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Como se livrar duma filha... #5

por Magda L Pais, em 16.10.18

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Foi mais ou menos a meio da segunda reunião que tivemos com a empresa que está a tratar do processo da ida da Maggie para Inglaterra que percebemos que, além da candidatura à Universidade que implicaria um esforço adicional para terminar, cá, o 12º ano, haveria a hipótese de frequentar, já na Inglaterra, o Foundation Year.

E que é isto do Foundation Year. Bem, é o ano zero do ensino superior. Uma espécie de 12º ano tirado já na Universidade escolhida, obrigando, claro, a que todo o curso - incluindo o sandwich placement - seja feito na mesma Universidade.

É uma espécie de segunda oportunidade para os alunos que não conseguem - por qualquer razão - notas suficientes para entrada directa na licenciatura, ou uma forma de saltar um passo e adiantar caminho. E porquê adiantar caminho?

A duração do Foundation Year depende de universidade para universidade. Nalguns casos são 5/6 meses, noutros um ano lectivo. Sendo mais simples que o primeiro ano da licenciatura pode também ser aproveitado para o estudante, que está deslocado num país e numa cidade que desconhece, a viverem sozinhos, para se adaptarem, criarem novas rotinas, procurarem trabalho, etc e tal. Além disso, como os requisitos de entrada para o Foundation Year são mais simples que os requisitos para a licenciatura, a pressão é muito menor.

Na maioria das universidades, o Foundation Year inicia em Setembro/Outubro mas há algumas que inicia em Janeiro. Em ambos os casos, com entrada, em Setembro do próximo ano, na licenciatura. 

No final da reunião a Maggie levou como TPC decidir entre várias hipóteses:

- terminar cá o 12º ano e candidatar-se para entrar na licenciatura em psicologia clínica em Setembro/2019

ou

- anular a inscrição cá, no 12º ano, e candidatar-se a entrar, em Janeiro/2019, no Foundation Year na De Monfort University em Leicester, em Medical and Life Sciences com passagem, em Setembro/2019, para a licenciatura em psicologia.

Analisando a primeira hipótese, a candidatura seria para a especialização que ela queria, numa universidade mais perto de Londres, cidade onde ela preferia estudar. É uma zona com um custo de vida mais elevado mas que é acompanhado pelos salários mais elevados pagos aos estudantes em part time. A desvantagem: entrada directa para a licenciatura, sem período de adaptação, risco de não entrar na licenciatura por causa da média e de ter de optar, à mesma, por um Foundation Year o que atrasaria um ano a entrada na licenciatura.

Quanto à segunda hipótese, teria a vantagem do período de adaptação, o custo de vida em Leiscester é mais baixo (sendo que os salários pagos aos estudantes também são mais baixos) mas a DMU não era a Universidade que ela queria, além do curso ser mais genérico, o que poderá implicar, mais tarde, uma especialização. Por outro lado as exigências para o Foundation Year são menores e com progressão para a licenciatura garantida em Setembro/2019.  

E se fosse convosco? o que decidiriam?

Amanhã conto-vos o que a gaiata decidiu.

Toda a história de como me vou livrar da minha filha aqui

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19 comentários

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De A 3ª face a 16.10.2018 às 13:00

Estou a adorar.
O meu filho também costuma dizer que quer ir estudar em Inglaterra.
Mas como ainda não faz ideia do que quer, não dou troco à conversa. Ainda.
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De Magda L Pais a 16.10.2018 às 14:29

Que idade é que ele tem?
Independentemente disso, há toda uma preparação que é conveniente que ele vá fazendo para depois poder ir
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De Sofia a 16.10.2018 às 13:01

Eu no meu caso, preferia a segunda opção, ela é muito novo e tinha o período de adapção necessário é u mundo novo noutro país e sem o "apoio dos pais", tu percebes!
Agora de tudo o que já li sobre a tua filha, talvez opte pela primeira?!
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De Magda L Pais a 16.10.2018 às 14:30

Mistério... ehehehehehhe ela já escolheu e o processo está a andar
 Mas se eu contar já perde a graça 
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De Sofia a 16.10.2018 às 14:47

