layout - Gaffe
Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
A Miss F esquivou-se a uns minutos de estudo para participar nesta rubrica, por isso vamos lá ler o que ela tem para nos dizer:
A Magda intimou-me a escrever sobre mim (foi até um bocado bruta, confesso que esperava com o convite pelo menos uns bombons) coisa que eu adoro fazer (só que não), por isso aqui vai. Acho que por mais que diga, vai sempre faltar qualquer coisa. Pelo meu blog dá para ver que gosto de livros, são desde sempre a minha melhor companhia. Sou uma pessoa horrível, bruta, não tenho jeito nenhum para lidar com pessoas, sou fria e distante. Sou teimosa como a porra, raramente mudo de opinião e se alguém me diz que não posso é certo que vou passar a poder (signo - Touro. Prazer.).Sempre achei que ia ficar no clube das solteironas, cheia de gatos e livros, mas ainda assim, mesmo com todos estes avisos à navegação, o meu moço apaixonou-se por mim e assim continua passados 7 anos. Paciência de santo, coitadinho. Além dos livros gosto de outras coisas - da Licenciatura que tirei (Relações Internacionais), de aprender, de desporto, principalmente futebol, rugby e ténis (só ver, fazer tá quieto que está de chuva), de fazer piadas (eu acho que tenho graça, o que é que se há-de fazer), e de chá. Quem me tira o chá tira-me tudo.
Neste momento devia estar a estudar e estou a obedecer à Magda, escrevendo sobre a minha pessoa. Mais alguma coisinha ou está bom assim Dona Magda?
Não havia nada mais difícil não Azulmar? Opa assim por exclusão de partes talvez o olfacto. Visão nem pensar, adoro música por isso audição era difícil, o tacto é importante naquelas alturas..... não interessa quais (cough cough), é importante. Adoro comer, por isso deixem-me as papilas gustativas em paz. Pronto, fico-me pelo olfacto assim até poupo nos perfumes e cremes, o orçamento agradece.
As principais razões talvez sejam ter mais liberdade e o querer ter alguma coisa que é só minha. Só três pessoas sabem que tenho o blog e, por respeito à minha vontade, não comentam nem vão lá muitas vezes. Embora não me importe muito com a opinião dos outros o facto de saber que não vai cair em conversa algo que disse no blog deixa-me mais confortável. O mais engraçado é quando alguns amigos dizem 'Escreves tão bem e gostas tanto de escrever porque não crias um blog?
Costumo dizer que já lia antes de saber ler, quando era pequenina pedia ao meu pai que me lesse os livros e depois, através das imagens e da memória, ia lendo sozinha. Adoro desafios por isso, na primária, enfrentei o aprender a ler como um desafio. Quando comecei a ler e a retirar significado daquilo que lia nunca mais parei. A leitura 'roubou-me' os desenhos animados, as bonecas e as macacadas de criança, mas era um desafio ler coisas cada vez mais complexas e, ao ver que cada vez conseguia ler melhor e mais rápido, sentia-me motivada para ler ainda mais. Sinto que a minha infância foi mais rica por ler tanto.
Sem dúvida a cidade. Sou uma pessoa que gosta de stress, de movimento, de ter mil programas possíveis para fazer. Tanto os meus avós como os meus meus pais são todos de Lisboa, por isso sempre me habituei a viver na cidade. O campo faz-me confusão, é demasiado calmo para mim, até ler Alberto Caeiro me faz confusão. Gosto de praia, tanto no verão como no inverno, mas sem dúvida que o meu sítio, onde estou no meu elemento, é a cidade.
Deus existe? Desenvolva. (A pergunta mais interessante que já me fizeram).
Costumas cozinhar todos os dias? Quantas horas dormes por noite? Os teus dias têm 30 horas? Eu vejo-te a fazer tanta coisa que penso como consegues gerir tão bem o tempo, daí que olha aproveito este convite (à bruta) para saber o teu segredo.
Lá em casa quem cozinha (e bem, diga-se) é o marido. Ele é que se ajeita na cozinha, eu detesto cozinhar...Quanto ao fazer várias coisas... acho que é uma questão de organização pessoal e de não conseguir estar parada. Os meus filhos até brincam comigo dizendo que eu hei-de vir do além fazer coisas por cá para não estar parada muito tempo...Dormir... eu tenho de dormir 7/8 horas por noite sob pena de fazer birras de sono. Sim, sem grandes vergonhas, assumo que faço birras de sono. De bater o pé e tudo. Nem eu me consigo aturar quando tenho sono!Para além da organização, o multitask funciona na perfeição. Consigo, sem grandes problemas, fazer várias coisas ao mesmo tempo. Desde que não seja ler porque aí.. esquece lá isso, não faço nem ouço mais nada.
Hoje, No blog com trago-vos a Azulmar
Cedendo a um pedido tão gentil da Magda, vou falar um pouco sobre mim. Sou a Azulmar, uma mulher de gostos simples e apenas com a ambição de ser feliz e de fazer os outros felizes (pode parecer cliché, mas é verdade). Sou mãe de uns miúdos que são, ao mesmo tempo, os melhores e os piores filhos do mundo (eles dizem o mesmo da mãe deles, não se preocupem). Tenho duas paixões, o crochet e os livros. Há quem sonhe com um enorme closet com muitas roupas e sapatos, eu sonho com uma biblioteca em casa. Sou muito prática e descomplicada. Não gosto de mexericos e para mim são todos inocentes até prova em contrário. Sou introvertida e só me dou a conhecer aos outros muito a custo. Por isso está a ser dificílimo escrever este texto. E pronto, ficamos por aqui, pode ser?
O maior drama dos livrólicos... onde guardar livros. Nas minhas estantes & os meus livros podes ver a estante que tivemos de mandar fazer. Anulamos uma parede da sala (a maior, vá-se lá saber porquê) para poder por os livros. O problema, neste momento, é que já não chega. Agora tenho livros nas estantes dos quartos dos miúdos, em sacos, numa caixa ao lado da lareira e nas estantes do móvel da sala. Tivemos de mandar fazer uma nova estante embutida na parede, no hall de entrada que deve estar pronta daqui a umas duas semanas e nessa altura voltarei a ter tudo arrumado.Mas, se o que procuras, são estantes originais, olha estas Bookshelves
Em dia de aniversário, convidei a Cindy para vir festejar aqui connosco. Comecemos, por isso, por lhe desejar um feliz dia e, depois, vamos ver o que ela nos diz.
A Magda pediu-me para deixar umas palavras sobre mim. Não gosto particularmente de falar de mim e essa é uma das razões pelas quais adoro ter o blog. Torna-se muito mais fácil para mim escrever do que dizer e muitas vezes a escrita é um precioso auxílio que me permite extravasar aquilo de que nem sempre consigo falar. O blog começou em 2008, escrito a duas mãos, por mim e pela minha prima. Era um modo de ultrapassarmos a distância e partilharmos o nosso dia a dia. Os nossos nomes – Barbie e Cindy – eram uma “private joke” que nos remetia para os nossos tempos de infância em que eu a chateava para irmos brincar às bonecas. Entretanto a Barbie deixou de escrever e eu resolvi continuar com o blog, que tanto prazer me dava. Quanto a mim… Sou uma pessoa de gostos simples, pouco dada a extravagâncias, que preza muito a amizade e a vida familiar. Sou algo tímida em momentos iniciais mas gostando de uma pessoa, facilmente me dou. Detesto complicações e injustiças, não sou de me acomodar e pensar que as coisas não mudam. Mudam sim, se lutarmos por isso. Fico por aqui, senão temos testamento!
