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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Cuidados a ter com os animais de estimação quando está calor

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Como as minhas férias acabaram hoje, aproxima-se mais uma onda de calor e, se para nós é difícil, imaginem para os nossos animais. Por isso resolvi rebuscar este post para dar alguns conselhos:

Comecemos pelos animais que estão nas gaiolas (pássaros, coelhos, chinchilas, etc). Congele duas garrafas de água (de 1 litro ou litro e meia). Reserve uma e coloque a outra por cima da gaiola. Ao deixar a garrafa com água congelada em cima da gaiola permite que o ar fique mais fresco e seja mais fácil suportar o calor. Assim que a primeira estiver descongelada, substitua pela que ficou no congelador e vá alternando.

É um conselho para o ano todo mas fundamental no verão. Mantenha sempre água disponível para que os seus patudos bebam. Se tiver um bebedouro (daqueles com recipiente), use um termoacumulador congelado dentro do bebedouro para manter a água fresca. Se for uma taça, meta uns cubos de gelo. Ande sempre com água para lhes dar em qualquer lado, quando sair com eles.

Não saia com os seus patudos nas horas de mais calor e evite zonas com sol. As patinhas deles não estão preparadas para suportar um chão muito quente e podem-se queimar. Da mesma forma não os deixe deitar no chão mais quente. Apesar do pelo, as queimaduras podem ser bastante graves.

Se o patudo tiver pelo muito claro, use protector solar e evite, ao máximo, que ele apanhe sol.

Se os patudos estão no quintal/jardim, providencie sombras onde ele se possa proteger. E se se quiser divertir com eles, dê-lhes um banho de mangueira. Assim todos tomam um belo dum banho na rua e todos se refrescam.

Não se esqueça que, a altura do verão, é a altura das pulgas, mosquitos e afins. No caso dos cães que saem à rua é fundamental protege-los para evitar que esses bichinhos os chateiem.

Por fim, não deixe, em circunstância alguma, o seu patudo fechado num carro nem que seja por dois segundos. Não o deve fazer no inverno, é proibidíssimo faze-lo no verão. A temperatura dentro dum carro aumenta exponencialmente. 25º graus de temperatura ambiente podem-se transformar em 40º graus dentro do carro. 

 

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Quatro patas

Apresento-vos a família de quatro patas completa.

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A Bunny, que ganhou este nome por nos ter adoptado quando íamos comprar comida para os coelhos

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O Fluffy, o mais recente. Vai ser um cão com 50/60 quilos, 60/65 cm de altura e ganhou o seu nome por causa do cão do Hagrid (Harry Potter)

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 A Riscas, chamada assim por causa da risca branca que tem no pelo

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 A Samedi, que veio para nossa casa a um domingo (e é a mãe da Riscas)

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 A Saphira, nome do dragão do Eragon

(fotos tiradas pelo meu gaiato)

 

Entretanto...

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Fluffy

Quando decidimos mudar para uma moradia, decidimos também que iríamos ter mais um cão. Um rapazola que, ao mesmo tempo que fosse meigo e carinhoso, servisse de cão de guarda. Não para o ter na rua dia e noite, ao frio e ao calor, com chuva ou seca mas para estar connosco, em casa ou na rua e que, ao mesmo tempo, fosse cioso da sua propriedade sem que, no entanto, estivesse catalogado como raça potencialmente perigosa (quando é que se deixa cair esta idiotice das raças potencialmente perigosas?).

Encontrar todas estas características num cão não é tarefa fácil. Só por isso, optamos por, desta vez, comprar um cão. E antes que me caiam em cima por ter gasto dinheiro num cão, quando há tantos nos canis e quando os progenitores são, normalmente, mal tratados nas fábricas de cães, deixem-me dizer-vos que a nossa opção foi sempre comprar um cão do qual pudéssemos, antes de o comprar, ver os pais e as condições em que são tratados, ver como eram tratados os cachorros... enfim, fazer uma pequena vistoria para não alimentarmos as ditas fábricas de cães, locais que abomino.

