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bullying e violência entre jovens

por Magda L Pais, em 13.05.15

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É o vídeo e o tema do momento – bullying e violência entre jovens, enquanto outros assistem sem fazerem coisa alguma. E o debate começa – de quem é a culpa? Dos pais? Da escola? Deles próprios? E a seguir? Resolve-se a violência com mais violência? Vamos todos espancar quem bateu ao miúdo? E isso não será ainda mais violência?

A Maria pergunta, e bem, se a culpa é dos pais? Eu direi que sim. Que uma boa parte da culpa é dos pais. E porque? Porque estão a criar uma geração de falhados como explica a Raven, uma adolescente que pertence precisamente a esta geração de adolescentes que está habituada a ter tudo e a não ter de lutar por nada. Uma geração que vive o momento, que não respeita nada nem ninguém, precisamente porque os pais não os ensinaram a isso. E são depois, esses mesmos pais que dizem, quando vêem situações destas, que não foi essa a educação que dei à minha filha e que ficam muito admirados quando os filhos estão envolvidos, de alguma forma, em situações de Violência escolar.

Muitos pais ainda pensam que a educação é dada na escola. Não podiam estar mais enganados. A educação é dada pelos pais. A escola ensina. Ensina as matérias que as crianças vão precisar ao longo da sua vida, não os educa. A educação tem de vir de casa. E muitos pais/educadores esquecem-se disto.

Por outro lado, e como diz o Miguel Dias (e também bem), no seu post Eu...é mais bullyings!, estas situações sempre aconteceram. O que acontece é que hoje, em que o Mundo é, verdadeiramente, uma Aldeia e onde a informação corre por ai como as poeiras do Saara, há mais divulgação e menos aceitação. Não que seja necessariamente mau, mas não podemos é dizer que nunca aconteceu.

Ora bolas, eu tenho 44 anos e cheguei a assistir a cenas destas na escola secundária. Mas fruto da educação que os meus pais me deram, não assisti apenas, fiz queixa. Fui ao conselho directo. Chamei as auxiliares. Falei com professores. Mexi-me para evitar que voltassem a acontecer. E foi isto que também transmiti aos meus filhos desde o primeiro momento. Que devem intervir sempre que vêem alguém a ser vítima de violência, seja ela de que modo for. Esta é a educação que lhes dou. E sei – porque já aconteceram casos desses – que é isso que eles praticam. Por isso digo que a culpa do que acontece naquele vídeo e noutros casos também é dos pais.

É muito culpa dos pais. Dos pais dos agressores e dos pais dos agredidos. 

Porque muitos pais se esquecem que os filhos são deles. E por isso devem estar presentes. Devem acompanhar os filhos, perguntar sempre o que fazem, como fazem e com quem fazem. Não em jeito de interrogatório mas com calma, com paciência para tentar saber tudo. E se notarem alterações de comportamento, ainda mais necessária é a vossa intervenção. Pensem que, numa escola, são centenas de miúdos e dezenas de adultos, o que torna impossível que os professores e/ou auxiliares vejam tudo.

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2 comentários

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M* a 14.05.2015

estou a 200% de acordo contigo. a culpa é, sim, dos pais. é dos pais quando não são capazes de responder um "não"; é dos pais quando acham que merecem dar tudo aos meninos porque aí que eu estou sempre a trabalhar e não tenho tempo para eles (compensando-os com bens materiais); é dos pais quando dizem aos filhos para se defenderem dos demais à chapada, sem os levarem a compreender o bem e o mal; é dos pais quando falam mal do patrão ou do condutor da frente; é dos pais quando estes se mostram indignados com as notas dos filhos que não conhecem...


vejo crianças tão pequenas fazerem birras de todo o tamanho. à uns anos atrás, um miúdo de uns 6 anos, fez uma enorme birra em relação à comida - porque não queria sopa, porque não queria batatas e frango, porque queria gelado e depois já não queria -, e meti-me com ele. disse-lhe, como costumava fazer a qualquer criança que, se não comesse tudo, ele ficava ali comigo, a lavar a loiça do café. a resposta do miúdo deixou-me sem saber o que lhe dizer, incrédula: se eu ficar aqui, chamo o meu padrinho que é policia e vais presa porque eu sou criança e não posso lavar a loiça. os pais, em vez de repreenderem ou de o chamarem a atenção, riam-se. o mesmo miúdo, passado uns minutos, fez nova  birra: o gelado que ele queria nós não o tínhamos, portanto, o cachopo começa dar pequenos murros à arca de gelados e a dizer mas eu quero! vocês têm de ter o gelado que eu quero!. já estava por tudo de tão chocada que fiquei. o pai limitou-se a ameaçar o miúdo que, ou escolhia outro gelado ou não comia nenhum. 


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Magda L Pais a 14.05.2015

exactamente o que eu penso. é claro que depois, mais velhos, são mais atreitos a estarem envolvidos nestas situações. Não sou nem mais nem menos que outros pais, mas a verdade é que sempre obriguei os meus filhos a respeitarem as outras pessoas. E, acima de tudo, a sofrer as consequencias dos seus actos. O meu gaiato chegou a ter de ficar a lavar as paredes da escola qeu tinha sujado com mais dois compinchas da idade dele. Uma das mães fez um escandalo à porta da escola porque o filho não podia ser castigado daquela forma... Ora se eles tinham sujado, tinham de limpar. tão simples como isso

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