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É já no próximo dia 11 de Outubro, que vamos estar no Porto, a Vera Lúcia Silva e eu para as apresentações dos livros Chama-lhe Amor e Viagens. Será às 16h30 na Maria Bôla - coffee & bakery na Rua de Cedofeita nº 516 - Porto.
Eu irei apresentar o livro da Vera e ela apresentará o meu livro.
Viagens tem o prefácio de M.J. - que fala das viagens - e as palavras finais de Maria das Palavras - que pos a patorra num livro - M*, Sofia Margarida, Nice, Nathy e BataeBatom - num Art's friday.
Sobre Chama-lhe Amor, a Gaffe, a Maria das Palavras, a Petrolina, a Mia, a Joana, a Dona Pavlova, a Cris já leram e escreveram sobre ele.
Contamos convosco por lá?
e já agora, caso pretendam ganhar dois dos meus livros, há Passatempo Duplo no Planeta da Márcia
Ser bibliófila com laivos de bibliomania é, também, gostar de partilhar convosco os livros que leio, as leituras que faço, o que penso ou sei sobre este ou aquele escritor. Acima de tudo é partilhar convosco tudo o que um livro pode fazer por nós.
Nesta minha casa, para além dos livros, falo de tudo o resto. Falo da minha vida, das coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Com humor – com todo o tipo de humor. E assim continuará.
Mas os livros também eles são a minha casa, para onde regresso sempre e de onde nunca saio. Quando acabo um livro é como se morresse uma parte de mim mas que, logo que pego noutro, essa parte ressuscita mais forte que nunca.
E quando me afasto deles – dos livros, da leitura – pelas incontáveis distracções que me tentam, sinto a ausência dessa presença tão confortável, sinto falta do calor que os livros me transmitem, das vidas que vivo e das viagens que faço. Por isso o afastamento é sempre por pouco tempo.
Os livros são a minha droga, a minha bebida. Sabem a mar, a praia, a sol e a férias. Sabem a Natal, a prendas e a amor. Amor, sim, porque é amor aquilo que sinto por eles.
Pelo amor que sinto por eles, por eles também serem a minha casa, mereciam já um cantinho especial, um espaço só deles. Nasceu hoje, por isso, um espaço que será a continuação deste mas dedicado exclusivamente a livros, leituras, escritores e autores.
Espero a vossa visita no Stone Art Books!

Como já contei, só este mês é que comecei a ver a série televisiva Game of Thrones, baseada nos dez livros escritos por George R.R. Martin, A Game of Thrones – A Song of Ice and Fire (A Guerra dos Tronos - As Crónicas de Gelo e Fogo, em português).
Pois bem, ontem chegamos ao primeiro episódio da quinta e última temporada (pelo menos até agora). Antes do episódio começar festejei (interiormente) o facto de já poder ver esta temporada com legendas (apesar de perceber inglês quase perfeitamente, sou deveras preguiçosa).
Claro está, faltam ainda nove episódios para completar a maratona (houve quem a fizesse em livro nos últimos tempos) mas acredito que posso já fazer este update, uma vez que a minha opinião não deve mudar depois de 41 episódios.
Tenho de reconhecer que os 12 Emmys que a série recebeu esta noite são merecidos. Efectivamente a série é fabulosa, os efeitos especiais, a representação, os cenários… Tudo está perfeito.
Excepto que… eu sei o que vai acontecer a seguir. Sei quem morre, quem sobrevive, os acordos que são feitos ou quem os quebra. Quem se une ou quem se desune. E, apesar de ter acabado de ler o décimo livro em 2012, toda a história está bem fresca – pudera, ninguém está a salvo da morte ou da traição! E saber tudo isto tira imenso entusiasmo à série.
Creio, honestamente, que é ai que reside a história do sucesso da série. O desconhecido. A surpresa, o suspense… Creio que é a primeira série em que as personagens – principais e secundárias, boas ou más – morrem indiscriminadamente, sem pré-aviso e quando mais gostamos delas (das boas, vá).