Pensamos, inicialmente, num Serra da Estrela. Excelentes cães, lindíssimos, resistentes, bons amigos e bons cães de guarda. Mas depois... bem, um Serra da Estrela tem imenso pelo. Pelo a mais para os verões que se tem feito sentir na zona onde vivemos. Ter um animal que sei que vai, muito provavelmente, passar mal quando estiver demasiado calor não faz sentido (para mim).

Surgiu, na semana passada, no meu facebook, num dos grupos de vendas, a foto duns cachorros lindíssimos que estavam para venda. Raça: cane corso italiano. Soubemos o preço, decidimos que era provável que fosse mesmo esta a raça que queríamos e ontem lá fomos ver os cachorros.

Os pais estavam bem estimados e bem alimentados. Mãe e Pai são exemplares de fazer inveja a qualquer um. Ares ferozes mas, ao mesmo tempo, uns olhos bem meiguinhos. Os doze cachorros limpos Q.B. (desconfio que seja impossível ter doze cachorros com quase três meses limpissimos), bem alimentados, com espaço para brincarem e fazerem tropelias.

Dos quatro que ainda estavam disponíveis, um não saiu de perto de nós. Foi amor reciproco à primeira vista e, portanto, o Fluffy veio connosco para casa, onde já se esteve a ambientar à sua caminha e ao meu canto preferido:

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A prova de que estes cachorros - ao contrário das fábricas de cães - foram tratados com amor (quase tanto como o Fluffy vai receber cá em casa), é que a criadora, quando se despediu dele e de nós, estava a chorar copiosamente. Já lhe prometemos que lhe iremos enviando fotos do pequeno (que chegará aos 50 quilos em adulto!) e que, se ela quiser, o pode vir visitar.

Quanto às manas, a Bunny e a Saphira, olham para ele meio desconfiadas. Aos poucos haveremos de chegar ao entendimento entre os três, de certeza. Porque a partir do momento em que entram na nossa porta, não há raças. Há a Bunny, a Saphira e o Fluffy. Só isso interessa.

Entretanto...

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Porque hoje é o dia delas...

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Nada como vos contar a história dos meus animais... 

Quanto eu era pequerrucha, a minha avó adoptou uma cadelinha preta com a ponta do nariz branca, também pequerrucha, a quem demos o nome de Nancy, a minha boneca preferida da altura. Mais ou menos 18 anos depois a Nancy morreu e, apesar de pequenina, deixou um grande vazio no coração de todos os que conviveram com ela.

Uns anos mais tarde ofereceram-me um gato. O Menino. Laranjinha, um mimoso. A minha mãe, que odiava gatos e que quase que me bateu quando eu aceitei a prenda, ao fim duns dias começou a pedir-me para o levar para casa dela durante o dia porque “coitadinho, fica aqui sozinho enquanto estás a trabalhar”. E pronto, de manhã eu saia para o trabalho, pouco depois a minha mãe ia buscá-lo à minha casa e à hora do jantar, quando eu chegava, a minha mãe levava-o de volta para a minha casa. Entretanto começou a chuva e o inverno e “ai, tadinho do Menino, está tão mau tempo para andar com ele para trás e para a frente, hoje fica aqui que não me apetece sair, amanhã não porque está chuva….” Resultado, o Menino passou a ir passar os fins-de-semana a minha casa. Mas claro que isso também foi sol de pouca dura e o Menino passou a ser o gato da minha mãe. Que, entretanto, se apaixonou por uma gata de rua que acabou por ir para a minha casa. Era a Menina. Depois da Menina veio a Anita e a Rita, duas gatas bebés salvas da rua e que, com a Menina, ficaram comigo até eu engravidar. Nessa altura, porque eu não podia tomar conta delas, foram para casa da minha mãe. Morreram já todos, o Menino, a Menina, a Rita e a Anita. Mas a minha mãe - aquela que não gostava de gatos - adoptou mais dois.