Amanhã, já saberemos? Recebes-te o meu email?
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De Magda L Pais a 16.10.2018 às 14:57

Recebi o teu e-mail sim mas ainda não tive tempo de o ler (ontem foi um daqueles dias em que uma pessoa, de manhã, não se pode levantar à tarde para sair à noite)


Amanhã há post ahahahha só não vou dizer sobre o que é ahahahahhaha
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De Sofia a 16.10.2018 às 14:58

Diz, só depois se está alguma coisa de jeito.
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De Magda L Pais a 16.10.2018 às 15:18

Combinado 
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De Sweetener a 16.10.2018 às 13:33

Acredito que a empresa seja a mesma que me ajudou quando tomei a decisão de estudar fora. OK Estudante, não? Eles foram fantásticos em tudo, uma ajuda essencial para esclarecer todas as dúvidas :)
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De Magda L Pais a 16.10.2018 às 14:31

Por acaso não ahahhahaha fomos para a infoplanet. Mas já ouvi falar também muito bem da Ok estudante 


Podes mandar-me um email please?
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De A rapariga do autocarro a 16.10.2018 às 14:41

Independentemente do que escolheram, saindo a miúda à mãe, acredito que se aguentaria bem entrando directamente no 1º ano!
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De Magda L Pais a 16.10.2018 às 14:58

O raio da gaiata nem que fosse clone, seria tão parecida comigo 
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De A rapariga do autocarro a 16.10.2018 às 15:00

Sucesso garantido então! 
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De Magda L Pais a 16.10.2018 às 15:18

Ahahahah sim, também acho 
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De Heidiland a 17.10.2018 às 09:39

Se não era a Universidade que ela queria penso que a gaita irá escolher a primeira hipótese. Na minha opinião será mais fácil terminar a escolaridade obrigatória em Portugal e depois ir para Inglaterra, ao menos, tem a certeza que tem o 12° ano terminado, nunca sabemos o que poderá acontecer em Inglaterra. 
Digo isso, porque conheci uma rapariga que queria ir para a Universidade tirar arquitectura, sempre teve boas notas, era esforçada e a escola era apenas 1h30 da casa dela. Ao fim de três meses cancelou o curso, porque descobriu que afinal não era aquilo que ela esperava. Pode não acontecer à tua Maggie, mas é sempre um risco.   
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De Magda L Pais a 17.10.2018 às 10:16

Há vários riscos nas duas hipóteses. Esse é um deles e que pode funcionar para os dois lados. Ou seja, ela pode ser colocada na Universidade que quer e gostar como pode não gostar. E o mesmo se passa sendo colocada numa que não era a que queria. Pode ou não gostar 
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De Heidiland a 17.10.2018 às 10:39

Qualquer das opções tem os seus riscos, mas quando fazes algo que te deixa satisfeita, tem tendência a correr melhor do que oposto. 


P.s.1: eu estaria mais inclinada a viver numa cidade mais pequena, porque facilita a adaptação e se tem a opção de uma especialização é sempre bom. Penso desta forma, só após viver numa cidade pequena , mas percebo os atrativos da primeira opção. Todavia, achava importante terminar a escolaridade obrigatória em Portugal (só para jogar pelo seguro).


P.s.2: Já viste que está um novo livro da Julitet Marilier à venda? Na senhora que te recomendei em tempos está a 11 euros. 
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De Magda L Pais a 17.10.2018 às 19:09

Vamos ver como corre, mas acho que vai correr muito bem


Tenho de ver isso da Juliet. Tenho ideia que, o que saiu, foi um que estava esgotado e que eu já tenho..fizeram uma nova edição 
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De Heidiland a 17.10.2018 às 21:16

Tens razão, o livro que saiu é uma reedição. Quando contei à minha mãe ela foi verificar a sua longa colecção e disse-me o mesmo. 
Claro que vai correr bem  o maior passo ela já o deu, procurar informação e está muito animada com isso. Daí tem tudo para correr bem. Beijinhos

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