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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Parvoeiras #2 … na Câmara Municipal de Lisboa

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Um dos “meus” prédios tem uma garagem e quer colocar uns pilaretes

(já vos disse que odeio pilaretes?, não? Ok, um dia destes eu explico porque é que os odeio tanto)

Voltando aos pilaretes, o dito condomínio quer colocar uns quantos antes e depois da garagem porque as pessoas que moram naquela rua não se preocupam com o facto de haver ali uma garagem – de onde entram e saem carros o dia praticamente todo (é um edifício misto, com escritórios e habitações) – e então estacionam como calha, vedando a passagem a quem quiser entrar ou sair do prédio.

Ora, sabendo o condomínio que as câmaras municipais, na sua grande maioria, estão falidas ou sem dinheiro para estas minhoquices, decidiu que seriam os condóminos a suportar o custo desta obra, pelo que a Câmara só teria de autorizar a sua colocação – e tem de autorizar porque se está a intervir em espaço público.

O ano passado, p’ra ai em Outubro, fomos à junta de freguesia saber o que era preciso tratar. Maravilha das maravilhas, bastava mandar um email para um determinado departamento da Câmara – porque é assunto da câmara e não da junta – a informar o que se pretendia e frisar que todos os custos seriam suportados pelo condomínio e não pela Câmara.

E nós, meninos bem mandados, lá o fizemos. Mandamos o email para a Câmara que, passado uns dias, nos respondeu a dizer que tínhamos de fazer a entrega em papel. E nós lá fomos, entregar em papel, o email e os anexos – frisando sempre que apenas se pretende a autorização, que estes trabalhos serão a custo zero para a Câmara e que será o condomínio a suportá-los.

E isto foi em Novembro.

E estamos em Fevereiro.

E o processo anda a passear de departamento em departamento. Já foi à Junta de Freguesia e voltou para trás.

E o condomínio continua sem os pilaretes. E a Câmara continua a não autorizar uns trabalhos pelos quais não vai gastar dinheiro e que vão evitar estacionamento ilegal numa determinada rua.

E agora perguntem lá se já voltamos para saber o ponto de situação. Perguntaram? Ok, então eu vou responder que sim, que já lá fomos. E que nos disseram que estava num departamento que não atende ao público e para o qual temos de telefonar. E nós, bem mandados, lá telefonamos. E responderam que o processo já lá não estava, que tinha sido – mais uma vez – enviado para outro departamento. E para qual? Não têm a certeza, pediram que voltássemos a ligar mais tarde…

 

(vem isto a propósito deste desabafo da Cindy)

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