Eu tanto me posso inspirar no meu amor pelos livros (razão pela qual criei um blog dedicado exclusivamente a essa paixão, o Stone Art Books), como aos meus filhos e às suas respostas sempre prontas (não faço ideia a quem saem assim...), às minhas cadelas (que são tão doidas como a família que elas adoptaram), às coisas do dia a dia ou até à uma ou outra conversa com amigos sobre determinado tema (lembraste do post sobre as fotos das crianças com varicela/sarampo que escrevemos em conjunto?)... Gosto de observar o que se passa e tirar as minhas conclusões. Escrever sobre isso é, também, uma forma de as analisar melhor.
Depois duma semana de intervalo, hoje temos uma entrevista às Fatias, com a Fatia Mor.
A nossa querida e adorada Magda pediu-me umas poucas palavras sobre mim. Ora, já devia saber que escrever pouco é coisa que psicóloga não sabe fazer. E sobre mim, ainda menos. Sou mãe, sou mulher, sou amante. Sou professora e sou aluna desta escola da vida. Sou a parte maior de um bolo que é uma família às vezes disfuncional e quase sempre unida e amorosa. Sou rebelde (quando posso), tímida (a maior parte das vezes) e fogosa (quando calha). Sou maldizente (às vezes) mas bem falante. E acima de tudo, sou consensualmente capaz de atingir o consenso em qualquer imbróglio.
Sou a Fatia Mor
Desconfio que a paixão pela leitura nasceu a 26 de Novembro de 1969. E como é que posso precisar, desta forma, a data? porque foi quando nasci... Desde sempre que andava com livros - do tio Patinhas, do Donald, do Cascão... eram aos quadradinhos mas eu adorava (e agora que ninguém nos está a ouvir, ainda adoro...). Depois veio a Patrícia, os Cinco, os Sete, o Colégio das quatro torres, etc e tal. A seguir os livros de ficção cientifica...depois as nossas Brumas de Avalon e a literatura de fantasia. Hoje leio praticamente de tudo.A paixão pela escrita tem vindo a consolidar-se aos poucos. Começou, curiosamente, também em Novembro mas no ano de 2007. Depois de uns meses largos a comentar textos no Luso-poemas alguns utilizadores conseguiram convencer-me a arriscar na escrita. E eu fi-lo. E, aos poucos, fui gostando de partilhar o que escrevia, o que pensava e o que achava sobre o que se passa à minha volta.
A BB é uma simpática. E por isso hoje veio a esta rubrica partilhar mais um bocadinho de si connosco.
A BB já foi “Dola” e “Lola”, quando ainda não sabia falar como gente grande. Foi “Desdla”, quando se enganaram no seu nome, no bilhete de embarque para Marrocos. Na realidade, chama-se Dora e é tratada como Dorita, “Dora, a Exploradora” ou até mesmo “Doritos”, com muitos risos à mistura.
Procura viver desprovida de máscaras e é pouco dada a conflitos. Mas tem um inimigo feroz: o despertador. Calçou sapatos de bailarina durante dois anos, toca violino há quinze, estuda medicina, escreve – coisas desinteressantes, mas escreve –, lê e faz porco agridoce (vamos fazer de conta que fica bom, para ela ficar contente).
Valoriza um abraço sentido, mas não se mostra esquisita se decidirem manifestar a vossa amizade através de uma bela caixa de chocolates.
A BB decidiu escrever esta mini-coisa-autobiográfica na 3ª pessoa, para se tornar menos constrangedor, mas acha que não resultou.
Obrigada, Magda, por me acolheres na tua casa virtual!
Em primeiro lugar está a preguiça, sem dúvida (resposta aprovada pela minha mãe, a quem nunca respondo "não", optando pelo clássico "já vai"). Segue-se a gula, mas a culpa deve ser das minhas papilas gustativas, que são obcecadas por doces. Com os restantes pecados, não me identifico lá muito... Apesar de me interessar por moda, sou demasiado prática para me preocupar com vaidades, no quotidiano. Depois... Talvez se siga a ira, que é despoletada pelas injustiças tão presentes na nossa sociedade. Contudo, tento ser compreensiva e afastar os pensamentos destrutivos, não dando grande confiança à revolta ou à inveja.
Nem sempre é fácil e funciona muito por fases. Há semanas em que o estudo exige quase toda a atenção, outras em que os ensaios são praticamente diários para preparar concertos e outras mais calminhas, em que me posso dedicar a tudo um pouco, incluindo a escrita e a leitura. O caos instala-se quando um concerto é marcado para o dia de um exame ou quando a inspiração me rouba horas, pela noite dentro, para escrever... No final de contas, tudo se concilia e ainda se juntam outras actividades à festa, desde que haja paixão e dedicação.
Ai ai, a pergunta mais difícil... A Magda não brinca em serviço! Talvez a "Radioactive", dos Imagine Dragons. Primeiro, porque é das que mais gosto de tocar na minha banda, Silk (podem ver um vídeo nosso aqui: https://youtu.be/yAzjbQA-ChQ). Depois, porque a letra me faz imaginar uma fénix que renasce das cinzas, com uma energia contagiante. Identifico-me com a postura de tentar tornar o pior no melhor, de reiniciar quando já não nos identificamos com um caminho escolhido e de trabalharmos os nossos defeitos. Por vezes, o "apocalipse" é a solução, para nos reconstruirmos e renascermos mais fortes... Radioactivos!
Ah, uma questão fácil, finalmente! Basta (re)ler o meu primeiríssimo post: http://bataebatom.blogs.sapo.pt/inicio-440
Nadar com tubarões ou deixar de ter acesso à internet e redes móveis, a partir deste momento e para sempre?
Qual a tua receita para a felicidade? E não vale haver ingrediente secreto... Queremos saber tudo!
Vingança? é por vingança que fazes essa pergunta difícil?
Não há ingredientes secretos. Mas há é optimismo em doses elevadas. Eu vejo sempre o copo meio cheio e o lado positivo de cada situação. Porque há sempre esse lado positivo - mesmo quando achamos que não.
Depois eu acredito que, por pior que estejamos, há sempre quem esteja pior e a passar por mais provações. Por respeito a quem está pior que eu, não vou dizer que eu estou pior.
Confiança. Em mim e nos outros. Às vezes confio por mim e pelos outros.
E depois... tristezas não pagam dívidas, não é? O que é que se resolve por se andar triste? Absolutamente nada. Até o tempo custa mais a passar quando estamos mais tristes...
Hoje a Dona Pavlova acedeu a estar No Blog Com...
Estava eu num funeral, quando dou por mim a rir que nem uma tolinha a olhar para o telemóvel. Como estamos no início das aulas os emails não param de chegar e eu, de 10 em 10 minutos, lá estou a verificar a caixa. O meu marido, que estava ao meu lado, mandou-me logo uma cotovelada que até vi estrelas, o que foi ainda pior, porque fiquei com aquela vontade descontrolada de rir… tive que sair da igreja e ir apanhar um bocado de ar. As figurinhas que uma pessoa faz!