Sei bem que, no final da quinta temporada estarei em pé de igualdade com quem só viu a série. E que irá sair, em simultâneo com a estreia da sexta temporada, o décimo primeiro livro. Quanto ao livro, confesso que não sei se o comprarei. A leitura do último volume (o décimo) já foi penosa. A sensação que tive, ao longo do livro, é que o escritor estava a tentar arrumar as coisas com sacrifício, só para deixar o mínimo em aberto porque estaria farto – sei que eu estava farta.
Talvez nessa altura, não lendo o livro e vendo a sexta temporada, eu me apaixone pela série televisiva. Para já vejo-a, gosto de a ver, mas sem aquela paixão que outros sentiram.
Ainda no seguimento do 125º aniversário do nascimento de Agatha Christie, a Rainha do Crime, há alguns factos pouco conhecidos acerca da autora que o Goodreads partilhou com os seus utilizadores e que vos trago aqui hoje.
Depois de trabalhar como enfermeira durante a primeira guerra mundial, Agatha Christie tornou-se assistente de farmácia permitindo-lhe acesso a uma miríade de toxinas. "A morte por envenenamento foi o método que escolhi, provavelmente por estar rodeada de venenos" explicou a autora sobre a sua decisão de incluir estricnina e brometo no primeiro romance publicado, O misterioso caso de Styles.
Infelizmente, as banheiras modernas eram "muito escorregadias, sem um bom apoio de madeira para o lápis e papel," pelo que acabou por desistir deste hábito.
Teve essa oportunidade numa viagem para o Havai com seu primeiro marido, Archie Christie que já praticava bodyboard, tendo-se adaptado muito rapidamente a este desporto. "Fiquei especialista, ou pelo menos especialista do ponto de vista europeu — o momento triunfal do dia era quando mantinha o meu equilíbrio e ia em pé até à costa na prancha."
O culpado? O livro editado em 1941, N ou M . O MI5 ficou incomodado pela inclusão do romance de um personagem chamado Major Bletchley que alegava possuir segredos críticos em tempo de guerra. Questionaram então se a autora se estaria a referir a uma pessoa real, Dilly Knox, seu amigo e um criptoanalista no Bletchley Park. A romancista insistiu que se tratou apenas duma coincidência — "Bletchley? Meus queridos, eu estava presa nessa estação, na viagem de comboio de Oxford para Londres e vinguei-me, dando esse nome a um dos meus personagens menos amáveis." — e o MI5 acabou por terminar a investigação.
No entanto, e para ser justo, a causa da morte foi taxina, um veneno alcalóide que foi colocado na marmelada que a vítima comeu.
A editar dois livros por ano e com um calendário bastante exaustivo declarou: “Sou uma máquina de encher chouriços, uma autêntica máquina de encher chouriços".
A Rainha do Crime sempre afirmou que a sua infância foi "muito feliz", provavelmente pela educação que lhe foi dada pela mãe, que acreditava ser vidente. Apesar de serem católicos, o exoterismo predominava na sua casa.
É apenas mais uma das teorias (e seguramente a mais parva) que tenta explicar o desaparecimento da autora. Na noite de 3 de Dezembro de 1926, após o marido lhe pedir o divórcio, a escritora despediu-se da sua filha com um beijo, meteu-se no carro e, por onze dias, ninguém soube dela. Mais de 15.000 voluntários procuraram na área sem sucesso. Chegou a ser equacionado que teria sido assassinada pelo marido Archie, até que, onze dias depois, Agatha Christie apareceu num hotel em Harrogate, Inglaterra. Este desaparecimento nunca foi explicado.
Agatha Christie escreveu seis romances sob o pseudónimo de Mary Westmacott, incluindo Retrato inacabado, uma história semi biográfica sobre um escritor que tenta suicídio após seu casamento se desmoronar.
Com quase quatro bilhões de cópias vendidas em 103 línguas, ela permanece como a escritora com mais livros vendidos de sempre
Um décimo primeiro facto interessante é que As Dez Figuras Negras foi escolhido como o melhor romance de Agatha Christie numa votação que se realizou no início deste mês de Setembro.
