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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Natal dos Passáros #4

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 Com quem gostarias de passar o próximo Natal?

Este ano, pelo Natal, vou ter cá em casa mais duas pessoas que são importantes para mim, o meu afilhado e a mãe dele. Mas vão faltar duas pessoas fundamentais - a minha avó e o meu avô - assim como os pais do meu tio Vasco que eram como meus avós também.

Mas não só. Se eu pudesse, se isso fizesse com que eles voltassem, era com eles que gostaria de passar o próximo Natal. E que trouxessem também o meu sogro e o meu cunhado. Ai sim, o Natal estaria completo.

 

***

 

Alguns pássaros, ou seja, eu, o Silent Man, a Alexandra,Just,Mula e a Caracol resolveram responder a questões sobre o Natal. Acompanhem-nos todos os dias, a esta hora.

 

Entretanto...

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Natal dos Passáros #3

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Conta-nos episódios engraçados que se tenham passado no Natal contigo ou com a tua família

 

O meu avô sempre foi supersticioso. Por exemplo, quando éramos 13 à mesa... ele punha mais um prato. Houve um Natal que decidimos ficar todos a dormir na mesma casa, o que ia implicar camas no chão. Já eu estava quase a dormir quando o meu avô passou pela porta do quarto e viu que eu estava deitada com a cabeça para a porta. Daqui d'el rei que assim não pode ser que dá azar. E pronto, eu levantei-me para fazer a vontade ao avô, e voltei-me a deitar com os pés para a porta.

Passa a minha avó... credo, mas porque estás tu a dormir com os pés para a porta, quem se deita assim são os mortos, olha que isso dá azar. E eu - já a deitar fumo mas sem querer contrariar os velhotes, levantei-me e deitei-me com a cabeça para a porta.

O meu avô ouviu a minha avó (por acaso a mulher dele, mas adiante) e veio barafustar porque não se podia era dormir com a cabeça para a porta. Enfim, pegaram-se numa discussão acessa e eu que só queria era dormir...

(acabei por me ir deitar noutro quarto e ainda hoje não sei qual das duas posições dá azar. Para mim o azar foi mesmo adormecer mais tarde)

***

 

Alguns pássaros, ou seja, eu, o Silent Man, a Alexandra,Just,Mula e a Caracol resolveram responder a questões sobre o Natal. Acompanhem-nos todos os dias, a esta hora.

 

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Natal dos Passáros #2

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 Quais foram os teus melhores Natais até agora?

Dada a minha excelente relação com o Natal (como contei aqui), acho que quase todos foram os melhores Natais, tirando os primeiros Natais que passamos sem alguém. A morte tem destas coisas. As primeiras festas com quem nos faz falta são as piores. Mas depois percebemos que eles, aqueles que morreram, continuam ali nas nossas recordações.

***

 

O bando dos pássaros, ou seja, eu, o Silent Man, a Alexandra,Just, e a Caracol resolveram responder a questões sobre o Natal. Acompanhem-nos todos os dias, a esta hora.

 

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Natal dos Passáros #1

 

 

Diz que este é o mês de Natal. E vai daí lembramo-nos (porque, claramente, temos tempo livre #soquenao) de criar uma tag a ser respondida pelos pássaros. E quem são os pássaros que vão partilhar convosco um bocadinho do seu natal? bem, serei eu, a Alexandra,Just, a Caracol e vamos lá ver se mais pássaros se juntam.

Hoje é o primeiro dia e vamos cá estar todos os dias, até dia 25/12.

 

O que significa o Natal para ti?

O Natal só acaba se quisermos. O Natal é um estado de espírito.

In Quando a Neve Cai de John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson

 

Basicamente é isto que o Natal é, para mim. Um estado de espírito. São as recordações dos meus avós, dos pais do meu tio, do meu cunhado e do meu sogro. Das prendas que recebi (livros principalmente, vá-se lá saber porquê). Das discussões acerca da quantidade de prendas compradas para as crianças ou das horas a que se começa a comer. É o meu avó a tratar do bacalhau e, ao mesmo tempo, do bife para o neto que não gostava de peixe.

Natal são as filhoses. Amassadas por nós, fritas durante a tarde do dia 24, enquanto eu, para irritar toda a gente, vou roubando uns pedaços aqui e ali, metendo açúcar e canela (em excesso) e, vou dizendo sou um burro stressado

Natal é o leite creme que a minha tia fazia como ninguém. É o arroz doce e o doce de grão antes de ser enfiado dentro da massa para se fritar. E é a minha mãe a correr comigo da cozinha porque daqui a nada não há doce para as azevias.

Natal são os meus filhos rodeados de prendas. É o sorriso de orelha a orelha de quando, o meu gaiato, aos quatro ou cinco anos, recebeu uma mota eléctrica. Ou quando ela teve o seu primeiro telemóvel. Natal sou eu sentada ao pé das prendas a querer abri-las logo a seguir ao jantar porque queria ir dormir.

É a minha filha, escondida debaixo da mesa, à espera que o Pai Natal desça as escadas para distribuir as prendas e é o meu filho, no seu primeiro Natal, a chorar de pânico quando via um Pai Natal (até ao momento em que viu o tio a vestir-se de Pai Natal).

É o meu tio, a sair de casa para beber um café e voltar vestido de Pai Natal, montado num burro de peluche que era a minha perdição.

São a minha avó e a avó Inês a dizer que, por nos rirmos muito e estarmos felizes, estávamos bêbedas, apesar de termos 10 ou 12 anos.

São as canções de Natal,  desafinadas cantadas, ao jantar e ao almoço. É viajar até casa dos meus sogros e sentir, pelo meio, que quero ir mas também quero ficar. É comer arroz de miúdos de peru (que nunca chega para todos por mais quantidade que se faça). É tirar metade do salame da boca da Saphira porque a outra metade já ela comeu.

Natal é a minha filha a comer Ferreros como se não houvesse amanhã, enquanto cola os selinhos na traseira do telemóvel. É não ter espaço no carro para trazer tudo para casa mas trazer, no coração, aquilo que realmente importa.

É continuar a colocar, todos os anos, uma embalagem de chocolates Merci na mesa de Natal porque eram os chocolates que a minha avó mais gostava, e lembrar que houve um ano, enquanto ela era viva, que corrermos os hipermercados todos e não os conseguimos encontrar.

É ver a minha sobrinha mais nova e pensar que os bisavós não a conheceram mas que iam adorar - ambos - ter uma Inês na família. É olhar para o meu sobrinho Manuel e pensar que foi o último que o meu avó pegou ao colo, pouco tempo antes do Natal. É lembrar-me desse Natal, sem o bigode do meu avó mas com um Martim a crescer na minha barriga e duas crianças pequenas que precisavam que o festejássemos.

Natal é andar atrás dos meus filhos, a partir de Outubro, a dizer que quero colocar as decorações de Natal e eles olharem para mim como se eu tivesse problemas sérios. É estar a familia toda a fazer a arvore e a decorar a casa (que este ano vai ser bem mais tarde que estamos de mudança de casa) e é, depois, em Janeiro, guardar as decorações, sabendo, de antemão, que há sempre alguma coisa que fica.

Que fica... na casa, no coração, no espirito. Porque, afinal, o Natal é um estado de espirito, não é?

 

Entretanto...

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