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Orgulho Asteca

por Magda L Pais, em 25.04.15

orgulho asteca.jpg

Orgulho Asteca de Gary Jennings

Editado em 2007 pela Saída de Emergência

ISBN: 9789728839932
 
Sinopse
Era uma vez... a mais poderosa e fascinante civilização...
Este é considerado pela crítica mundial, como o melhor romance histórico sobre a desaparecida civilização Asteca e um dos melhores romances históricos do Séc.XX. Gary Jennings, mudou-se para o México e durante 12 anos investigou e viveu apenas para a sua criação: o Asteca, deixando-nos uma obra inesquecível. Gary era famoso por ser um dos escritores mais rigoros e com mais trabalho de pesquisa por trás dos seus romances. Em 1530, depois de quase extinguir o povo Asteca pelas mãos de Hernán Cortés, o Imperador Carlos, Rei de Espanha, pede ao bispo do México que lhe faculte informação acerca da vida e dos costumes do povo Asteca. O bispo, frei Juan de Zumárraga, decide redigir um documento, baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos do mundo civilizado. O seu nome é Mixtli - Nuvem Obscura. Mixtli, um dos mais robustos e memoráveis astecas, relata com detalhe toda uma vida: a sua infância, a mentalidade e os costumes do seu povo, o sexo e a religião, a sua formação e os seus amores, sempre tormentosos e trágicos. Esta é a sua empolgante e maravilhosa história, que representa o choque entre civilizações com formas inconciliáveis de ver o Mundo. A História de Mixtli é, em grande parte, a história do próprio povo Asteca: épica e de uma dignidade heróica. Este é o princípio e o fim de uma colossal civilização.
 

A minha opinião

À coisa de dois anos, na Feira do Livro de Lisboa, não resisti a uma promoção da Saída de Emergência e comprei um pack com este livro e a continuação, Sangue Asteca. Não me perguntem porquê, mas fui deixando os dois livros por ali sem lhes pegar. Cheguei a olhar para os dois e pensar que talvez tivesse feito asneira em os comprar porque não conhecia o autor. Mas há vinte dias atrás, e no meio dos quase 40 que tenho em fila de espera para ler, fiquei presa na lombada da capa deste livro e resolvi que tinha chegado o momento. Vinte dias depois posso dizer que estou muito arrependida de não o ter lido logo que cheguei a casa com eles.

Sempre senti um grande fascínio pelas civilizações Asteca e Maia - aliás, entre outras razões, a minha opção pela altura em que fiz a viagem de finalistas da faculdade, foi que a viagem ia ser a Cancún, o que me permitiria - a bem ou a mal - visitar algumas cidades maias.

Sobre o livro terei de dizer que não é para ser lido de animo leve nem por quem espera uma leitura soft. A civilização asteca tinha tradições deveras violentas, descritas, ao pormenor neste volume. É preciso entender um pouco do espírito dos Astecas para entender que, para eles, nenhuma daquelas tradições era violenta. Para os Astecas (assim como para os Maias) a morte não era um castigo, era um prémio dado aos melhores. Na sua grande maioria, as pessoas sacrificadas nas cerimónias, eram-no voluntariamente. E sabiam que, após a sua morte, seriam o alimento dos sacerdotes e de quem tinha assistido. Essa era a forma de continuarem vivas. Quanto os sacrificados eram os soldados inimigos capturados nas guerras, o primeiro a ser sacrificado era o que detinha o posto mais alto ou o que tivesse combatido mais ferozmente - era esse o prémio e que aceitavam com alegria. Quando era necessário o sacrificio de crianças, estas eram compradas a familias escravas e tratadas, nas semanas antes, com todos os mimos dados aos filhos dos nobres, e só depois eram sacrificadas. Enfim, não vou entrar em mais detalhes sob pena de vos afastar da leitura deste meu texto, como, em certos momentos, tive de o fazer em relação ao livro. Sim, porque este livro é escabroso, violento, sangrento e muito realista. 

Neste primeiro livro ficamos ainda a saber que há muitas semelhanças entre partes da religião asteca e a religião católica. O Primeiro Casal - nos astecas - poderá ser Adão e Eva para os católicos, por exemplo. De uma forma ainda indelével, até porque este livro retrata a vida de Mixtli antes da ocupação espanhola, ficamos ainda a conhecer a destruição que os espanhóis espalharam por todo o México - destruição de templos, cidades e duma civilização.

Se me pedirem que vos defina este livro numa só palavra, terei de inventar uma - fabulástico! é mesmo a única forma de o descrever. Dos livros que li este ano é, seguramente, o melhor (até agora). E agora desculpem a saída brusca mas vou já pegar no Sangue Asteca, o segundo volume.

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9 comentários

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Corvo a 25.04.2015

Ó Magda.
E eu que te queria oferecer os meus romances, mas como vais pegar nesse já não posso.
Quer dizer: poder até podia mas depois ia ficar para aí abandonado, sozinho, um desvalido de atenções, coitadinho.
É mesmo pena. Vê lá se não queres fazer uma pausa nesses Aztecas, que eu mando-o já.
Só não pode é ser lido pela tua filha porque infelizmente está escrito em português.
A menos que ela o mande traduzir para inglês. Isso já remedeia. Hã? Image
BFS
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Magda L Pais a 26.04.2015

ehehehhe livros nunca são demais! podes oferecer à vontade ehehehhehe
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Corvo a 27.04.2015

Ah pois não! São como as cerejas, nunca são de mais.
Mas eu não disse isso ó menina Magda. O que eu disse, e reitero, é que te ofereço o meu livro se for para ser lido. Isto é. Se for para pegar nele, porque se não gostares pões para o lado e não se fala mais nisso. Ninguém pode levar a mal as preferências literárias de cada um.
Agora, o que não se leva a mal mas custa, é um amigo oferecer-nos um livro de sua autoria e ser jogado para um canto.
Portanto é assim: Se não tiveres nenhuma leitura para fazer, mando-te o meu e se gostares mando mais. Se é para entrar em lista de espera para daqui a um ano ou nunca, então não vale a pena.
Acho que não estou a exigir nada que não seja razoável. Enquanto autor, se ofereço, é para ser lido.
Uma boa semana.
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Corvo a 27.04.2015

OK. Vou mandar mail.
Boa semana.
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Just_Smile a 25.04.2015

Este mundo dos blogs desgraça-me, tem só vindo a aumentar a quantidade de livros que quero ler :P
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Magda L Pais a 26.04.2015

ahahahahha olha quem fala, a seguir a estes dois vou ler uma sugestão tua!
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Lizzie Bennet a 25.04.2015

Parece-me um bom livro.
É incrível como trazes para o teu blog livros tão bons.
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Magda L Pais a 26.04.2015

Obrigado. São bons livros sim, sem dúvidas. este valeu cada cêntimo que dei por ele

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