Princesa Mecânica (Caçador de Sombras - As Origens - Livro 3) de Cassandra Clare
Editado em 2013 pela Editorial Planeta
Acreditem que sim, ler é a pior coisa que se pode fazer. E antes que venham dai com farpas prontinhas para me atirar em cima, eu explico porque digo isto.
Estava eu de férias na praia e levei o Triplo comigo. A praia é um dos meus locais favoritos para ler e claro que, entre dois banhos, fui lendo o livro. Pois que, às tantas há uma batalha naval e, enquanto a batalha não acabou eu não fui tomar banho – apesar de estar um calor desgraçado. Não consegui mesmo.
D Teresa e a Batalha de S Mamede, em que o nosso primeiro D Afonso Henriques dá uma coça à mãe. Pois, todos sabemos o resultado da batalha mas a verdade é que estava tão embrenhada na leitura que o jantar teve de começar mais tarde. Isto para não falar do berro que dei quando D Teresa é, finalmente, mãe de D Afonso Henriques (sabia lá eu que o rapaz era o mais novo…)
Há Acasos Felizes que são ainda mais perigosos e que provocam incêndios…
Isto para não falar naquela vez, aqui há uns anos, que sai duas estações do metro a seguir àquela que queria porque estava a ler ou das noites que passei em branco por estar a ler (razão pela qual deixei de levar os livros para a cama).
E hoje fui almoçar sozinha. O meu colega tinha de sair e eu tinha de regressar antes dele sair e por isso não tive companhia. Ou tive, levei o livro que estou a ler e que está quase no fim. Para poder ler á vontade pedi arroz de pato, fácil de comer só com uma mão enquanto a outra segura o livro e muda a página. E ali estive. Comi, bebi café e paguei enquanto lia. Quando paguei olhei para as horas e ainda tinha 10 minutos. Óptimo, deixa-me cá avançar mais um bocadinho a ver se o Will deixa de ser guia turístico e pede a Tessa em casamento.
Só que o Will não se decidia, a Jessamine teve de intervir e eu continuei a ler. Até que sinto alguém tocar no ombro e dizer, a rir: até amanhã, vou agora embora! … Quais dez minutos, quais quê. Já tinha passado meia hora, e eu não tinha dado conta. Arrumei o livro e fui (quase) a correr para o local de trabalho.
Ler é péssimo e pode ser perigoso. Entre outras coisas, provoca atrasos, escaldões e situações caricatas. Mas é, seguramente, uma das melhores coisas do mundo e isso compensa tudo o resto!
Segundo esta notícia, parece que as livrarias vão ser proibidas de fazer descontos superiores a 10% no preço dos livros editados ou importados há menos de 18 meses sendo também proibidas as opções "pague um, leve dois", "compre dois livros e leve grátis o de menor valor" ou qualquer outro desconto progressivo em função da quantidade de livros adquiridos. E mesmo nos casos em que seja permitido haver uma promoção, não pode ultrapassar os 25 dias em cada ano.
Confesso que me fica a dúvida qual é a intenção desta lei.
Comecemos pelos 25 dias permitidos para promoções. Ora as Feiras do Livro realizadas em todo o país são em alturas diferentes do ano e a soma das suas durações é, seguramente, superior a 25 dias. Logo, haverá Feiras do Livro com promoções e outras sem promoções porque foram ultrapassados os 25 dias. Faz sentido…
Por outro lado, os preços dos livros, em Portugal, já são quase proibitivos. E quanto mais recentes, mais caros. Poucas pessoas conseguem comprar constantemente livros a dezanove, vinte ou trinta euros. Muitas vezes aproveitam-se precisamente as promoções para se adquirir mais livros por menos dinheiro. Por exemplo, comprei, há umas semanas, dois livros na Wook. Um deles em pré lançamento, com um desconto de 15% e oferta doutro livro. Ficaram, os dois livros, a € 14,40 (na prática não paguei qualquer valor porque tinha um vale). Daqui a um mês isto deixa de ser possível…
Outra coisa que me faz confusão é a falta de liberdade do comerciante. Quando o comerciante faz um desconto, o custo desse desconto é dele, não do editor. Ora se o comerciante quer fazer um desconto ou fazer uma oferta como forma de vender mais… porque é que não o pode fazer?
