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Gosto de ler. Sou uma apaixonada assumida pela leitura (e basta olhar para as minhas estantes cheias de livros para se perceber isso). Gosto de quase todos os géneros, e, entre eles, a literatura juvenil.
O normal é, na literatura juvenil, encontrarmos motivos para sorrir, poucas tristezas, muita aventura, algum romance. São livros que se leem com calma, sem pressas e que nos deixam dormir descansados à noite.
E foi com essa ideia que comecei os últimos quatro livros que li. E rapidamente me arrependi de ter essa ideia pré-concebida sobre a literatura juvenil.
Divergente, Insurgente e Convergente são os livros da saga Divergente de Veronica Roth que, cá em casa, entre mim e a minha filha, foram lidos em menos duma semana.
Estes três livros contam-nos a história de Beatrice e Quattro, numa Chicago distópica de em que a sociedade está dividida em cinco facções, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Cabe aos jovens, aos 16 anos, escolherem a facção a que vão pertencer para o resto da vida. Começa, na escolha de Tris, uma sequencia de acontecimentos que vão mudar a sociedade para sempre.
Coisa rara em mim, quando li as últimas páginas da saga, chorei (não divulguem, tá bem?) e fiquei inquieta. Não vou ser spoiler e contar-vos o que me levou a chorar, mas acho que vos posso dizer que andei dois ou três dias a perguntar-me se tinha lido bem e a amaldiçoar a autora por me dar um nó cego ao cérebro com uma saga juvenil. E só ao fim de mais uns dias (e eu nem sequer me consigo lerdinha das ideias) é que consegui perceber e aceitar o final do livro.
Ainda não totalmente recuperada da saga Divergente, vejo-me a braços com A Culpa é das Estrelas de John Green que li em menos de um dia...
Este livro conta-nos a história de Hazel, uma doente terminal de 17 anos que conhece, num grupo de apoio, Augustus Waters. A historia dos dois faz‑se entre gargalhadas, sorrisos e lágrimas. No fim, mais um final inesperado – ou talvez o final necessário - e que nos deixa com um nó no estômago e lágrimas nos olhos.
Como dizia a minha filha - Se eu tentasse descrever o que eu senti com o fim do Convergente e da Culpa é das Estrelas, descreveria a sensação de que alguém me está a espetar um garfo no cérebro, a rir-se e a dizer "ah que pena, o teu cérebro agora não funciona" Obrigadinha Jonh Green e Veronica Roth, por me liquidarem o cérebro.
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