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Stone Art

Coisas soltas da vida que povoam o meu quotidiano. Sem amarguras nem fatalismos, com aceitação, simplicidade, ironia e alegria. Sejam bem vindos a esta minha casa.

Espero que não tenhamos causado nenhum inconveniente por chegar a horas...

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É uma das coisas que mais me irrita. A incapacidade que algumas pessoas (muitas! demasiadas!) têm de chegar a horas aos seus compromissos. As desculpas são mais que muitas: adormeci, estava trânsito, o despertador não tocou, estava numa reunião, sai mais tarde do que pensava, o relógio deixou de funcionar, estive a falar com o periquito... centenas ou milhares de desculpas e nenhuma reflecte a verdade: as pessoas estão-se nas tintas e, quem chega a horas, quase que é visto como uma ave rara, alguém estranho e fora do comum.

(quando o comum deveria ser quem chega a horas)

Chegou-se a um ponto em que 10/15 minutos de atraso não é considerado atraso. É normal. Quando se marca uma reunião, já se sabe que há sempre alguém que chega atrasado (quando não chegam quase todos).

E nem o facto de hoje estarmos todos comunicáveis através dos telefones, facilita que se avise.

Aqui há uns dias tinha uma reunião marcada para as 19h com cinco pessoas. Uma delas chegou às 18h55 e às 19h45 decidimos, as duas, que nos íamos embora. E porquê? Porque mais ninguém apareceu. Nem sequer se deram ao trabalho de ligar a desculpar-se. Passou-se mais duma semana e não houve, de parte de quem não apareceu (incluindo quem, nesse mesmo dia, tinha pedido a reunião) qualquer justificação. Perdemos, eu e a outra pessoa, 45 minutos em que podíamos estar a fazer algo de útil (a ler, por exemplo) em conversa de circunstância (até porque nem nos conhecíamos) enquanto esperavas por quem não apareceu.

Lembro-me, quando era miúda e não havia telemóveis, que tínhamos mesmo de chegar a horas quando íamos ter com os amigos. Combinávamos um sitio especifico e uma hora para nos encontrarmos antes do passeio. E quem estava, estava, quem não estava dificilmente nos encontraria depois, já que não nos poderia telefonar a saber onde estávamos.

Hoje é muito mais fácil. Se chegarmos atrasados podemos sempre ligar a saber onde estão (ainda que nem sempre se faça) o que nos leva a - consciente ou inconscientemente - a não conseguir cumprir os horários estabelecidos.

O que me leva a pensar ... Será assim tão difícil chegar a horas? cumprir os compromissos que assumimos? Ou será que estes atrasos são reflexo de algo mais grave?

 

Nota final - Este titulo é longo, eu sei, mas é, talvez, um dos melhores títulos que grassa aqui neste blog (até porque foi escrito por Fredrik Backman no seu fantástico livro A minha avó pede desculpa)

 

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