparate.

Mas hoje - ou melhor, na sexta feira 13/7 às 14h - nada disso interessava. Porque casamos a nossa Just_Smile. Quer dizer, não fomos nós que a casamos mas estávamos lá também para festejar com ela porque a Just merece ter um dia à altura dela (e parece que realmente teve).

Just, minha querida. Não te vou dizer que vais ser sempre feliz no casamento porque não vais. Vais ter dias que te vai apetecer atirar a toalha ao chão e dizer basta. Vais ter dias que vais pensar se fizeste bem e outros que vais pensar que o melhor é desistir. Não é. Quando isso acontecer, lembra-te dos bons momentos. Do que riste com ele, dos momentos que vos fizeram mais felizes e é nesses momentos que vais encontrar a força necessária para voltares a sorrir e continuares casada com o homem que te merece e que estará a dizer agora que sim, que quer ficar contigo para sempre.

(ou pelo menos estaria a dizer isso se eu não me tivesse atrasado dois dias a publicar o post)

E se este conselho é válido para ti, não é menos válido para ele. Não se foquem nos maus momentos mas sim nos bons. E vão buscar aos melhores momentos a vontade de não desistirem, de se manterem unidos como sabemos que são.

Muitos parabéns pelo casamento espectacular e desculpa o atraso :)

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Ouvido de passagem - num banco

por Magda L Pais, em 03.07.18
No balcão dum banco, responde-me o empregado quando lhe coloco uma dúvida sobre a aplicação para o telemóvel do banco onde ele trabalha:
- Não faço ideia, os telemóveis são para tirar fotografias
 

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É uma das coisas que mais me irrita. A incapacidade que algumas pessoas (muitas! demasiadas!) têm de chegar a horas aos seus compromissos. As desculpas são mais que muitas: adormeci, estava trânsito, o despertador não tocou, estava numa reunião, sai mais tarde do que pensava, o relógio deixou de funcionar, estive a falar com o periquito... centenas ou milhares de desculpas e nenhuma reflecte a verdade: as pessoas estão-se nas tintas e, quem chega a horas, quase que é visto como uma ave rara, alguém estranho e fora do comum.

(quando o comum deveria ser quem chega a horas)

Chegou-se a um ponto em que 10/15 minutos de atraso não é considerado atraso. É normal. Quando se marca uma reunião, já se sabe que há sempre alguém que chega atrasado (quando não chegam quase todos).

E nem o facto de hoje estarmos todos comunicáveis através dos telefones, facilita que se avise.

Aqui há uns dias tinha uma reunião marcada para as 19h com cinco pessoas. Uma delas chegou às 18h55 e às 19h45 decidimos, as duas, que nos íamos embora. E porquê? Porque mais ninguém apareceu. Nem sequer se deram ao trabalho de ligar a desculpar-se. Passou-se mais duma semana e não houve, de parte de quem não apareceu (incluindo quem, nesse mesmo dia, tinha pedido a reunião) qualquer justificação. Perdemos, eu e a outra pessoa, 45 minutos em que podíamos estar a fazer algo de útil (a ler, por exemplo) em conversa de circunstância (até porque nem nos conhecíamos) enquanto esperavas por quem não apareceu.

Lembro-me, quando era miúda e não havia telemóveis, que tínhamos mesmo de chegar a horas quando íamos ter com os amigos. Combinávamos um sitio especifico e uma hora para nos encontrarmos antes do passeio. E quem estava, estava, quem não estava dificilmente nos encontraria depois, já que não nos poderia telefonar a saber onde estávamos.

Hoje é muito mais fácil. Se chegarmos atrasados podemos sempre ligar a saber onde estão (ainda que nem sempre se faça) o que nos leva a - consciente ou inconscientemente - a não conseguir cumprir os horários estabelecidos.

O que me leva a pensar ... Será assim tão difícil chegar a horas? cumprir os compromissos que assumimos? Ou será que estes atrasos são reflexo de algo mais grave?

 

Nota final - Este titulo é longo, eu sei, mas é, talvez, um dos melhores títulos que grassa aqui neste blog (até porque foi escrito por Fredrik Backman no seu fantástico livro A minha avó pede desculpa)

 

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