É verdade que, todos os dias, vejo mais gente a ler nos transportes. Quando comecei a vir trabalhar para Lisboa e a andar nos transportes públicos era raro ver alguém com um livro. Hoje mais de metade das pessoas têm, nas mãos, um livro ou um ebook e estão a ler. E isto, acreditem, é positivo. Muito positivo.
Mas com medidas destas… quer-me parecer que desincentiva a compra de livros e, por arrasto, a sua leitura. Ou então incentiva-se o recurso ao mercado paralelo e a compra de livros em segunda mão para que as pessoas continuem a ler.
Resta saber qual terá sido o espírito desta lei idiota e sem sentido…
Se fosse viva, faria hoje 125 anos.
Autora de uma das minhas personagens principais favoritas, Hercule Poirot bem como duma das minhas personagens secundárias favoritas, capitão Hastings, Agatha Mary Clarissa Christie nasceu a 15 de Setembro de 1890 e morreu em 12 de Janeiro de 1976.
É, de acordo com o Guiness Book, a romancista mais bem sucedida da história da literatura popular mundial, sendo que, quarenta anos depois da sua morte, os seus livros continuam a vender milhares, apesar de se passarem na primeira metade do século XX. Falando em números, dos seus livros "só" foram vendidas aproximadamente quatro bilhões de cópias ao longo dos séculos XX e XXI, ultrapassada apenas pelas obras de William Shakespeare e da Bíblia.
A Rainha do Crime publicou, ao longo da sua vida, mais de 300 obras - romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia - algumas sob o pseudónimo de Mary Westmacott.
O grande encanto dos policiais escritos pela Rainha do Crime são os desfechos impressionantes e complicados, tornando, quase impossível, ao leitor, descobrir, antes de tempo, o criminoso.
No entanto o maior mistério que a autora deixou foi o seu próprio desaparecimento. Entre 3 e 19 de Dezembro de 1926 Agatha Christie esteve em parte incerta. Apesar das diversas teorias que surgiram na altura, a verdade é que nunca se teve a certeza do que realmente se passou.
A presença da Rainha do Crime no Guiness Book não se prende apenas com as vendas dos livros... The Mousetrap, uma peça de teatro escrita por Agatha Christie, estreou em 25 de Novembro de 1952 no Ambassadors Theatre em Londres, em 25 de Março de 1974 foi para o St. Martin's Theatre, onde continua até hoje, sendo, por isso, a peça de teatro há mais tempo em cena.
Outro recorde de Agatha Christie é o do livro mais espesso do mundo, medindo mais de 30 cm, com 4032 páginas nas quais estão incluídos todos os 12 romances e 20 contos protagonizados por Miss Marple. The Complete Miss Marple é um dos livros mais raros da escritora. Publicado pela Cedric & Chivers Period Bookbinding, o livro é em sua maior parte de couro, com ouro em algumas partes, e dezesseis páginas feitas à mão. Foram produzidos apenas 500 volumes.
Na sua autobiografia, Agatha Christie diz que o grande prazer em escrever histórias policiais é que há vários géneros a escolher:
(...)a história policial intrincada, com um enredo complicado, tecnicamente interessante e que requer muito trabalho, mas é sempre compensadora e, ainda, o que posso descrever como a história policial que tem como pano de fundo uma espécie de paixão: nesse caso, é a paixão o que ajuda a salvar a inocência. Porque é a inocência que importa, não a culpa.(...)
Li quase todos, se não todos, os policiais que Agatha Christie escreveu. Li duas ou três vezes cada um deles porque sempre me encantou a maneira acessível como os livros estão escritos. Mas um deles marcou-me. Cai o Pano, o Último Caso de Poroit. Confesso que tive de reler algumas vezes o final para ter a certeza que estava a ler bem.