Culpada: Magda.
Assunto do email: convite para participar na rubrica “No Blog com…” em que sou convidada obrigada a participar sob o pretexto de que se declinar passo a ser vítima de bullying. Além disso, ela diz que não obriga ninguém a aceitar e que até tenho 2 hipóteses de resposta: o Sim e o Sim.
Resultado: cá estou eu, optei pela 2ª hipótese; quanto ao funeral, fica a dica, não abrir mais emails da Magda em locais públicos, sérios e com desconhecidos à mistura. ;)
E também é isto, o blog Dona Pavlova, ou como por vezes a Magda me chama “Dona Pavolva”, um local onde se lê de tudo um pouco, com peripécias que me vão acontecendo, com os meus gostos pessoais e hobbies à mistura, nomeadamente e principalmente a Culinária e a Atividade Física. O blog foi criado com a intenção de ter um espaço onde colocar, primeiramente, as minhas receitas e só mais tarde é que começaram a surgir os posts com os meus gostos pessoais.
Quanto a mim, sou a Sofia, uma pessoa introvertida, que entro muda e que saio calada (frase da minha sogra), mas se me sentir à vontade e rodeada de pessoas que gosto, sou muito divertida, brincalhona e com um sentido de humor acima da média. Sou uma pessoa bastante ativa, “maria-rapaz”, que adoro as coisas simples da vida, como ler, passear, estar com a minha família e fazê-los felizes. Aprendi, graças a um problema de saúde, a dar valor somente àquilo que realmente me faz feliz, e não faço fretes nem engulo sapos. Aprendi também a dizer “Não” quando essa é a minha vontade, sem me importar se isso é o “politicamente correto” ou se “parece mal” e por isso, algumas vezes, sou apelidada de arrogante e egoísta. Mas querem saber uma coisa? É para o lado que durmo melhor!
Pode parecer demasiado cliché, mas sem sombra de dúvida "Carpe Diem", que significa "Aproveita o momento". E é exatamente isso que carateriza a minha vida, aproveitar cada momento e evitar gastar o tempo com coisas inúteis e sem valor (para mim), e sempre sem medo do amanhã, porque podemos já cá não estar.
Fui agora mesmo pesquisar e já existe um livro com esse nome... ora bolas!
O Blog tinha que ter um nome, e no dia em que decidi criá-lo comi a melhor Pavlova da minha vida, que por acaso fui eu que a fiz. Quando estava no computador a criar o blogue, deu-me um ataque de gula e lá fui eu buscar mais uma fatia... olhei para ela, olhei para o ecrã e só podia ter esse nome. É a minha sobremesa favorita e como sou vossa amiga, fiquem com o link da receita. Façam-na e depois digam-me se gostaram ou não. Se por acaso não gostaram, enviem-me os restos que eu como.
http://donapavlova.blogs.sapo.pt/a-melhor-pavlova-do-mundo-4284
Eu moro em Viseu, uma cidade do interior, onde gosto muito de viver. É uma cidade calma, que está perto de tudo e longe das grandes confusões, dos aglomerados de gente, do trânsito, etc.. Não é à toa que tem sido considerada uma das melhores cidades portuguesas para se viver.
No entanto, tenho uma paixão muito grande por um cantinho à beira-mar plantado, onde sou muito feliz. Adoro aquela praia que só quem conhece sabe do que falo. Quem quiser saber clique aqui: http://donapavlova.blogs.sapo.pt/as-25-mais-belas-praias-de-portugal-110149. Um refúgio para o qual fujo sempre que posso, onde me perco nos dias e nas horas. É o nosso paraíso, a nossa paixão e assim vai continuar a ser para o resto da vida.
Deixo várias sugestões de atividades/exercícios para se exercitarem e queimarem algumas gordurinhas:
- treinos feitos em casa, como por exemplo, o Tabata que não duram mais de 10 minutos e não é necessário nenhum equipamento específico (eu estou viciada neste método);
- caminhadas quer como passeio, quer para o trabalho, quer para passearem os cães;
- aulas de grupo, como por exemplo a zumba;
- e façam mais sexo, porque até os mais preguiçosos gostam de se exercitar com esta atividade.
Qual o teu maior pecado? Coloca-os por ordem, do maior pecado para o menor, e faz uma caraterização tua em cada um deles: Gula; Ganância; Luxúria; Ira; Inveja; Preguiça; e Vaidade.
Igual à 5.
Seguramente a gula e a preguiça, em iguais proporções. Ontem, por exemplo, passei o dia de pijama - coisa que adoro fazer e jantei comida mexicana, que também adoro (e o maridão faz muito bem)
No blog com... tem hoje a visita da minha querida Neurótika Webb.
Como este blog é de uma escritora, sobre livros e para amantes de livros, vou tentar falar de mim através dos livros da minha vida.
Nasci com alma de artista, e foi por aí o meu caminho. Sou uma apaixonada por todo e qualquer tipo de arte. Apesar das minhas primeiras artes terem sido o desenho e o ballet, os livros sempre foram uma paixão. Acabei a escrever profissionalmente, não livros, mas gostava de um dia me aventurar. Desconfio, no entanto que, vai ser como os meus quadros e os meus desenhos, assim que os acabo, apetece-me mandar tudo ao lixo, acho sempre que posso fazer melhor. Sou a eterna insatisfeita.
Comecei como todas as outras crianças, bem nem por isso, nunca li “Os Cinco”, nem “Os Sete” nem os livros da “Patrícia”, a única saga que li foram os livros das “Gémeas – Colégio das Quatro Torres” da Enid Blyton, talvez porque tivesse um bocadinho a ver com a minha vida na altura.
O primeiro livro “a sério” que li, foi aos treze anos, quando uma das irmãs do meu avô me meteu nas mãos o “Nana” do Émile Zola. Foi o começo da minha jornada pelos clássicos da literatura.
Já na faculdade, há um livro (e um autor) que representa uma mudança no meu gosto pela literatura, “As Formigas” de Boris Vian, um escritor e um dos mais influentes músicos de jazz do movimento surrealista francês. Por essa altura descobri autores como o Milan Kundera, o Mário Vargas Llosa, o Serge Leittz, o Patrick Süskind, o Kafka, entre outros. Já li tantos livros que já nem me lembro…
Tenho um defeito literário, que desconfio que por muitos anos que viva, não vou conseguir corrigir: detesto poesia. Por muito que tente, aquilo aborrece-me de morte…mas também adoro música clássica e detesto ópera.
Mas há um livro, tal qual a casa materna, ao qual todos gostamos de retornar, que releio todos os anos. Sempre na altura de Natal. Eu que nem sou muito dada a dramas, este toca-me particularmente, nem sei bem porquê: “O Monte dos Vendavais” da Emily Brontë.
Ler é celebrar aqueles raros artistas que nos conseguem fazer viajar com a mente e viver aventuras que enriquecem as nossas vidas.
o café está mesmo engatado. Mas acredito que conseguiremos em breve!

