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Desde que conheço a minha filha, e já lá vão uns longos 17 anos (que, na realidade, parecem meia dúzia de dias) que a ouço falar que gostava de ir para Inglaterra, que era lá que queria estudar e que era lá que queria viver.
Pronto, se calhar não foi logo que nasceu mas talvez desde que começou a ter noção do mundo ao seu redor, do país onde vivemos, das vicissitudes do mundo escolar, da falta de emprego que espera quem termina o curso universitário, dos baixos salários pagos (às vezes por culpa dos bigboss que querem ser eles a receber tudo, mas outras - e estas são a maioria das vezes - por causa dos altos impostos que as empresas são obrigadas a pagar ao estado e que não podem canalizar para os ordenados de quem lá trabalha), dos estágios mal remunerados, dos empregos sem futuro, etcetal.
Ou seja... a minha gaiata sempre quis sair de Portugal e ir para Inglaterra. E nós, pais, que temos a dizer sobre isto?
Bem... é claro que estamos felizes e contentes. Já viram? é menos uma boca a alimentar, menos um passe a pagar, menos consumo de água, gás e electricidade e menos uma pessoa a vestir. Querem melhor do que esta poupança, atendendo, ainda por cima, ao custo de vida?
Na realidade... quero. Como mãe, é claro que sei que vai faltar ali uma pessoa em casa. Mas não é isso o normal? que os filhos saiam de casa dos pais? Vai para Inglaterra? Qual é o problema? Sempre ouvi dizer que o longe se faz perto e o perto se faz longe. Além disso, a minha filha vai cumprir o seu primeiro objectivo, aquele para o qual se tem vindo a preparar ao longo da sua ainda curta vida.
Parte dessa preparação foi a frequência dum curso de inglês. Começou com pouco mais de sete anos e já fez todos os exames de Cambrigde, o ultimo (o CPE) dos quais este ano.
E agora que está no 12º ano, chegou a altura chave...pouco tempo depois das aulas começarem, a gaiata começou à procura de informações sobre os cursos e as universidades na Inglaterra. Falou com amigos dela que vivem lá sobre vários temas, entre os cursos ao dispor, a formação universitária, os custos envolvidos, alojamento, emprego e tudo o mais que possam imaginar sobre este vasto tema. E falou connosco - os pais - claro. Que mantemos o que sempre dizemos, que qualquer um deles terá o nosso apoio para lutar por aquilo que mais desejam (desde que não seja ilegal ou que ponha em risco a saúde e a vida deles, é óbvio).
Como este post já vai longo, amanhã continuarei a contar-vos mais sobre este assunto.
May we meet again
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