E vocês? já leram algum livro da Rainha do Crime? qual é que gostaram mais ou que vos marcou mais?
Fontes:
O Príncipe Mecânico (Caçador de Sombras - As Origens - Livro 2) de Cassandra Clare
Editado em 2013 pela Editorial Planeta
Anjo Mecânico - (Caçadores de Sombras - As Origens - Livro 1) de Cassandra Clare
Editado em 2013 pela Editorial Planeta
É oficial, já faço parte das pessoas que viram ou estão a ver esta série que tanta tinta já fez correr. Quer dizer, já me sentia um verdadeiro alienígena por não a estar a acompanhar, e por isso, esta semana, começamos a ver os episódios... da primeira temporada.
Seis episódios depois...
Ainda não senti o chamamento.
Assumo que o problema poderá ser meu, afinal já li os livros e pouco do que acontece (ou que aconteceu até aqui) é surpresa. Sei quem vai morrer, quando e como. Sei o que se vai passar a seguir, quem vai conspirar com quem, quem se une ao outro...
Acho que grande parte do encanto desta série é precisamente o inesperado. As mortes, as uniões, as conspirações. Acima de tudo porque nenhuma personagem, por mais importante e boa que seja está a salvo e pode morrer inesperadamente. Aliás, foi a recomendação que fiz ao marido e aos filhos - não se afeiçoem a ninguém, olhem que a morte está à espreita de todos.
Confesso que, mesmo com os livros, tive alguma dificuldade. Demorei imenso tempo a acertar a leitura do primeiro volume, achei-o demasiado confuso. Mas depois, a partir do segundo, fiquei presa e só larguei no décimo. Apesar das mortes das personagens que mais gostava, apesar do casamento vermelho. Do segundo ao nono livro, adorei, delirei e não larguei. O último já me pareceu forçado, escrito à pressa. Fiquei com a sensação que o autor não queria continuar a história por ele próprio estar farto. Foi com esforço que acabei a leitura do décimo livro que corresponderá, por aquilo que percebi à segunda metade da quinta temporada.
Bem sei, bem sei, que há diferenças entre os livros e a série. Como não? se todos o fazem, claro que este caso não seria a excepção. Só me falta perceber se foi para melhor ou para pior.
Seja como for, agora que comecei, irei acabar de ver as cinco temporadas. Nada como uns dias de férias com tempo meio farrusco para o fazer. Vamos ver se mudo de opinião acerca da série...
Quem me conhece e quem visita regularmente esta minha casa sabe que sou uma bibliófila com traços de bibliomania. Para quem é a primeira vez que me visita, basta que veja, ali ao lado, qual a tag mais usada e irá perceber o que se passa.
Ora, para alguém como eu, visitar uma livraria é quase como visitar um monumento. Gosto muito de fazer compras de livros on line mas é nas livrarias físicas que, muitas vezes, descubro novos autores, novos livros e faço a escolha daqueles que, mais tarde, irei comprar. Passar pelo meio dos livros, pegar neste ou naquele, ver as capas, sentir o papel, cheirar o livro... é avassalador e tão, mas tão bom.
E tão bom como isso é poder chegar a uma livraria e perguntar, por exemplo, se tem o livro que se chama Jane Eyre ou outro que não esteja à vista e quem nos atende dizer - sim, está nesta ou naquela prateleira ou então é só um bocadinho que vou procurar aqui na base de dados.
Gosto também de chegar a uma livraria e encontrar os livros organizados. Saber onde estão os livros de história, os autores lusófonos ou os juvenis. Os técnicos para um lado, os romances noutro.
Enfim, pequenos detalhes que tornam uma livraria grande. Pode não ser grande em tamanho mas grande na organização e na atenção ao cliente.
Infelizmente nem todas são assim.