Hoje, no Blog com... temos a querida Gaffe que acedeu a deixar-nos um texto e a responder a meia dúzia de perguntas.
Vamos a isto:
Um dia, pedi ao meu maior amigo que me descrevesse.
Pedi-lhe uma só vez e ele fez com que todos os retratos que de mim fizessem no futuro fossem inúteis.
- Às vezes, sento-me nas margens do rio, no lugar onde ele estreita como um pesponto de prata numa túnica verde. Sirvo-te vinho doirado. Tu és o reflexo d’oiro que morde os meus dedos.
E no entanto, não passo de um reflexo. Breve e inconstante na túnica que se vai tecendo ao longo deste tempo que é meu e que não sei bordar, como bordam as mulheres do Douro que cravam nos linhos canteiros de flores. Os meus linhos rudes e ásperos, estendo-os eu em cada palavra que escrevo e sei que os abandono mal o oiro morde os meus dedos ou logo que o dia se começa a escoar pelo que faço. Não dou importância às palavras que escrevo. São voláteis. Não as cuido. Dou importância às flores que não bordo e aos amigos que me abordam, cravando palavras nas únicas paisagens que aprendi a amar. O Douro inteiro e Paris ruiva, recortada no que tenho dentro e faz de mim parte do que sou.
Às vezes sou feliz.
Às vezes choro.
Quando choro, chove em todo o lado. Uma chuva intensa atravessada pela faísca de ser feliz. Nunca se prende ao meu cabelo ruivo.
Há três claridades que respeito:
O arado do tempo do começo, aberto em núpcias o chão fecundo e o voo branco onde se esconde a Morte, mas ergo-me do chão, levanto voo e cresço, porque sei que a terra é apenas fértil.
Se pudesse ouvir o tempo a passar, como se fossem pardais, os minutos, sentava-me em cima da sombra da chuva, alastrava os dedos na terra e ficava parada a criar raízes.
As palavras escritas, tais como as lidas, originam multidões. É apanágio da escrita – e da leitura – povoar os isolamentos.
Não saber ler nem escrever, isso sim, é uma das mais profundas solidões que existem.
Escrever nunca foi um acto de solidão. É antes um acto do silêncio.
Não tenho tempos livres! A minha liberdade é exactamente essa. Todo o meu tempo é construído com pedaços do que gosto de fazer. Tenho todo o tempo do mundo para ocupar como sonhei. Alguns chamam-lhe sorte. Eu prefiro coragem.
Não sei se realmente se cumpre o anonimato. Espalho pedaços reconhecíveis de mim por todo o lado. A Gaffe, deixou de ser o heterónimo tímido e titubeante que foi planeado no início. É agora um pseudónimo exagerado e tonto, repleto de mim.
A minha ausência gráfica – chamemos-lhe assim para simplificar –, é apenas um pretexto patético para reler o meu querido Gonçalo M. Tavares em "Breves Notas Sobre o Medo":
Indecifrável é o homem que, além de permanecer em silêncio e imóvel, se esconde da luz, como o mais velho dos ratos.
Dele – por jamais ter sido visto, mas, acima de tudo, por jamais ter sido entendido – se construirá uma robusta e luminosa estátua no centro dessa cidade que nem sequer se recorda de alguém o ter visto nascer.
As minhas férias favoritas foram as deste Outono de que já falei:
Ficávamos sentadas nos fins das tardes dos meses antigos de Outono nas escadas da casa dos meus avós.
Havia um búzio nacarado que encostava ao ouvido. A minha irmã traduzia a voz do mar, o rugido do mar, o bramir do mar e eu acreditava, porque Outubro tinha aberto a cor aos olhos pardos da minha irmã e eu via, nítidas, as escamas verdes e cinzentas que mudavam de lugar todos os dias.
Acreditava nos peixes minúsculos que se moviam naquelas águas e sabia que uma criatura com escamas de brilho verde e cinzento nos olhos tinha misteriosas e inacessíveis intimidades com os oceanos.
Ouvia a voz do mar saída da boca do búzio. A minha irmã, depois de mo tirar devagarinho, encostava-o ao ouvido e traduzia o enigmático sopro daquelas cordas vocais. O que diziam variava de acordo com a disposição da minha cúmplice, mas eu acreditava nas tragédias e nas ondas de promessa de bonança de que dali vinham.
Sideravam-me.
Agora encosto a cara ao vidro duplo da janela. Não consigo ouvir a voz do mar, o rugido do mar, o bramir do mar. Ouço apenas o ruído do mar sem tradução.
Como se Vê com os meus olhos? – É uma pergunta muito telegénica que podia ser feita por um rapazinho com ar de totó, sentado num sítio qualquer que pudesse ser bem iluminado.
A mesma que fiz ao teu próximo convidado, porque nunca consegui jogar sem fazer batota.
Batoteira!
Tenho sempre medo, receio, de olhar para mim pelos olhos dos outros. Vejo-me com inúmeros defeitos que, não bastas vezes, me assustam a mim própria. Teimosa, refilona, torta.. são apenas alguns deles. Enfim, um ser humano normal, seja lá o que for a normalidade.
Hoje, no Blog Com... o José da Xã que aceitou escrever um pequeno texto e depois responder a meia dúzia de perguntas.
Iniciei a aventura do jornalismo na imprensa regional já lá vão quase trinta e oito anos e ali me mantive durante muito tempo. Fui todavia saltando de publicação em publicação até que me alojei finalmente na blogosfera de forma (quase) natural.
Tenho uma visão e uma sensibilidade de vida à medida dos meus dias… passados. Como é normal! Positivista por natureza (viver é uma dádiva!!!), estou sempre demasiado atento ao que me rodeia.
A blogosfera começou timidamente em 2008 (parece que foi ontem!) e tive a princípio algum receio mas tornou-se numa experiência inolvidável. A prova disso é a quantidade de blogues em que vou participando, com maior ou menor assiduidade, e a forma sempre simpática como a Sapo me tem "mimado".
1. Deixada pela Just Smile. De onde vem a inspiração para escreveres os postes do teu Blog?
Normalmente do dia-a-dia. Basta estar atento ao que nos rodeia para percebermos como quase não necessitamos de inspiração. Porém há sempre outros momentos…
2. Jornalismo e blogs. Complementam-se ou são opostos?
Boa questão de difícil e correcta resposta (se a houver!). O jornalismo puro e duro, tem por mente escrever sobre os acontecimentos, sem quaisquer análises ou opiniões. Os blogues, ao invés, enveredam geralmente por trilhos por vezes um tanto apertados onde a opinião do autor parece ser o mais relevante. Creio, no entanto, que ambos se complementam. Desde que usados da forma correcta.
3. Sportinguista de alma e coração, como tens encarado esta guerra tonta entre os dois clubes da segunda circular?
Esta guerra é uma imbecilidade. Porém “cheira-me” que estas trocas de galhardetes são na maioria das vezes, estupidamente alimentadas por “jornaleiros de vão de escada”. Apenas com o intuito de venderem mais um exemplar que a concorrência. E é uma pena…
4. Contos, crónicas, notícias, experiencias da tua vida, etc e tal. De entre todo o género de textos que escreves, em qual te sentes mais à vontade?