Mais uns anos se passaram, e porque os meus filhos queriam muito ter um animal doméstico, compramos um coelho, o Friday e uma coelha, a Samedi. Descuidou-se a filha, o casal de coelhos aproveitou, e nasceu a Riscas, o Bolinha, o Pata Branca e o Cinzento. O Bolinha morreu pouco tempo depois e o Cinzento meia dúzia de meses depois. Entre a morte do Bolinha e a morte do Cinzento, numa ida às compras de feno, vimos o Manga e levamo-lo para casa. Infelizmente morreu uns dias depois e a loja, num acto que só posso elogiar, ofereceu-nos a Snow. Hoje só a Sam e a Riscas estão vivas, de boa saúde.

Pelo meio tivemos o Sunday, Minga, o Mingo, a Samurai e o Robin, os nossos hamsters. Infelizmente já todos morreram.

Mas a minha filha o que queria mesmo era um cão. Mas a resposta era sempre que não. Porque não tínhamos vida para isso, porque um cão dá muito trabalho, porque não, porque é assim… no dia 6 de Janeiro, há quatro anos, numa história que já contei aquiadoptamos, de impulso, a Bunny.

E chegámos a Março de 2013. Nesse mês andava o meu marido de volta do OLX, sabe-se lá porque, quando viu que estava uma cadelinha de 7 meses a ser dada para adopção. Tal como com a Bunny foi amor à primeira vista para todos nós. De tal modo que, nessa noite e no dia a seguir mandei mensagens, mails e tentei ligar para a pessoa que a estava a dar, sempre sem sucesso. E quando disse – esta é a última tentativa – a pessoa atendeu-me. Mas a notícia que tinha era que a cadela já estava prometida a outro casal. Foi uma desilusão. Depois de desligar, ainda lhe mandei uma mensagem a dizer “vamos todos, lá em casa, rezar para que desistam da cadelinha porque nós queremos mesmo ficar com ela”. E não é que, passadas umas horas, recebi um sms a dizer “as vossas preces foram ouvidas. Quando é que querem vir buscar a cadelinha?”. Na manhã do dia a seguir fomos buscar a Saphira que saltou, literalmente, para o colo do dono assim que o viu. Nem sequer olhou para traz, para a ex-dona.

Passaram-se quatro anos. E, lá por casa, somos quatro seres humanos, duas cadelas, duas coelhas e um peixe.

Apesar da trabalheira que dá limpar a gaiola das coelhas, do chão da casa ter sido substituido, de alguns moveis estarem inutilizados, roupa estragada, livros destruídos, pelos por todo o lado, contas de veterinário e de comida, sapatos estragados, etc etc, a verdade é que a nossa casa só agora, com as nossas meninas que aparecem na foto acima, está completa. Se dão trabalho? Dão, muito. Porque se tem de ir à rua com elas, limpar quando fazem as necessidades em casa, ir ao veterinário, controlar o latido para não incomodarem os vizinhos, etc etc. Se compensa? Sem dúvida. Fazem-nos rir, fazem companhia, tem, por nós, um amor incomparável com qualquer outro. Foram uma adopção de impulso, contrária a tudo o que é recomendado pelos especialistas, mas, sem dúvida, a melhor decisão que podíamos, enquanto família, tomar.

Se podíamos viver sem os nossos animais? Não, sinceramente, hoje afirmo que não, que não podíamos viver sem eles.

Ir de férias com os nossos animais

Aparentemente está cada vez mais fácil poder levar os nossos cães de férias connosco, como qualquer membro da família. Aliás, basta consultar o Booking.com ou o trivago.pt e vemos, com agrado, a seguinte frase: traga o seu amigo de quatro patas! Este alojamento aceita animais de estimação.

Mas será mesmo assim?

Tínhamos pensado, inicialmente, ir passar uma semana de passeio pelo norte de Portugal agora em Setembro, antes das aulas iniciarem. Mas como entretanto decidimos mudar de casa, optamos por poupar o dinheiro dessas férias para os gastos inerentes a uma mudança de casa. Mas como o bichinho do passeio ficou, pensamos em ir passar apenas 3 dias – sexta a domingo – num sítio qualquer. E, imbuídos do espirito “traga o seu amigo de quatro patas” pensamos em levar a a Bunny e a Saphira connosco. Sempre poupávamos 60 euros (o custo do hotel para cães onde elas ficam quando é preciso) e estava a família toda junta.

