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24 anos

por Magda L Pais, em 24.11.15

Esta é uma semana cheia de comemorações. As próximas são boas, as de hoje nem por isso.

Há 24 anos atrás, numa curva onde alguém tinha deixado óleo o carro onde eu ia despistou-se. Confesso que, naquela fracção de segundos que dura um acidente, pensei “ainda bem que o carro que vem em frente está longe, temos tempo de ir para a areia, o carro para ai e não batemos em ninguém”.

Não foi assim.

Não foi porque no carro que vinha em frente estava uma jovem com meia dúzia de dias de carta, que se atrapalhou e, em vez de carregar no travão para parar o carro (tinha espaço para isso) carregou no acelerador e os dois carros bateram de frente. Ambos os carros foram para a sucata. O condutor do nosso carro ficou com a marca do volante e do cinto no peito, quem estava ao lado dele tinha dor no peito (nada de extraordinário). Eu fiquei com um dedo partido em cada mão e um hematoma na anca que me impossibilitou de andar durante um mês e a pessoa que estava ao meu lado conseguiu meter as pernas debaixo do banco traseiro. Felizmente fui a única que partiu alguma coisa no acidente, no outro carro ninguém se magoou.

Mas a sorte deste acidente não se ficou por ali. Não tivemos de esperar tempo algum por uma ambulância. É que, atrás do carro no qual batemos estava uma que assistiu ao acidente e, por isso, pode prestar assistência imediata. Fui encaminhada para o Hospital do Barreiro e recordo-me de pensar: “agora é que estou lixada… chego lá com um dedo partido e sou operada à apendicite” (já na altura a fama do Hospital do Barreiro era má).

Não fui.

A equipa que me atendeu era fantástica. Os enfermeiros, o ortopedista, o maqueiro… Todos foram impecáveis e conseguiram deixar-me tranquila. Apesar de estar com dois dedos partidos. Tiveram de me magoar para por o polegar no lugar mas pediram desculpa por isso. E eu e o maqueiro ainda nos riamos, no corredor porque eu reclamei que o tecto do hospital era monótono…

Foi quando sai do hospital que tive a pior notícia da noite. Entrei com dificuldade no carro da minha mãe para ir para casa e assim que ligo o rádio ouvi que Farrokh Bulsara, mais conhecido por Freddie Mercury tinha falecido. Um dos melhores cantores de sempre, dono duma voz de fazer inveja, tinha morrido naquela mesma noite. Fiquei triste por perceber que nunca mais iria haver músicas novas cantadas por ele e que nunca teria oportunidade de o ver ao vivo.

E é esta a triste comemoração de hoje, passam-se 24 anos da partida prematura deste cantor único que encantava quem o ouvia. 24 anos que se calou uma das melhores vozes de sempre e que tanto teria para nos dar se ainda fosse vivo.

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16 comentários

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De Mafalda a 24.11.2015 às 12:31

Comecei a gostar de Freddie Mercury porque ouvia os discos do meu pai. Ele tem alguns cá por casa, incluído o disco "Barcelona", o disco que tocava no carro durante as viagens ao Algarve, onde ouvi a minha canção preferida de sempre...How Can I Go On! Image
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De Magda L Pais a 24.11.2015 às 13:22

eu ouvia imenso os discos dos Queen. Adorava e ainda adoro
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De Maria Araújo a 24.11.2015 às 12:34




Felizmente que nesse acidente as coisas não foram o que esperava  à medida que lia o post, pois podia ter sido trágico.
Depois, fez-me vir a lágrima ao canto do olho , porque ainda hoje quando ouço  Freddie Mercury, tem de ser bem alto.
Vibro, emociono-me, sinto que a vida é bela.
Obrigada pela recordação.


P.S.: Há um novo "Freddie Mercury, que pode vir a ser muito bom, mas o nosso é insubstituível.


Beijinho
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De Magda L Pais a 24.11.2015 às 13:34

aqui respira-se optimismo como sabes :D e por isso a história do acidente só podia ter um final feliz (diz isso à minha anca que, de vez em quando, ainda me lembra que ela existe eehehehehehe). 
A verdade é que me marcou mais a noticia da morte do Freddie Mercury que o acidente propriamente dito. Era um senhor da música. E por mais que apareçam... desconfio que nunca vão ser como ele
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De Anónimo a 24.11.2015 às 14:26

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De Magda L Pais a 24.11.2015 às 14:30

eu fico completamente arrepiada quando ouço dizer que os Queen vem cá...


eu não consigo escolher só uma música, confesso. Gosto de tantas mas tantas que nem imaginas
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De Anónimo a 24.11.2015 às 14:32

Comentário apagado.
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De Magda L Pais a 24.11.2015 às 14:45

sem duvida que foi inovadora. Tudo nos Queen era inovador. Agora... enfim, pronto, são covers
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De The Daily Miacis a 24.11.2015 às 17:39

Bem verdade, as boas almas infelizmente maior parte partem sempre cedo!
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De Magda L Pais a 24.11.2015 às 23:19

é o que acho tambem
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De Maria Araújo a 24.11.2015 às 18:20

Há uns anos, fui ao hipermercado, na altura Feira Nova, cá de Braga, e  a meio tinha as prateleiras com os plasmas, os CDs, tudo o que encanta, especialmente os homens. 
Parei, deixei-me ficar a ver o plasma onde se via em grande Freddie Mercury na actuação em Wembley.
Vibrei. E comprei  um CD. 
Acho que hoje vou pô-lo e recordá-lo.
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De Maria Araújo a 25.11.2015 às 20:01



Ouvi, claro.
E cantei, embora desafine.
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De Magda L Pais a 29.11.2015 às 21:53

ahahahaha és portanto como eu. Tens uma excelente voz... para escrever à máquina :p
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De Just_Smile a 25.11.2015 às 13:42

Bem, realmente os tectos dos hospitais são bastante monótonos :P
No fundo ele nunca morreu e até as novas gerações o conhecem, a música dele continua a ser as melhor do mundo :)
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De Magda L Pais a 29.11.2015 às 21:54

é verdade. Freddie é imortal :D
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De Joana a 25.11.2015 às 23:53


Os Queen, velhos e bons tempos.
 Quanto ao acidente felizmente não foi tão grave como poderia ter sido.
Quando encontramos boas pessoas que nos tratam parece que as dores são mais fáceis de aguentar.
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De Magda L Pais a 29.11.2015 às 21:54

toda a razão. a equipa era espectacular

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