Ui… por esta é que eu não esperava… Esta questão deixou-me a pensar… Ora deixa cá ver…Gosto muito de escrever contos… Alguns “tontos” como sabes! Mas curiosamente foram os meus textos de opinião que foram diversas vezes destacados pela Sapo.
5. Sem saberes quem será o ou a próximo convidado, que pergunta lhe deixas?
Achas que escrever é um acto de profunda solidão?
6. O que gostarias de me perguntar?
Vais viajar no espaço por muito, muito tempo. Só podes levar um livro. Qual levarias?
Só um???? bom, provavelmente escolheria Guerra e Paz de Lev Tolstoi. É um livro que quero ler, um dia, mas que quero ler quando souber que o posso ler do principio ao fim sem interrupções e por isso, um passeio no espaço por muito, muito tempo é capaz de ser uma boa ocasião.
Esta semana a convidada para a rubrica No blog com... é a querida Just_Smile, que aceitou logo escrever um pequeno texto sobre ela e responder a meia dúzia de perguntas.
A Just Smile é uma mulher sonhadora, apaixonada pela leitura e que aceitou a sua profissão como uma parte de si. Uma blogger sem um estilo permanente, fazendo disto e aquilo, opinando sobre este e aqueloutro. Os livros são a sua maior companhia, o namorado e os sobrinhos a maior felicidade e o blog o seu cantinho preferido, cheio de segredos e sonhos. A cidade do Porto a menina dos seus olhos e a vida uma conquista a fazer diariamente.
Aqui estão as perguntas e as respostas:
É uma resposta bastante complicada para a qual não sei encontrar uma solução. Sou uma pessoa que funciona bem sobre pressão e se calhar sobre pressão acabaria por tomar uma decisão, mas escolher quem vive e quem parte parece algo bastante injusto.
Em tempos o meu maior sonho era dar a volta ao mundo, hoje sou feita de pequenos sonhos. O próximo, depois do emprego, será sair de casa dos papás, criar a minha própria vida.
Ui, imensas. Noto tanto a minha evolução enquanto pessoa como enquanto blogger. Hoje os problemas são outros e menos superficiais, a escrita cresceu. As palavras não são tão banais e são mais cuidadas e noto a melhor das transformações, tornei-me na pessoa que sempre quis ser e que em tempos ambicionava me transformar.
Isso é possível? Um único livro? Ai, que pergunta complicada... Normalmente associo livros a fases da minha vida e o livro que mais me marcou, altura da passagem de adolescente a adulta, foi 'A rapariga que roubava livros'. Mas há tantos outros que adoro e considero excelentes livros.
De onde vem a inspiração para escreveres os postes do teu Blog?
Magda, onde vais tu buscar essa força de mulher furacão, que faz tudo e mais alguma coisa, e ainda tem tempo para ler dezenas de livros?
Acho que é por ter o multitask a funcionar como deve ser eheheheh. A sério, acho que tem a ver com o facto de não conseguir estar demasiado tempo parada e de precisar sempre de coisas que sejam desafiantes e que me obriguem a pensar. Depois aproveito todos os momentos para ler. Casa de banho incluída.
Hoje é dia da Vanessa falar mais sobre ela na rubrica No Blog com...
É sempre muito difícil descrever a pessoa que somos, mesmo assim vou tentar fazer um pequeno resumo da minha pessoa. Sou uma miúda curiosa, adoro arte, interesso-me por meteorologia - dizem por aí que estou na área errada - e tenho um big crush por fotografia. Desde pequena que sempre demonstrei os meus dotes para o desenho e para tirar fotografias, até ganhei um concurso de fotografia aos 17 anos com uma foto que tirei com uma máquina compacta. Não me limito só a ser a rapariga que estudou Artes, gosto sempre de saber mais sobre o mundo, acho que cultura geral nunca fez mal a ninguém, antes pelo contrário.
Quanto à minha estadia na blogosfera, já dura há uns bons anos, mais como visitante, mas desde que o nuages nasceu que é o menino dos meus olhos, onde eu posso mostrar coisas que me inspiram, que gosto e opiniões sobre qualquer assunto.
1. Deixada pela Maria das Palavras. O que comeste na última quinta-feira ao almoço? Não vale inventar. Vá, puxa pela cabeça.
Não é nada difícil (risos), comi uma canjinha de galinha feita pela mamã.
2. Qual é o papel que os livros representam na tua vida?
Tenho imensos livros e pouco tempo para eles, o que é um drama para mim, porque eu gosto de ler. Normalmente são algo a que recorro nos meus tempos livres, para me transmitirem aquela calma e serenidade, se bem que também me fazem aprender coisas novas, quer sejam sobre mim ou sobre a vida, o que eu adoro. Considero-os um bom meio de aprendizagem, é mais isso.
3. Meteorologia, fotografia e arte. Como as conjugas no teu dia-a-dia?
É uma questão difícil, agora é que me tramaste. (risos) Meteorologia é algo que me fascina uma vez que desde pequena que a minha avó me ensinou a conhecer "os sinais que o céu nos dá" e então, quando fui para Évora estudar, tive de enfrentar um clima diferente e as trovoadas lá são horríveis e eu morro de medo! Então pensei porque não informar-me mais sobre estas coisas para as conhecer antes de aparecerem. Desde aí tem sido muito giro, já percebo mais sobre o assunto (não muito) e comecei a partilhar num fórum português algumas impressões sobre o estado do tempo actual na minha localização, também tiro algumas fotografias de fenómenos ópticos que o sol cria ou algo fora do normal. No meu dia-a-dia, como estou no trabalho é óbvio que não passo o dia a fotografar, apenas nas horas vagas, mas sempre que posso tento ver o que anda de novo no mundo das Artes (projectos fotográficos, esculturas, pinturas, etc.). Como disse, sou muito curiosa (risos) e as coisas até que se conjugam de forma natural.
4. Quais são os temas que abordas no blog que sentes que são melhor recebidos? E os menos bem recebidos?
Partilho imensa coisa no meu blog, grande parte delas são feitas horas antes e com imenso cuidado. Aqueles que são mais bem recebidos são sobre os meus dramas do dia-a-dia, às vezes até fico a pensar que as pessoas gostam de ler as minhas aventuras ou desabafos e é algo que eu escrevo só para deitar cá para fora, no fundo um blog também serve para isso. Também vejo as dicas para blogs ou fotografia a serem bem aceites, assim como o projecto do Desafio 52 semanas e o Sweet Decor. Aqueles que são menos bem recebidos, por acaso até tem piada porque são posts que eu faço e não dou tanto de mim, são feitos em cima do joelho e os posts sobre curtas de animação não são ainda bem recebidos, talvez por haver muito aquela ideia de que os desenhos animados são só para crianças. O que não são!
5. Sem saberes quem será a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?
Se o mundo estivesse a morrer e tivesses de escolher entre o dia e a noite para manter todos os seres da Terra vivos, qual deles escolhias? E o que fazias para sobreviverem?
6. O que gostarias de me perguntar?
Qual é a tua viagem de sonho e o que é que gostarias de fazer/ver por lá?