Aqui há dias entrei numa livraria e perguntei se tinham determinado livro. Estamos a falar duma livraria de dois andares, com estantes por todo o lado e várias mesas com livros em cima pelo meio, e a resposta foi: olhe, não sei, terá de procurar. Fiquei logo com a pulga atrás da orelha. Não sabe e eu tenho de procurar? no meio de centenas de livros?
Fiz a pergunta doutra forma: e onde estão os clássicos (porque o livro que procurava era um clássico). E a brilhante resposta: estão por aí. Por aí? Tanto podiam estar na mesa em frente como na estante lá ao canto no andar de cima...
Tentei mais uma vez: mas não pode procurar no computador? Não, não temos nenhuma base de dados dos livros que temos.
Ainda assim arrisquei. Dei uma vista de olhos pelas mesas e pelas estantes. E vi livros de direito fiscal ao lado de livros juvenis. Livros sobre o arrendamento ao lado de livros de culinária. Livros eróticos ao lado de livros infantis.
Credo, cruzes canhoto.
Quando vou a uma feira e passo por uma banca de livros, é isto que espero. Não conto com uma base de dados nem que o vendedor saiba tudo o que tem nem sequer onde determinado livro está - e mesmo estes, muitas vezes, sabem exactamente o que tem.
Gosto de livrarias mas não gosto destas livrarias que acham que vender livros é colocá-los ao molho e com fé que os clientes venham passear pelo meio e encontrem aquilo que procuram. Gosto de passear no meio dos livros, é verdade mas também gosto que estejam organizados, tratados, amados como merecem. E, senhores, aquela livraria não o fazia. E isso, acreditem, faz com que nunca mais lá entre. Mesmo que tenham promoções excepcionais ou tenham, na montra, aquele livro que eu procurava.
Gosto de desafios. Gosto de ler. Por isso este desafio que a Mula me deixou é excelente.
Vamos lá então às perguntas/respostas. E quem quiser fazê-lo, sirva-se à vontade.
Estou a ler
E a adorar, diga-se de passagem:
O meu livro favorito quando era pequena
Não há uma resposta a esta pergunta.
Quando era muito pequena, era a Anita, Como é Bonito o Céu Azul e livros aos quadradinhos.
Ainda pequena, mas mais velhinha, os Cinco, os Sete, o Colégio das Quatro Torres, as Gémeas e Patrícia.
Estou ansiosa por ler...
Um livro que mudou a minha vida

O meu livro favorito para dar como presente
Sinceramente? nenhum. Cada caso é um caso. Há pessoas que iriam adorar o mais novo do Pedro Chagas Freitas e outros que prefeririam Orgulho e Preconceito. Outros que gostariam dum livro histórico e outros que querem livros técnicos. Por isso depende de quem iria receber o presente. Na dúvida, um cheque brinde é sempre uma excelente solução.
O que está na minha mesa
103 livros... Estão 103 livros à espera de vez para serem lidos..., 103 hoje, porque amanhã este número pode ser alterado.
Organizo a minha estante de acordo com
Quando arrumo as estantes - e nos próximos dias irei fazê-lo de novo - arrumo por ordem de escritores. Depois desta arrumação, vão sendo arrumados por ordem de leitura. É utópico crer que, com 852 livros nas estantes consigo mante-los sempre arrumados por escritores, como gostaria.
A minha livraria preferida
Livraria física terei de escolher a Bertrand, Bulhosa ou a Livraria da Lua de Marfim. Em qualquer uma delas respira-se livros num ambiente bastante agradável e onde podemos espreitar novidades, procurar promoções ou estar, simplesmente.
Livraria on-line, a Wook, claro.
Adoro ler porque
É a mesma coisa que me perguntarem porque gosto do azul ou de farófias. Ler é a minha droga, o meu álcool. É verão e o inverno, o Sol e a chuva. Ler é viajar sem sair do lugar, é viver um sem número de vidas numa só. É uma necessidade.
Um livro do qual nunca me vou separar
Espero e desejo, sinceramente, nunca ter de me separar de algum deles. Os meus livros são o meu legado para os meus filhos - principalmente para ela que, como a mãe, lê bastante. Não consigo, em consciência, escolher um só.
