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ele há com cada estudo...#2

por Magda L Pais, em 19.11.14

Um estudo de 2010, do Tilburg Institute for Behavioral Economics Research, na Holanda, concluiu após um inquérito realizado junto de estudantes universitários que as mulheres que adoptam o nome do marido são “mais carinhosas, mais dependentes, menos inteligentes, mais emotivas, menos competentes e menos ambiciosas”. Pelo contrário, os inquiridos consideraram “menos carinhosa, mais independente, ambiciosa, inteligente e competente” as que mantiveram o nome de solteira.

retirado daqui

 

Eu adoptei o apelido (na verdade os dois apelidos) do meu marido e: 

  • Sou menos emotiva que a minha irmã do meio (até há quem diga que sou mais a fria das três irmãs), que optou por não adoptar o apelido do marido
  • Sou bastante independente (até há quem diga que em excesso)
  • considero-me inteligente, competente e ambiciosa q.b.

E conheço mulheres que não adoptaram os apelidos dos maridos e:

  • tem a ambição duma batata;
  • a inteligência duma barata;
  • a competência dum grilo;
  • são tão carinhosas quanto um esfregão de arame;
  • entre outras coisas simpáticas que se podem dizer.

Por mais que tente, não consigo ver a ligação entre as capacidades das mulheres e a adopção, ou não, do apelido do marido.

Mas que mania esta de se espartilhar, classificar e estudar tudo. Se tem demasiado tempo livre, venham cá ter comigo que eu arranjo-vos que fazer. Se tem dinheiro a mais, passem-no para a minha conta que eu tenho bom destino a dar-lhe.

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18 comentários

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Sofia Margarida a 19.11.2014

Que grande parvoíce :o Em vez de andarem a estudar barbaridades se andassem a fazer alguma coisa de útil era bem melhor :D
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Magda L Pais a 19.11.2014

claro. só estudam coisas parvas... olha que realmente o tema deste estudo...
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nice a 19.11.2014

Como não pretendo casar, nunca pensei muito neste assunto. Mas agora que falas nisso, eu só adoptaria o nome dele se ele adoptasse o meu também. Acho muito sexista serem só as mulheres a adoptar o nome dos maridos. Eu até compreendo os resultados do estudo. O estudo foi feito entre universitários. Actualmente, as mulheres são muito mais independentes e só aquelas mais submissas é que vão querer adoptar o nome dos maridos. Antigamente, todas as mulheres adoptavam porque era assim que se fazia, se fossem inquirir essas, o estudo dava 50-50. Pensando apenas em pessoas da minha geração (20-30 anos), conheço apenas uma que adoptou o nome do marido e ela encaixa na perfeição nos resultados do estudo. Mas estudos são estudos, não definem a personalidade de ninguém.
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Magda L Pais a 19.11.2014

Não concordo :D eu tenho um curso superior e, quem me conhece, sabe que sou tudo menos submissa e dependente. Tenho 45 anos e há muita gente, na minha geração, que não adoptou o apelido do marido. A minha irmã tem 41 e não o fez. E aqui podes ver como duas pessoas, mulheres, com a mesma educação familiar, os mesmos estudos, o mesmo ambiente social e com pouca diferença de idades tiveram opções diferentes. A minha irmã mais nova, com 34 anos, teve a mesma opção que eu. E acredita, submissa e dependente é que ela não é (como nenhuma de nós).  

Dizer que uma pessoa é “mais dependente, menos inteligente, mais emotiva, menos competente e menos ambiciosa” por ter adoptado o apelido do marido não faz qualquer sentido. E gastar dinheiro a estudar esta questão faz ainda menos sentido.

há mil e uma razões para se adoptar o apelido do marido. Acredito que haja, no meio de tanta gente que o faz, mulheres que se adaptem ao perfil do estudo. Mas acho que a grande maioria não se inclui. 

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Nia a 19.11.2014

Mas eles não têm mais nada para estudar? -.-"
Chegam a conclusões tão tolinhas...
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Magda L Pais a 19.11.2014

é como digo, se não sabem onde gastar o dinheiro e o tempo, venham ter comigo que eu sei
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 Tudo isso ..... Eu cá por mim achei simplesmente que me chegavam os meus nomes e não adoptei o do meu marido!!!
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Magda L Pais a 19.11.2014

Ora ai está uma das formas de decisão :D
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Cris a 19.11.2014

ó valha-me a santa! Mais um estudo "brilhante"! <img src="http://imgs.sapo.pt/images/blogs/mood/EMOTICON_SNOB.png">
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Magda L Pais a 20.11.2014

completamente! tão brilhante que até me ofusca
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Mafalda M. a 20.11.2014

Opah, isso faz-me lembrar um estudo que também fizeram uma vez, que diziam que os homens que traem mais eram benfiquistas e cristãos. Entre este estudo e esse, venha o diabo e escolha.
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Magda L Pais a 20.11.2014

ashahahah desconhecia esse estudo. Também é profundo! e muito necessário
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BataeBatom a 23.11.2014

Tens toda a a razão. Mais um estudo ridículo. Parece que estão na moda...
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Magda L Pais a 23.11.2014

parece que sim, ontem vi mais um caso destes...

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