Por mais estranho que pareça vindo duma pessoa que tem sempre frio, a minha viagem de sonho é à Sibéria. Acho que deve ser uma zona lindíssima, as tundras, o gelo, a noite. Provavelmente passaria mais de metade do tempo cheia de frio, com imensa roupa em cima e sem sair de dentro do comboio ou de casa. Mas era lá que gostava de ir um dia (eu tenho problemas, eu sei)
A destruir mitos urbanos desde 1987, a blogger menos in do pedaço, Maria de seu nome, é a convidada desta semana da rubrica No blog com…
A escrita conforta-me. É por isso que este texto me escorrega dos textos com facilidade, mas se me pedissem para falar sobre mim ao vivo era capaz de ficar meio muda e dizer “sou só uma miúda como outra qualquer” (e é mentira, se há duas coisas que sou é: extraordinária e humilde).
Não se pode desassociar o meu gosto pela leitura do meu gosto pela escrita, mas mesmo em fases em que li menos, pouco ou nada, nunca fui capaz de me travar o ímpeto de fazer frases. Tenho diários guardados de quando era mais nova. E quando decidi que deixaria de escrever diários (o que é no fundo uma atividade de alto risco) comecei a escrever folhas e documentos soltos no computador em substituição. No fundo deixei de ter um livrinho único. Mas nunca deixei de escrever para mim e sobre mim. Nunca deixei de ter um diário (mesmo que a frequência da escrita não fizesse jus ao nome), de me deixar notas para reler. O blog é (muito) menos pessoal, é só uma parte de mim, mas foi a forma que encontrei de voltar a ter um registo organizado de muito do que penso e do que vivo. Sobretudo palermices (não sei se mencionei que também tenho a mania que sou engraçada) e às vezes, quase sem querer, lamechices.
Tirando isso o que há a dizer? Sou solteira (porque não deixo o Moço casar comigo) e boa rapariga (tem dias).
1. Deixada pela Nathy. Ontem, hoje ou amanhã? porquê?
Hoje. Porque ontem tinha um mau corte de cabelo e roupa em que já não me revejo. E amanhã não é o dia para ser feliz – há coisas que não se devem adiar, muito menos isto. Vi há pouco tempo, nesse poço de sabedoria que é a série Anatomia de Grey, a protagonista chegar a esta conclusão e concordei que era acertada: não vale a pena esperar pelo momento em que vamos deixar de ter este ou aquele problema. A vida sucede-se e a seguir a um percalço vem outro: temos de ser felizes agora em vez de esperar por um potencial momento ideal que nunca vai chegar.
2. Alguma vez sentiste vontade de mandar o anonimato às urtigas e mostrares, a quem te lê, quem é a Maria?
Às vezes. Quando quero partilhar coisas mais pessoais, sobretudo (e que é praticamente a mesma razão para não querer deixar o anonimato, se é que isto faz sentido). Projetos! Fotografias (embora depois descobrissem que não sou tenho queixo)! A verdade é que não me preocupo muito que alguém saiba quem sou, mas gosto que não seja algo imediato. Dá-me uma falsa sensação de liberdade. E acho que mesmo que um dia desfaça o anonimato por vontade própria, não vou pôr o nome no blog na mesma, a assinar posts, ou gritar a identidade aos sete ventos, deixo só que aconteça. A Maria das Palavras é uma parte de mim: a parte sarcástica que gosta de escrever. Não sou eu toda, com o meu nome de batismo.
3. Para o bem e para o mal, que balanço fazes do teu blog?
Aí vão mais de 400 dias a escrever ininterruptamente. Não esperei conseguir isso de mim e não esperei conseguir as reações fabulosas que tenho tido e que me roubam a modéstia que já não tenho (ou possuo, só para te enfurecer com uma palavra que não gostas, Magda). Já tinha tido um blog, que levava menos a sério, e estava longe de saber que podia ter centenas de visitas certas por dia, dezenas de milhares por mês. É um exercício de disciplina, de vaidade e (sobretudo) de prazer. Ao fim de pouco mais de um ano posso dizer que ambiciono mantê-lo por muitos e bons anos e só não digo para sempre, porque isso não se promete. Faz-me bem. E devemos sempre insistir no que nos faz bem.
4. Qual foi, até hoje, a viagem que fizeste que mais gostaste? e porque?
Que pergunta ingrata e maldosa. Entre as visitas a cantos maravilhosos e tão diferentes do nosso país, as (ainda tão poucas) viagens deliciosas com o Moço além-fronteiras e os tours de descoberta deste e daquele país com algumas amigas que serão as minhas eternas companheiras de viagem (mesmo que não voltemos a viajar juntas)...vou ter que te dar a resposta que tem tanto de cliché como de verdadeira. A minha viagem favorita será a próxima. Porque é aquela que me faz sonhar.
5. Sem saberes quem será a próxima convidada, que pergunta lhe deixas?
O que comeste na última quinta-feira ao almoço? Não vale inventar. Vá, puxa pela cabeça.
6. O que gostarias de me perguntar?
O que farias se, por uma condição médica ainda desconhecida que te fosse diagnosticada, tivesses de deixar de ler. O médico “tenho muito pena dona Magda, mas se ler livros de qualquer tipo, mesmo em formato digital, o seu estado vai-se deteriorar rapidamente e falecerá muito antes do tempo previsto para o fim do mundo. Entretenha-se com outra coisa, ler é que não. Agora tem de pensar em si e na sua família.”
Essa doença não existe, certo? Queres deixar-me umas noites sem dormir a pensar que isso pode acontecer, é? cruzes credo, que me valha Santa Iria da Azóia. Bom, mais a sério, sou uma apaixonada pela leitura e pelos livros, não é segredo, mas também sou uma apaixonada pela família. Se tivesse de escolher, não hesitaria. A leitura, claro, ficaria para trás. Mas não teria de abdicar dos livros. Afinal já há, hoje em dia, audiobooks. Não seria a mesma coisa, o mesmo prazer, mas seria uma pequena parte desse encanto que é, para mim, ler.
Mais uma pistosga que lê, que aceitou escrever um pequeno texto sobre ela e depois responder a umas perguntas. Hoje é a vez da Nathy.
Falar sobre mim nunca é uma tarefa fácil. Deixa-me vulnerável e exposta. No fundo não gosto de fazê-lo porque faz-me pensar em quem sou na realidade. Não sou uma pessoa que se dê a conhecer com muita facilidade, sou muito reservada e poucas são as pessoas que deixo realmente entrar na minha vida.
Sou muito teimosa, orgulhosa, tímida e com um mau feitio de cadela raivosa. Nem sempre sou uma pessoa que se possa conhecer facilmente, porque não o permito. Conhecer-me é um processo que leva tempo e nem todos conseguem conhecer-me realmente. Ou porque não chegaram a tentar ou porque nem quis. O raio da timidez. Apesar de ser tímida também sou extrovertida. Ando sempre na palhaçada, sou aquela que sem precisar de álcool diz tretas e faz o pessoal rir, mas para isso é preciso confiança/à -vontade. É com se existissem muitas Nathy's. A Nathy teimosa, a orgulhosa... acredito que eu resulto de uma conjugação de pequenos eu's que estando sozinhos não são verdadeiramente EU.
