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Dizia o meu bisavô – que eu tive o grato prazer de conhecer e que morreu quando eu tinha seis ou sete anos – que a saudação não se nega a ninguém.
Entenda-se, por saudação, o cumprimento. Um bom dia, boa tarde ou boa noite conforme a hora a que nos estejam a ouvir (e é irrelevante, aqui para este texto o facto de que se pode dizer bom dia todo o dia que continua válido).
E este cumprimento, esta saudação, seja da forma que for, não se nega. E é prova de educação, de civismo e, acima de tudo, de que estamos a dar atenção a quem está à nossa frente. É por isso que, sempre que chego ao trabalho digo “bom dia!” a quem está e espero por resposta. E é também por isso que, quando chego a qualquer serviço para ser atendida digo, a quem me vai atender “bom dia!” antes de pedir seja o que for.
Irrita-me, por isso, solenemente, que a pessoa, do lado de lá, atenda o meu pedido sem que me diga o mesmo. Pior ainda quando preparam tudo, dão-me as coisas e nem sequer quando peço a conta são capazes de falar.
E o mesmo se passa com o Se faz favor! e o Obrigado!
Será que queima a garganta dizer estas palavras? Será que acham que são superiores aos outros e que os outros não merecem ouvir?
Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Se faz favor! Obrigado!
Quatro, são quatro expressões simples que podem fazer toda a diferença num atendimento ou numa conversa. Quatro expressões inconsequentes, que não vos queima a garganta ou a boca, que não causam engulhos ou mal entendidos mas que devem ser ditas.
E devem ser ditas porque são uma forma de saudação. E essa, não se nega.
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