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Carnaval de Verão em Sesimbra

por Magda L Pais, em 27.07.15

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Todos sabemos – ou pelo menos eu acho que sim – que o facto do Carnaval ser em Fevereiro ou Março – e em Portugal - não é exactamente o mais convidativo para usar bikinis e pouca roupa. Infelizmente a maior parte dos Carnavais em Portugal copiaram as tendências brasileiras, esquecendo-se que estamos em hemisférios diferentes e, por isso, lá, no Brasil, está calor enquanto aqui, em Portugal, está frio.

E todos sabemos – e eu continuo a achar que sim, que todos sabemos – que são gastos uns largos euros em acessórios para uma festa que, na melhor das hipóteses, acontece em dois dias – domingo e terça de Carnaval. Assim que acaba, os acessórios são postos de parte e começa-se a pensar na festa do ano seguinte.

Excepto em Sesimbra.

Todos os anos, em Sesimbra – normalmente no último fim-de-semana de Julho – há o Carnaval de Verão, em que as escolas de samba da terra desfilam na avenida junto à praia, para gaudio de quem vem assistir. E, por norma, nesse mesmo fim-de-semana, há o mega Samba que termina com o Mega Bateria, um encontro europeu de baterias das escolas de Samba.

Honestamente acho a ideia fantástica e uma forma de promover Sesimbra. E Sesimbra bem que precisa de ser promovida – apesar de alguns comerciantes continuarem a fechar para descanso do pessoal. Agora o que já não acho fantástico é que façam o dito encontro de baterias das escolas de samba na avenida ao lado da praia, tirando-nos o direito de gozar uma tarde de praia em descanso.

Gosto da praia em silêncio. Ou pelo menos do silêncio que é possível com as pessoas à volta, as brincadeiras das crianças, os risos de quem brinca na água ou na areia. Gosto de ouvir os meus pensamentos e de conseguir ler. E quero poder conversar com quem está na praia comigo, enquanto viro as páginas dum livro. Gosto de descansar na toalha enquanto seco. E tudo isto é impossível na tarde do encontro. Porque o som do samba e das baterias se sobrepõe a tudo e a todos e torna uma simples tarde de praia num inferno.

Ontem foi assim a minha tarde. Um inferno. Acabei o dia – eu e quem estava na praia (ouvi várias pessoas a dizer o mesmo, quando finalmente acabou) – com uma grande dor de cabeça (certo, é sinal que tenho cabeça) e houve quem se fosse embora mais cedo porque já não suportava tanta bateria.

Pergunto eu, será que quem pensa nestas coisas, só pensa neles e esquece-se de quem frequenta a praia?

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2 comentários

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azulejoseu a 28.07.2015

<br />Segunda-feira estive em Sesimbra, localidade que visito à muito tempo mas parece-me que cada vez a encontro pior tanto ao nível da reconstrução urbana como na limpeza.

A reconstrução das antigas casas da vila não é tanto um a reconstrução mas sim uma nova construção, não vejo manutenção de fachadas e construção no seu interior de algo, então sim, novo e de acordo com os tempos modernos, cada vez vejo menos azulejaria de fachada do final do século XIX e princípios do século XX, não se respeita a praça principal, para mim a do jardim, onde recentemente foram construídos mais uns mamarrachos, não se limita a altura das construções, bom a agradável e linda vila velha está a desaparecer. Outro ponto para mim preocupante é a limpeza, muito limpa na marginal, que já foi reconstruida sei lá quantas vezes, mais notório para mim no largo do Turismo ou Largo da Marinha, no entanto é só passarmos à rua acima, Capitão qualquer coisa e o lixo gerado pelos bares e pisarias, copos meios de cerveja e outras bebidas, garrafas na escada de acesso à marginal, urina e outras coisas mais, ainda lá estão às dez da manhã.

Gostaria muito que alguém cataloga-se a azulejaria existente e que a Câmara tenta-se manter essas fachadas, os portugueses, e não são todos, vão pelos banhos os estrangeiros gostam de ver e ficar a saber um pouco sobre a vida das populações e um bom cartão-de-visita é precisamente o edificado.

Bom, penso lá voltar.

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Magda L Pais a 29.07.2015

Sesimbra - ou mais exactamente a camara - só se tem preocupado com a praia e a marginal. Tudo o resto é esquecido. Infelizmente. Esta vila tem tanto e é tão pouco aproveitada que é uma tristeza, de facto

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