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e depois de publicado este post, fui também desafiada pelo Informador e pela Just Smile a responder a estas questões.
D. Teresa de Isabel Stilwell
Editado em 2015 pela Manuscrito Editora
ISBN: 9789898818027
Sinopse
Esta é a história de Teresa, uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e de conspirações.
Filha de Ximena Moniz do Bierzo, de quem herdou os olhos verdes e a astúcia, e de Afonso VI de Leão e Castela. Viúva aos 25 anos do Conde D. Henrique de Borgonha regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o Papa Pascoal II reconhecia-a como Rainha.
Pelo Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival Rainha Urraca de Castela, o pai, a igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o seu próprio filho D. Afonso Henriques, na lendária Batalha de São Mamede. Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado, via-se obrigada a fugir, derrotada e traída. Restava-lhe o consolo de ter a seu lado o seu amado, Fernão Peres de Trava, e a certeza de que Alberto, seu fiel amigo, escreveria, com verdade, a sua história.
Isabel Stilwell é a autora de romances históricos mais lida em Portugal. D. Teresa - Uma Mulher que Não Abriu Mão do Poder é um romance emocionante sobre esta personagem fundamental da nossa história - mãe de D.Afonso Henriques, amante de Fernão Trava e Rainha de Portugal.
A minha opinião
Caramba! Se tivesse de resumir este livro numa só palavra, Caramba seria a palavra escolhida. Aprendi mais sobre o nascimento desta nossa pátria neste livro do que em vários anos na escola. E isso é fantástico.
Desconhecia que o primeiro rei de Portugal era o filho mais novo de D Teresa e D Henrique e que tinha tido três irmãs e um irmão (que morreu com pouco mais de dois anos). E, por isso, terei, provavelmente, feito figura de parva quando, esta tarde, do nada, gritei - ah, até que enfim que ele nasce. Porque, sempre que D Teresa estava grávida eu achava que era ele. Mal sabia eu, quando dei esse grito aqui em casa, que ainda iriam nascer mais duas crianças, fruto da relação adúltera de D Teresa com Fernão Trava.
Aliás, é precisamente essa relação com Fernão Trava e o facto de D Teresa não renegar as filhas nascidas dessa relação (como poderia, se ela própria sabia o que era ser filha ilegítima), dizia eu então que foi essa relação adultera que despoletou a fúria de D Afonso Henriques, apoiado por muitos nobres que não viam, com bons olhos, uma mulher a governar o condado e muito menos uma mulher que vivia uma relação pecaminosa com um homem casado.
Outro dos detalhes que me era desconhecido era a quantidade de Urracas e Teresas que existiam na altura. Não sei se era falta de originalidade mas a verdade é que são nomes que se repetem na história do nascimento de Portugal. Ao ponto de ter tido necessidade, várias vezes, de consultar a arvore genealógica que a autora disponibiliza no inicio do livro.
E, senhores, que família disfuncional... Portugal e Espanha nasceram dos conflitos duma família disfuncional, em que pais e filhos, irmãos e irmãs, tios e sobrinhos, marido e mulher lutam entre si, traem-se mutuamente para, logo a seguir, fazer uma aliança que, seguramente, seria precária. Tirando as relações de D Teresa com a sua mãe, Ximema ou com o seu primeiro marido, D Henrique (pai de D Afonso Henriques e das irmãs mais velhas), nenhuma das outras estava a salvo de uma traição. Amavam-se entre si, mas à sua maneira.
Resumindo, estou seguidora fiel desta autora. Demorei a decidir-me a ler os livros dela (obrigado, mais uma vez, M.J. por me teres quase forçado a fazê-lo) mas agora que a descobri, terei de os ler todos).
A minha querida pistosga que lê, a M* deixou-nos as suas confissões de uma bibliófila. E eu, armada em invejosa (mas daquelas invejas boas que os amigos verdadeiros sentem uns pelos outros), roubei as perguntas, dei as minhas respostas, e aqui ficam as minhas confissões de uma bibliófila que também sofre de bibliomania.
