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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Os 100 - a série televisiva

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No início das férias escolares e com a maioria das séries que costumamos ver em família a entrarem de férias também, optamos por aderir à Netflix. Já vimos algumas séries (terei de falar em breve na melhor série de comédia que alguma vez vi, The Good Place) mas para já, e porque estou a ler, ao mesmo tempo, os livros, venho falar-vos daquela que, para mim, é A Série por excelência e que consegue - pela primeira vez - ser bastante melhor que os livros.

(a este propósito, ontem à hora de jantar comentei isto com a família. Que os livros eram uma desilusão e que a série era muito melhor. Resultado: o meu marido e os meus filhos pararam de comer e olharam para mim, surpresos. Um perguntou quem era eu, outro perguntou onde estava a mãe, outro veio medir-me a febre. Houve quem perguntasse se eu estava bem, se queria ir ao Hospital e ainda quem me pedisse que repetisse porque estava a dizer as coisas trocadas).

Esta série começa por surpreender por se intitular adaptação dos livros. Não é. Tirando meia dúzia de detalhes, creio que a única coisa que coincide entre ambos é que, da Arca, foram enviados 100 jovens delinquentes para a Terra para verificar se podia ser habitada. 

(para quem nunca viu nem sabe do que estou a falar, podem ver aqui)

De resto... Jasper, Monty, Alexa, Gaia, Kane, Pike, Alie, Raven, Indra, Murhpy, Emory, Echo... podia continuar a desfiar as personagens que aparecem na série televisiva e que não surgem em momento algum nos livros. Basicamente, tirando Bellamy, Clarke, Octávia e Wells, mais nenhuma personagem coincide entre os livros e a série televisiva. Abby, por exemplo, no livro chama-se Maria... São estas diferenças que tornam esta série bastante melhor que os livros. Portanto, esqueçam os livros, falemos da série.

Os 100 mostra-nos como a humanidade como ela é. Com os seus defeitos e virtudes, a sua necessidade de guerrear (Jus drein jus daun! ou seja, sangue paga-se com sangue!) e a sua incapacidade de conviver com quem é diferente. Mostra-nos que, quando a sobrevivência está em jogo, somos capazes de tudo.

Nesta série cabem todos os sentimentos e todas as relações (literalmente todas). Cabem todos os nossos defeitos e virtudes. Cabe a religião, a política, o fanatismo. Mas também a ciência e a razão. Cabe a amizade, a empatia e o ódio. Cabe a inteligência (humana e artificial). E cabe, acima de tudo, um possível futuro da humanidade (ou será a falta dele?). Cabe a dependência  e a independência. Cabe o crescimento e o sacrifício (pelos outros ou dos outros). Tudo, mas mesmo tudo acontece e só se espera que, no fim, possamos recuperar a nossa humanidade.

As personagens crescem. Amadurecem. São fortes e destemidas, e não tem medo de liderar. E, pela primeira vez numa série (que me lembre) a maioria dos lideres são mulheres.

Os 100 mostra-nos a importância da família e dos amigos. Ainda que, em nome da sobrevivência, as alianças possam ser traídas.

Nesta série, e pela primeira vez que me lembre, a homossexualidade e a bissexualidade são abordadas com naturalidade, sem subterfúgios.

Mas também (e este é um dos pontos que considero mais importante)... Os heróis não são infalíveis. Tomam decisões erradas e são obrigados a viver com as consequências. Os bons fazem coisas más e os maus surpreendem com boas acções. E isto leva-nos a pensar - enquanto vemos a série - o que faríamos neste ou naquele momento, qual seria a nossa decisão. Se fariamos o que fosse necessário para sobreviver.

Fundamental também para que uma série consiga prender é surpreender. E, caramba, Os 100 surpreendem sempre. A cada novo episódio uma reviravolta inesperada que nos deixa com vontade de ver o episódio seguinte. Ou os seguintes... Os fins das temporadas são simplesmente geniais.

(valha-me que tive as primeiras quatro temporadas + 12 episódios da quinta para ver de seguida senão não sei se me aguentava de curiosidade)

Claro que podemos também falar nos efeitos especiais, nos cenários espectaculares, ou no facto de nenhuma personagem estar realmente a salvo. Mas, por fim, ressalvo apenas mais um detalhe: a banda sonora. Simplesmente fabulosa.

Se ainda não viram, vejam. E depois venham cá contar. Se já estão a vir, contem-me tudo, não me escondam nada. Qual é a vossa opinião sobre a série?

May we meet again

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