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Fluffy

por Magda L Pais, em 12.02.18

Quando decidimos mudar para uma moradia, decidimos também que iríamos ter mais um cão. Um rapazola que, ao mesmo tempo que fosse meigo e carinhoso, servisse de cão de guarda. Não para o ter na rua dia e noite, ao frio e ao calor, com chuva ou seca mas para estar connosco, em casa ou na rua e que, ao mesmo tempo, fosse cioso da sua propriedade sem que, no entanto, estivesse catalogado como raça potencialmente perigosa (quando é que se deixa cair esta idiotice das raças potencialmente perigosas?).

Encontrar todas estas características num cão não é tarefa fácil. Só por isso, optamos por, desta vez, comprar um cão. E antes que me caiam em cima por ter gasto dinheiro num cão, quando há tantos nos canis e quando os progenitores são, normalmente, mal tratados nas fábricas de cães, deixem-me dizer-vos que a nossa opção foi sempre comprar um cão do qual pudéssemos, antes de o comprar, ver os pais e as condições em que são tratados, ver como eram tratados os cachorros... enfim, fazer uma pequena vistoria para não alimentarmos as ditas fábricas de cães, locais que abomino.

Pensamos, inicialmente, num Serra da Estrela. Excelentes cães, lindíssimos, resistentes, bons amigos e bons cães de guarda. Mas depois... bem, um Serra da Estrela tem imenso pelo. Pelo a mais para os verões que se tem feito sentir na zona onde vivemos. Ter um animal que sei que vai, muito provavelmente, passar mal quando estiver demasiado calor não faz sentido (para mim).

Surgiu, na semana passada, no meu facebook, num dos grupos de vendas, a foto duns cachorros lindíssimos que estavam para venda. Raça: cane corso italiano. Soubemos o preço, decidimos que era provável que fosse mesmo esta a raça que queríamos e ontem lá fomos ver os cachorros.

Os pais estavam bem estimados e bem alimentados. Mãe e Pai são exemplares de fazer inveja a qualquer um. Ares ferozes mas, ao mesmo tempo, uns olhos bem meiguinhos. Os doze cachorros limpos Q.B. (desconfio que seja impossível ter doze cachorros com quase três meses limpissimos), bem alimentados, com espaço para brincarem e fazerem tropelias.

Dos quatro que ainda estavam disponíveis, um não saiu de perto de nós. Foi amor reciproco à primeira vista e, portanto, o Fluffy veio connosco para casa, onde já se esteve a ambientar à sua caminha e ao meu canto preferido:

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A prova de que estes cachorros - ao contrário das fábricas de cães - foram tratados com amor (quase tanto como o Fluffy vai receber cá em casa), é que a criadora, quando se despediu dele e de nós, estava a chorar copiosamente. Já lhe prometemos que lhe iremos enviando fotos do pequeno (que chegará aos 50 quilos em adulto!) e que, se ela quiser, o pode vir visitar.

Quanto às manas, a Bunny e a Saphira, olham para ele meio desconfiadas. Aos poucos haveremos de chegar ao entendimento entre os três, de certeza. Porque a partir do momento em que entram na nossa porta, não há raças. Há a Bunny, a Saphira e o Fluffy. Só isso interessa.

Entretanto...

Que esperam para me acompanhar no facebook e no instagram?

Conhecem o meu blog sobre livros?

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2 comentários

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Otília Martel a 27.02.2018

Adorei o texto e ainda me ri com as "cenas" do Facebook. 
Mas o Facebook é assim mesmo, não é para levar a sério...
A propósito de cães também sou a desfavor das fábricas de cães e que anunciam a venda de cachorrinhos como se estivessem a vender... sei lá... meias!
Actualmente tenho um Yorkshire que me foi oferecido com 2 meses e já vai fazer 16 anos no próximo mês de Outubro.
Tive uma outra que adoptei já com 10 anos muito doente e que foi "despachada" pelos donos. Apesar aqui chegar muito mal tratada (foi operada e tudo) sobreviveu ainda mais 5 anos. Meiga e paciente. Ainda sinto os passinhos dela apesar de já ter morrido há anos, era o meu Sting ainda novo, mas sempre se deram bem. Tratar e dar protecção a um animal é um acto de amor e responsabilidade por isso gostei muito do seu texto.
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Magda L Pais a 28.02.2018

Os animais merecem todo o amor e carinho que lhes possamos dar

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