Convido todos os bibliófilos que por aqui passam a deixarem-nos as vossas confissões também.
Ora bem. Temos aqui um problema. Tirando livros técnicos ou políticos, eu leio. E o ponto final é mesmo um ponto final. Ficção cientifica, romance, erótico, biografias, fantasia, juvenil… não preciso de continuar a enumerar, pois não? É livro? Não é técnico ou politico? Então eu leio.
2666 de Roberto Bolaño. Dizem que é fantástico, extraordinário e sabe-se lá mais o quê mas a verdade é que só consegui ler as primeiras 50 páginas. Depois desisti. Gostava de o conseguir ler para perceber o fenómeno ao seu redor mas, sinceramente, é mais forte que eu.
Levar o livro para todo o lado. E quando digo para todo o lado, é mesmo quase literal. Praia, campo, restaurantes, cafés, transportes públicos, casa de banho… todas as situações e todos os locais servem para ler. E claro que o livro acaba por sofrer as consequências, mesmo quando as tento evitar.
Normalmente leio-a antes de comprar o livro ou quando me oferecem. Não sendo o único, é, sem dúvida, um dos critérios que me faz decidir entre comprar e não comprar.
Foram os meus livros favoritos de 2014 assim como os mais longos. Juntemos-lhes, agora, os mais caros. Cada um deles custou cerca de € 29,00 mas valeram cada cêntimo e não me arrependo minimamente.
Eu compro livros. Novos ou usados. Só não compro ebooks, mas esses não são livros…
Não me faz confusão nenhuma que alguém os tenha lido primeiro. São livros, não são cuecas. E os livros são felizes passando de mão em mão e tendo quem os leia e ame.
Bertrand, Bulhosa ou a Livraria da Lua de Marfim. Em qualquer uma delas respira-se livros num ambiente bastante agradável e onde podemos espreitar novidades, procurar promoções ou estar, simplesmente.
Wook seguramente. Para todos os livros e até escolares. Os livros vêm sempre bem acondicionados, o contacto é sempre rápido (apesar de ser apenas através da Internet e não haver nenhum telefone ou loja física). Inclusivamente, aqui há dois anos tive de trocar, duas vezes, uns livros escolares e as trocas correram muito bem e sem stresses. Tem excelentes promoções e o cartão wook onde se vão acumulando euros para as compras seguintes. Funcionamento cinco estrelas!
Conheci, recentemente, a Bibliofeira e também me parece interessante apesar de se ter de ter algum cuidado com o vendedor. Tenho o hábito de ir espreitar as critica e isso ajuda a que corra melhor.
Na FNAC tenho receio de comprar. Confesso que, depois do percalço que me aconteceu, se tiver de comprar na FNAC, peço para ser entregue numa loja e vou lá levantar. Ora indo à loja física, mais vale comprar logo lá – a menos que haja alguma promoção exclusiva on line.
Estou a excluir, claro, os grupos de venda de livros usados do facebook, dado que não são livrarias on line.
Não. Tenho livros que quero comprar e depois tenho, ou não, possibilidade de o fazer. Se pudesse, comprava todos. Não podendo, vou escolhendo. E agora, tirando os que comprei esta semana com o vale da Wook que tinha por causa da compra dos livros escolares e que, afinal, era de € 18,30, não penso comprar mais nos próximos tempos porque ainda tenho uns quantos na fila à espera de vez.
Sem nenhuma ordem em especial e passível de, nos próximos quatro meses ser alterada, aqui fica a lista dos cinco melhores livros que li em 2015:
O asteca de Gary Jennings. Dividido em dois volumes, Orgulho Asteca e Sangue Asteca.
Perguntem a Sarah Gross, romance de estreia de João Pinto Coelho
Maria II - Tudo por um Reino de Isabel Stilwell
Misery de Stephen King
Caçadores de Cabeças de Jo Nesbø
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