Sou uma apaixonada por livros que em 7 anos deixei o "o não gosto de livros/ler" para adotar o "adoro livros". Ler é uma das minhas paixões, é uma maneira de fugir do mundo real. A vida pode ser muito cruel, sei isso na primeira mão, por isso os livros são para mim uma companhia, mas também um refúgio onde a minha vida deixa de ser o foco da minha atenção.
Á primeira vista, posso ser considerada uma pessoa forte, mas na realidade sou uma pessoa sensível que aprendeu a esconder as suas fragilidades.
Em suma, sou apenas uma miúda (serei sempre uma miúda) de 25 anos a percorrer o que a vida lhe reserva...
Oh adoro música, é uma das minhas paixões. Escolher uma dá trabalho e torna-se injusto. Gosto de músicas calmas e ao mesmo tempo de músicas que põe-me a mexer (eu sou aquela que para arrumar a casa precisa de música). Featherstone (The Paper Kites), uma musica calma enche-me as medidas ou então O meu abrigo (Mafalda Veigas) que cantada e tocada por aquela pessoa consegue ser ainda melhor :)
(Não desfazendo a Mafalda Veigas...)
Existem 3 livros que saltam logo à vista, os 3 livros que li primeiro. Posso esquecer muitos livros, pois não consigo armazenar tudo nesta cabeça (infelizmente), mas estes vieram para ficar. Por mais anos que passem. É o caso do Orgulho e Preconceito da Jane Austen. Digamos que que ela e este livro abriram-me as portas para os clássicos. Este continua a ser o meu clássico preferido, tenho um carinho especial por este livro e por aquela família tão caricata. Pássaros Feridos da Collen Mccullough, é um dos melhores livro que li desta escritora, se bem que ainda faltam-me 4 dos seus livros (os mais recentes). Com ela aprendi a gostar da Austrália, um pais que só conheço nos livros. Por último, Á Minha Filha em França de Stephanie Keating e Barbara Keating, duas irmãs, que em conjunto contam uma história passada na 2º Guerra Mundial e no presente. E que história. Não sou de reler livros, mas este quero reler um dia destes. A história é triste e ao mesmo tempo apaixonante.
Posso parecer estranho, mas considero-me na realidade uma miúda. Não é que tenha medo de um dia envelhecer/crescer, acabará por acontecer inevitavelmente. Aliás está a acontecer. É apenas a maneira como encarro a vida, um meio termo. Não sou uma criança e nem uma adulta. Ando ali pelo meio. Não quer com isso dizer que não assuma as minhas responsabilidades e que não seja "crescida". Apenas sou da opinião que serei bueeee velha (se lá chegar, se não chegar não importa, não era para ser) e continuarei a achar-me uma miúda. Trás uma certa leveza à vida. Sou estranha, eu sei...
A pessoa que está por detrás do blog, o que escreve e o que transmite. Para seguir alguém tenho que de alguma maneira identificar-me com aquela pessoa. Se isso não acontecer o mais provável é não seguir.
Ontem, hoje ou amanhã? Porquê?
Porquê que és assim? Porquê que tens esse efeito nas pessoas? Tens a noção que é difícil não gostar de ti mesmo que não se queira?! Tu entras sem pedir licença. Ou se calhar pediste...
Isso não será exagero? Eu sou como a Gabriela –
eu sou assim, eu nasci, sempre fui assim, Gabrielaaaaaaaaaaaa
(pronto, não tomei as gotas esta manhã…).
Agora mais a sério. Não sei de que efeito falas. Acho que sou a pessoa mais normal deste mundo e arredores. Trato os outros como gosto que me tratem a mim. Não fazia ideia que é assim tão difícil não gostar de mim – até porque acho que há quem não goste. Não que me importe especialmente, na realidade só me importam as pessoas de quem gosto…
Hoje é dia de conhecerem melhor um dos ilustres membros do clube das pistosgas. A M* aceitou escrever um pequeno texto sobre ela e responder a algumas perguntas. Vamos a isto.
Quem é a M*? A M* é uma eterna sonhadora, apaixonada por chocolates, doida por vestidos e busca, ainda e apesar dos seus vinte e sete anos, do seu próprio caminho, do que realmente deseja. A M* encontrou nos livros os seus melhores amigos e companheiros, enamorando-se, a cada novo livro, por uma personagem distinta. A M* é uma compulsiva compradora de livros e chocolates, diverte-se a dançar zumba e adora música latina. A M* é uma teimosa introvertida que age sempre por impulso do coração, gosta de quebrar regras e não desiste dos seus ideais. A M* adora viajar de comboio e, quando era menina acreditava que era capaz de mudar o mundo, oferecendo mais de si. A M* gosta de coisas simples, um sorriso e o som do mar, uma flor e do sol de inverno. A M* têm mau feitio e, nos dias de mau feitio ou tempestade, o melhor é não se meterem com ela embora, seja nessa altura que mais precisa de um gesto de carinho. A M* não é grande escritora mas é na escrita que encontra refúgio e paz, é através dela que se consegue exprimir e falar dos sentimentos que dificilmente exprime.
Olá, eu sou a Maria, a M* de Um Mar de Pensamentos.
Não me recordo exactamente a que momento comecei a acompanhar o blog da M.J., embora a Magda seja uma das grandes responsáveis por isso :) Gosto da forma directa e sem rodeios como escrever, sobre temas que não lembram a ninguém ou temas mais sensíveis. É dona de um sentido de humor inteligente e descontraído que me obriga a visitar constantemente. Não costumo comentar. Creio que comentei uma ou duas vezes mas, é daqueles blogues que mesmo sem comentar, sigo religiosamente.
Chocolate?! Qualquer chocolate é bom! Mas, provavelmente, os chocolates da marca Nestlé ou Milka sejam os meus preferidos. Nunca fui muito apreciadora de chocolate branco (a minha irmã adora!) e muito raramente compro... acho-os extremamente enjoativos. Já fui mais apreciadora de chocolate negro embora, volta e meia, não lhe resista. Prefiro os chocolates de leite simples. Ou com recheio a morango ou bolacha oreo. Chocolate nunca é demais.
Pois. Ora bela questão...
Sempre fiz planos para, quando atingisse os 26, tivesse uma parte pequena dos meus objectivos realizados. Esse plano incluía um emprego e um possível amor, embora, sobre este seja último seja mais complexo de controlar. Nunca entendi exactamente o porquê mas, sentia-a que aos 26 a minha vida iria mudar. Era como se fosse o meu número da sorte. Porém, atingi os 26 sem concretizar nenhum dos meus planos... e, portanto, desde então, tenho dificuldades em imaginar o meu futuro. É como se tivesse faltado às aulas de como concretizar sonhos ou algo do género...
Seja como for, daqui a 30 anos terei 57 anos e, portanto, quero imaginar que com essa idade terei encontrado (finalmente) o meu caminho. Ou seja, que aos 57 anos terei concretizado grande parte dos meus sonhos. E, no fundo, julgo que são sonhos simples e comuns a quase todos nós... um emprego estável, uma casa minha, um amor, filhos, viajar (viajar muito), livros, amigos, reconhecimento profissional, fazer a diferença na vida dos demais. São sonhos que, julgo, quase todos nós partilhamos e cujo o meu caminho para os atingir ainda não descobrir.
É uma pergunta de resposta cliché mas, no fundo, nunca sei o que responder a este género de questões...