E lá fui eu, feliz da vida, procurar um hotel que aceitasse animais, a uma distância no máximo de duas horas de casa para esse fim de semana. Primeira opção, Sertã. Bónus pelo sítio, sempre podia comer maranhos e visitar alguns amigos que não vejo há mais de 20 anos (nem tentem perceber porquê, tem uma razão válida para ter acontecido). O hotel aceitava animais, até tinha um comentário de alguém que diz que pode levar a sua cadela… por nós estava feito, tudo a favor.

Mas como eu sou desconfiada destas coisas, depois da marcação feita, liguei para lá a confirmar se as podia levar. Só tive tempo de dizer: temos duas cadelas… e nem continuei porque fui logo interrompida pela senhora que me atendeu, dizendo: nem pense em trazê-las para cá. Como???? Eu ainda retorqui dizendo: mas no booking.com diz que aceitam animais… a resposta foi: eu é que sei o que aceito. Se fosse uma cadelinha de colo eu ainda abria uma excepção, agora duas? Nem pense. Anule lá a reserva que eu não quero cães aqui.

Fiquei logo com os cabelos em pé. Digam-me lá, de que serve anunciar que aceitam animais se depois não os querem lá? Não percebem que, assim, ainda é mais negativo para o hotel?

Na tentativa seguinte, mas para Reguengos de Monzaraz, a conversa foi outra. O proprietário explicou-me que não tem problema algum com cães, havendo apenas duas condições: que se pague um adicional de limpeza pelo quarto e que não haja mais cães, naquele período no hotel. Consigo perceber ambas. Por mais cuidado que se tenha, cães largam pelo e, naturalmente, a limpeza tem de ser maior que o normal. E havendo dois cães que não se conheçam no mesmo espaço, tanto pode correr bem como mal. Correndo mal, fica o fim de semana estragado para todos sem necessidade. Assim sim. Está feita a reserva e estamos apenas à espera que nos confirmem se não há mais reservas, para esse fim de semana, com cães envolvidos.

Duas experiências sobre o mesmo tema. A mesma comodidade anunciada nas reservas. Dois resultados opostos.

Mais alguém teve uma experiencia deste género que queira partilhar? Ou um local que conheçam onde possamos ir descansados com as nossas patudas para que elas possam ter mais dias felizes como este:

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#naohadesculpa

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Nas férias, no Natal, no Inverno. Porque fazem xixi, porque ladram, porque deitam pelo. Porque nasce um bebé, porque mudam de casa ou de cidade. Porque estão velhos, porque são novos, porque estão doentes ou porque precisam de vacinas. Porque roem os livros. Porque há alergias, porque o veterinário é caro, porque...

Mil e uma razões, nenhuma delas realmente válidas. Não há, realmente, razões válidas para abandonar os animais. Quando se adopta um cão, um gato, um coelho ou uma tartaruga, assumimos um compromisso. Com eles, com os animais que passam a fazer parte da nossa família. Um compromisso até que a morte nos separe.

A nossa família, neste momento, tem 4 seres de duas patas e 4 seres de quatro patas. A Bunny e a Saphira adoptaram-nos como família há quatro anos. Podem, se tiverem curiosidade, saber a história da adopção da Bunny aqui  e da adopção da Saphira aqui.

Desde o primeiro dia (e apesar de ter sido uma adopção de impulso) que assumimos o compromisso de dar o nosso melhor pelas nossas meninas. Em tudo. E isso inclui virem de férias connosco para Sesimbra. E leva-las à praia quando anoitece e poucos seres de duas patas lá andam. Elas deliram, a Bunny dentro de água e a Saphira na areia. Correm, brincam, nadam, escavam, sempre sobre o nosso olhar atento. E mesmo que isso signifique que jantamos à meia noite não faz mal porque só olhar para a felicidade delas é mais que suficiente.

