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Mil Sóis Resplandecentes

por Magda L Pais, em 07.07.15

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Mil Sóis Resplandecentes de Khaled Hosseini

Editado em 2008 pela Editorial Presença

ISBN: 9789722339087
 
Sinopse
Há livros que se enquadram na categoria de verdadeiros fenómenos literários, livros que caem na preferência do público e que são votados ao sucesso ainda antes da sua publicação. Há já algum tempo que se ouvia falar de Mil Sóis Resplandecentes, do afegão Khaled Hosseini, depois da sua fulgurante estreia com O Menino de Cabul, traduzido em trinta países e agora com adaptação cinematográfica em Portugal. A verdade é que assim que as primeiras cópias de Mil Sóis Resplandecentes foram colocadas à venda, o romance liderou o primeiro lugar nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Holanda, Itália, Noruega, Nova-Zelândia e África do Sul, estando igualmente muito bem classificado no Brasil e em França. A própria Amazon americana afirmou que há muito tempo não tinha visto um entusiasmo tão grande a propósito de um livro. Devido ao elevado número de encomendas, nos Estados Unidos, foram realizadas cinco reedições ainda antes do livro chegar às livrarias e na primeira semana após a publicação, já tinham sido registadas um milhão de cópias em circulação. É pois um caso verdadeiramente arrebatador que combina preferências populares potenciadas pelo efeito de passa-palavra às melhores críticas internacionais. Confirmando o talento de um grande narrador, Mil Sóis Resplandecentes passa em revista os últimos trinta anos no Afeganistão através da comovente história de duas mulheres afegãs casadas com o mesmo homem, unidas pela amizade e pela dor proveniente dos abusos que lhes são infligidos, dentro e fora de casa, em nome do machismo e da violência política vigente durante o regime taliban, mas separadas pela idade e pelas aspirações de vida. Um livro revelador, que aborda as relações humanas e as reforça perante reacções de poder excessivo e impunidade.
 
A minha opinião

Tinha bastante curiosidade em ler este livro uma vez que a M* já tinha falado várias vezes nele tendo-o considerado um dos melhores livros de sempre. E não fiquei desiludida, antes pelo contrário.

Mariam tem 15 anos e vive sozinha com a mãe, isoladas da cidade. O seu único contacto com o mundo é a visita do pai, que, todas as quintas feiras, vai ter com elas. Quando Mariam perde a Nana, a sua mãe, a família do pai força-a a casar com Rashid e a ir viver para Cabul. Se, no princípio do casamento, Rashid, apesar de bruto não é violento, aos poucos a situação vai-se modificando e Mariam passa a viver um verdadeiro pesadelo dentro de casa que só não transparece para fora porque a Burka, que é forçada a usar sempre que sai, esconde os sinais da violência.

Laila e Tariq crescem juntos e, da amizade que sentem nasce um amor profundo. No entanto quando começa mais uma guerra, Tariq é obrigado a fugir para salvar os pais. Laila fica em Cabul, acabando por perder os pais. É Rashid que a salva e leva para casa, acabando por casar com ela.

Se, inicialmente, Mariam e Laila, têm uma relação conflituosa, aos poucos a necessidade de se defenderem mutuamente da violência de Rashid torna-as amigas e inseparáveis.

Ao acompanharmos a vida destas duas mulheres, juntas pela adversidade, acompanhamos também quarenta anos do Afeganistão, com as guerras internas, a invasão soviética, os talibans e as repressões a que as mulheres foram sujeitas, nesse país, durante esse período. Arrepia pensar que, por exemplo, as cesarianas eram feitas sem anestesia porque os poucos sítios onde as mulheres podiam ir ao médico não tinham qualquer fornecimento de medicamentos. As operações eram feitas com a burka vestida porque as mulheres nunca a podiam tirar quando estavam fora de casa.

Um livro marcante, sem dúvida e que me levou a refletir sobre a sorte que tive em nascer num país que, apesar das desigualdades que ainda subsistem, as mulheres são respeitadas.

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11 comentários

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De Nathy ღ a 07.07.2015 às 14:28

Fiquei com a mesma sensação quando li Queimada Viva. A realidade é que somos umas sortudas, e muitas das vezes não sabemos. Esse é um dos livros que quero comprar um dia, claro culpa da M*. Talvez depois de ler o Menino de Cabul :D
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De Magda L Pais a 07.07.2015 às 16:02

eu vou querer ler o Menino de Cabul dado que tem as mesmas recomendações e é do mesmo autor ;D
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De Maria Alfacinha a 07.07.2015 às 15:34

Gostei tantoooo d' "O Menino de Cabul" Image
Vou ver se a biblioteca já tem este...
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De Maria Alfacinha a 07.07.2015 às 15:44

E está disponível... :-)
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De Magda L Pais a 07.07.2015 às 16:02

boa boa. Lê que não te arrependes,
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De Cris a 07.07.2015 às 23:59

Et tu Magda? Por acaso tenho aqui a edição em inglês, mas não sei se me apetece ler esse livro em inglês. Mas, pronto, já está na minha lista de livros a ler.
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De Magda L Pais a 08.07.2015 às 07:05

Ehehehe é um excelente livro :) vais gostar
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De Ratinha de Biblioteca a 08.07.2015 às 10:47

Leria o livro apenas pelo último parágrafo da opinião. ;)
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De Magda L Pais a 08.07.2015 às 10:49

todo o livro mostrou-me isso mesmo. Sou uma sortuda por não ter nascido no Afeganistão ou outros paises do género
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De M* a 09.07.2015 às 23:51

eu sabia que irias adorar :) 
é, sem sombra de dúvidas, um dos mais belos e marcantes livros que li Image 
existe uma parte do livro, sobre a Miriam, que me chocou... passei semanas a pensar naquilo e na crueldade do ser humano.
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De Magda L Pais a 10.07.2015 às 09:08

sim, calculo que tenha sido a mesma parte que me horrizou. Como é possível fazer aquilo a outra pessoa?

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