Sempre tive um fascínio por comboios. Não sei explicar o porquê mas, a verdade é que, desde criança que são das máquinas que mais me fascinam. O avião, por exemplo, apesar de ficar sempre numa grande excitação quando viajava nele em criança, nunca exerceu um fascínio e admiração tão elevado como o comboio. Quando era miúda cheguei a dizer que queria ser maquinista. E, na verdade, viajar de comboio não é nada extraordinário, o caminho faz-se previsivelmente. Mas, para mim, uma viagem de comboio é uma espécie de terapia... relaxa e faz-me sonhar. Sempre andei, desde adolescente, com os meus 10 anos e até à presente data, de comboio e é, sem dúvida, o meu meio de transporte preferido. Portanto, como seria de esperar, conhecer a Europa através da janela de um comboio seria, para mim, a mais bela aventura da minha vida.
No fundo, creio que existem coisas, fascínios que por mais que tentemos explicar, simplesmente não são explicáveis... e este é daqueles meus que não sei como explicar.
Ora ora, bela questão. Qual é a música que te define?
Ahahahahah, no momento, só me ocorre uma: quando é que vens ao Porto fazer a apresentação do Viagens? :)
Se tudo correr como previsto, ai estarei em Setembro. Só não sei a data certa ainda.
Hoje vamos conhecer a M.J., autora do blog E agora? Sei lá... e do livro Chama-lhe Amor que eu tive o grato prazer de ler em primeira mão e de o apresentar no dia do lançamento. Já leram? não? Então ide rapidinho comprar para ler que vale bem a pena.
pressupõe-se que a MJ diga um monte de asneiredo numa cena destas, não é? que arreganhe os beiços e despreze estas coisinhas dizendo parvoíces como "oh, a M.J é a M.J. e está a cagar para estas merdas".
mas não.
não porque a M.J. gosta da Magda e está até bastante satisfeita com dez minutos de atenção onde pode dar asas ao narcisismo puro que lhe enche as estrias do joelho direito e esclarecer umas coisitas.
a M.J. é uma personagem, escrita por uma pessoa, com claras tendências de má criação e que reflecte em quase tudo o que é possível, dentro do socialmente aceitável, a pessoa que lhe dá voz. a M.J. sou eu ainda que eu não seja só a M.J. alguém que seja só a M.J. será incapaz de ter uma vida para além dos foda-se que lhe saem da alma, numa praga contra as merdas que assiste e não entende.
a M.J. é também a pessoa que a escreve. é aliás, a parte da pessoa que escreve que essa mesma pessoa mais gosta (profundo, não?). mas não é só. e talvez tenha sido isso que levou a mal entendidos e ataques à personagem: a confusão de que, contrariamente a muita gente, a personagem de um blog é integralmente alguém. não é, mas é também. (a pessoa que escreve a M.J. é quase toda as banalidades dos dias cinzentos que escreve e ninguém lê – ou lê alguém que lhe copiou o título.)
dúvidas? ide à tasca do lado.
eu não conhecia a maria alfacinha. achava até um pouco triste que alguém quisesse ter um pseudónimo destes (não é ridículo alguém que diz as porcarias que eu digo achar triste seja o que for?) mas depois conheci alguém que conhece a maria alfacinha e de quem eu gosto muito, e foi, creio eu, através desse alguém que a maria começou a frequentar o tasco e a pedir umas bejecas nos intervalos, trocando dois dedos de prosa por entre os tremoços com a gerência. e a gerência passou a gostar dela. agora, todo este palavreado para o seguinte: porquê o quê?
tudo. deliro com eça e se ele estivesse vivo fazia-lhe a corte largamente.
leio os maias todos os anos desde que tinha dezasseis. isto faz, fazendo-lhe as contas, umas doze vezes. li mais do que isso porque o estudei integralmente para exames. o meu exemplar dos maias está todo rabiscado, com anotações a lápis, caneta e gordura de dedadas de gente que todas as vezes que o lê não consegue fazer pausas para comer afastada dele.
o que me atrai sobretudo no livro? o facto de encontrar qualquer coisa nova que não havia reparado de todas as vezes que o li antes. o facto de me identificar com qualquer coisa que não me identificara antes. o facto de o livro se ajustar, de cada vez que lhe pego, a um pedaço da minha vida ainda que completamente distante da história principal. e o facto de me sentir quase dentro dele. não é como livros em que nos achamos quase um personagem. em que vimos como num filme o que é narrado. os maias, para mim, vai para além disso. é o regresso a uma casa que eu assumo como minha. a conversa com personagens que eu assumo como parte integrante da minha vida. e claro, os maias é o auge de esperança do “ainda o apanhamos” que eu sigo por mais vezes que proclame ao mundo que desisto.
os maias é uma aspiração plena de algo que eu nunca conseguirei escrever ou imaginar. nem sequer tentar, porque quando tentamos chegar a algo que achamos demasiado genial sentimo-nos ainda mais minúsculos e incapazes no que somos.
tal como agora, quando quero explicar o que me fascina e não consigo.
cinema paraíso. é quase banal mas foi visto numa altura em que a história, a música, o significado me fizeram sentir quase exposta numa cena de um filme. eu era o totó e nunca mais ia regressar apesar de ter regressado e sentir saudades, demasiadas quando não regresso.
não sabia que as pessoas pensavam isso. a M.J. sou eu e eu tenho vinte e oito anos. a M.J é a parte mais louca, mais desbocada, mais sem filtros de mim própria. a M.J. é também uma despejar de fantasmas e frustrações. eu vejo-a como a miúda que sou, farto-me de dizer isso, não entendo como alguém a pode ver mais velha.
(se esta fosse a parte em que tu me perguntavas o que dizem os meus olhos, eu responderia com um lugar comum, cheio de comoção e lágrimas: porque a M.J. sofreu bastante, viveu bastante e arrancou laivos de maturidade aliados a insegurança a ferros. e porque, modéstia à parte, é dona de um pedacito de inteligência que lhe permite, às vezes, ver o outro para além dela própria.)
lês e o agora, sei lá? porquê?
porque insististe em entrar na minha vida quando eu fui tão reticente em deixar? :)
É fácil de responder (já alguma vez falamos sobre isto?). Há blogs pelos quais passo, leio e volto. Volto porque gosto da forma como escrevem, dos assuntos abordados, dos livros dos quais falam. E há blogs que me caiem no prato por acaso e que, por alguma razão que não consigo explicar (sexto sentido? intuição?) começo a pensar quem está do outro lado e de gostaria de, efectivamente, conhecer para além do blog. Passou‑se isso com o clube das pistosgas (M*, a Sofia Margarida e a Nathy), com o teu e com mais dois ou três.
Claro que, no teu caso, também ajudou o facto de te teres convidado a fazer parte do projecto Aprender uma coisa nova por dia e de me teres ajudado a entender um determinado problema (sabemos qual, não é?) e a resolver outro. Aos poucos fomos falando disto e daquilo e olha, hoje dia em que não fale contigo a coisa já não corre bem.
Ajuda, claro, o facto dos pastéis de bacalhau na tua tasca serem excelentes e eu adorar pastéis de bacalhau.
E tu? Porque acabaste por deixar?
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.