A Samedi e a Riscas são as nossas coelhas. Essas ficam em casa. Nos primeiros anos - quando tínhamos seis coelhos - vinham também connosco mas entretanto percebemos que era muito stressante para os coelhos saírem do seu ambiente e por isso a nossa amiga Nanda vai lá a casa uma ou duas vezes por dia para tratar da Samedi e da Riscas.

A União Zoófila está a juntar, num só álbum, as fotos que lhes são enviadas de animais em férias. Ora espreitem lá como os animais ficam tão felizes com os seus donos.

Pela minha parte... ora vejam as nossas meninas:

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 (férias na praia, para a Bunny, implica nadar atrás das gaivotas)

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 A Saphira é muito ciosa das minhas leituras...

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 As quatro meninas, pouco antes de virmos de férias. A Samedi é a coelha preta, mãe das Riscas

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 Já a Saphira só entra na água se for obrigada ou se for a correr atrás da Bunny. Prefere escavar ou rebolar na areia

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 Impossível resistir a este ar de felicidade

Não!

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Estamos a chegar ao Natal, altura em que muitas crianças pedem um cão ou um gato. E em que muitos pais cedem sem pensar nas consequências ou sequer pensar nos animais. Calam os filhos - nem que seja por uns dias - e depois... bem, depois é o que sabemos.

Faz dia 6 de Janeiro próximo quatro anos que a nossa Bunny nos adoptou. Estava numa loja que promove a adopção de animais (e até oferece um kit de adopção com várias coisas que precisamos para os animais) e chorava que se desunhava na pequena gaiola (na verdade ela própria era minúscula). Foi amor à primeira vista e, sem pensarmos muito bem (e, ao mesmo tempo, tendo consciência que seria um compromisso para 17/18 anos), a Bunny veio connosco para casa. Desde esse dia e não houve um segundo em que qualquer um de nós colocasse essa decisão em dúvida ou pensasse sequer que tinha sido melhor não sermos adoptados por ela.

Sabem porque vos conto isto? porque a Bunny foi um presente de Natal que alguém decidiu oferecer. Fará no próximo dia 24 de Dezembro quatro anos que alguém entrou naquela mesma loja e levou a Bunny e que, depois a 6 de Janeiro, voltou à mesma loja para a devolver porque: 1. fazia xixi, 2. fazia cocó, 3. gania e ladrava. 4. largava pêlo. Vamos pensar todos em conjunto. A Bunny é um animal. Todos os animais fazem xixi e cocó. Porque é que a Bunny seria diferente? Continuemos a pensar. A Bunny é uma cadela. Cães ladram e ganem. A menos que a Bunny fosse muda, o mais normal seria que ladrasse ou ganisse. É a forma dela comunicar. E quanto ao pêlo? bem, não conheço animal algum que tenha pêlo e que não o largue.

Tivemos sorte. Apesar das razões estúpidas que levaram a que a Bunny fosse devolvida à loja, a verdade é que, se isso não tivesse acontecido, hoje não a teríamos connosco e as nossas vidas seriam muito menos felizes. Mas o caso da Bunny é um em milhares de animais que são adoptados no Natal e abandonados ao fim de pouco tempo. Pelas mesmas razões que a Bunny ou por outras (onde se inclui a famosa cresceu...).

É por isso que digo Não! Não à adopção irresponsável de animais que correm o risco de engrossar a fileira dos abandonados nas associações ou à mercê da sua má sorte na rua. Não! Não à oferta de animais no Natal sem tentarem perceber primeiro se tem condições para o fazer. Não! a ceder à vontade de crianças só por capricho ou para as calar.

Mas sim! se realmente o pode e quer fazer, sim! Se tem noção de que vai gastar dinheiro sem fim em vacinas, chip, esterilização, registos, comida, etc e tal. Sim! se sabe que os animais largam pêlo, que ladram, que miam, que fazem as suas necessidades fisiológicas (de início em casa) e que é preciso limpar. Sim! se sabe que ter um animal é ter um compromisso a longo prazo. Seguramente que sim!

Caso contrário.. não adopte, não compre, não tenha um animal. Merece tanto, mas tanto, o meu (e provavelmente dos outros) respeito se optar por não ter um animal como se o tivesse.

A importância do chip para um final feliz

(ou, o que fazer se encontrar um animal perdido)

 

Ontem tivemos direito a um dia diferente. A minha gaiata encontrou uma cadelinha à porta da escola. Muito bem tratada, pelo escovado, um casaquinho de dias mais frios e extremamente dócil, ou seja, com todos os indícios de ser cão de alcatifa e de não ter sido abandonada.

Claro está que a minha pequena (nãotãopequenaassim) não deixou (e bem) a cadela sozinha. A professora entendeu o que se passava e disse-lhe que fosse tentar encontrar os donos em vez de ir à aula que não era grave. E assim foi.

Depois de lhe por uma trela para garantir que não voltava a fugir e de lhe dar água, naturalmente fizemos o mais indicado nestes casos - fomos a uma clínica veterinária para ler o chip onde deveria estar a identificação dos donos para os contactarmos a avisar que a cadelinha estava connosco. Ainda por cima a leitura do chip é um serviço gratuito, ao dispor em todas as clínicas veterinárias.

Só que a cadela não tinha chip...

Portanto, passo seguinte: registar a cadela na base de dados dos animais perdidos no site encontra-me.org. Este site é fantástico e permite que donos e animais se reencontrem com mais facilidade. E, através do site, pode-se imprimir os cartazes que são necessários para a fase seguinte. Espalhar, na zona onde o animal foi encontrado, cartazes com uma foto do animal, que permita a identificação. Os cartazes podem ter os contactos de quem o encontrou ou, em alternativa, indicar apenas o número do anúncio no site. O problema de não indicar os contactos é que nem toda a gente tem acesso à internet. Foi o que fizemos. Imprimimos várias cópias do anuncio, com o meu telemóvel e o email, e a piquena, mais a cadelinha, foram distribui-las.

Foi importante a cadelinha ir porque podia alguém passar por elas e conhecer a cadela. Neste caso não resultou, ninguém na zona onde foi distribuído o anúncio conhecia a cadela.

Passo seguinte. Fazer um post no facebook e distribuir por várias páginas. Associações de apoio aos animais e canil municipal incluídas e pedir que seja partilhado até à exaustão. Enviar fotos do animal para todas os veterinários que actuem na área onde o animal foi encontrado. Avisar a PSP/GNR de que encontramos um animal perdido não fosse dar-se o caso dos donos ligarem a dar conta de o terem perdido.

Pelo meio, levamos a cadelinha à clínica que acompanha as nossas patudas para uma segunda tentativa de leitura do chip. Pode acontecer não ser lido num lado e ser lido no outro.

Quando chegamos a casa, fui ver, no facebook, se alguém tinha comentado alguma das partilhas. E não é que tinha? A dona estava desesperada à procura desta cadelinha desde as 10h30 da manhã. A minha filha encontrou-a por volta das 10h45 o que significa que a Geraldina apenas esteve sozinha 15 minutos. Passou em zonas de trânsito e felizmente não foi atropelada. Teve sorte. Muita sorte. Porque alguém - a minha filha - percebeu que ela estava perdida, porque a professora a deixou sair da escola e não ir às aulas para procurar os donos e porque não foi atropelada.

Menos de 12 horas depois, a Geraldina estava com a sua dona em casa, calculo que ambas bastante felizes pelo reencontro. Que poderia ter acontecido menos duma hora depois da cadela se ter perdido se ela tivesse chip...

E é acima de tudo isto que recomendo a todos os donos de animais. Coloquem-lhes chip. Mesmo que andem sempre com trela, que achem que não podem fugir e que estão controlados. Mesmo que sejam gatos que não saiam de casa. Façam-no, não porque é obrigatório por lei, mas para que, caso se percam - e acreditem que acontece imensas vezes - possam voltar rapidamente para casa. É que nem todos tem a sorte da Geraldina.

Se encontrar um animal perdido na rua, saiba aqui o que fazer, com mais pormenor.

 

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