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Viajar de avião

por Magda L Pais, em 28.10.14

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Sim, eu gosto de viajar. Sem dúvida alguma. De conhecer outros países, outras culturas, outras comidas, outras formas de estar. E até de aprender como a mesma expressão pode ter significados diferentes em culturas diferentes.

(e aqui recordo, por exemplo, quando estive em Cancun, na minha viagem de finalistas – que saudades dos meus filhos finalistas – que, na visita que fizemos a Chichen Itza, o guia nos ter mostrado toda a cidade Maia, incluindo o campo de jogos e de nos ter explicado, nesse mesmo campo, que o capitão da equipa vencedora era morto no final do jogo, porque a morte era a maior recompensa possível. Depois, um pouco mais à frente, mostrou-nos uma cabeça duma cobra e disse-nos que os Maias diziam que dava sorte tocar nos dentes daquela cobra. Claro que foi um corrupio, todos quisemos tirar a foto da praxe, a tocar nos dentes da cobra. No fim das fotos, o guia riu-se e disse-nos – acho que todos se esqueceram que sorte, para os maias, era morrer… Foi gargalhada geral, naturalmente, mas veio comprovar que, de facto, a mesma coisa pode ter significados muito díspares em diferentes culturas).

Mas adiante, e voltando ao tema – as viagens de avião. Por mais que goste de viajar, não gosto de viagens de avião. Não gosto porque tenho vertigens, gosto de ter os pés assentes na terra e faz-me muita confusão aquelas toneladas todas lá em cima como se fosse muito leve. Dito isto, digo também que não deixo que esse medo me impeça de viajar – o que me pode impedir de viajar é a falta de dinheiro e não o medo dos aviões.

Até aqui tudo bem. Assim como assim, entro no avião, sento-me longe da janela, pego num livro e pronto. A viagem corre bem, seja ela de 14 horas (como foi até a Cancun) ou de hora e meia como foi até ao Funchal (ah e também já viajei num avião da força área entre Lisboa e Montijo – 20 minutitos).

Agora o problema vai ser em 2024 se esta tecnologia for para a frente. É que, ao que parece, só na casa de banho é que vou poder não ver o que se passa no exterior do avião. E isso assusta-me, confesso. Tá certo, será uma poupança no combustível e pode ser (pode ser!) que isso se reflita nos preços e me permita viajar mais vezes. Mas ainda assim… não sei não.

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Eu gorda, me confesso

por Magda L Pais, em 15.10.14

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A propósito do texto para mulheres reais de Jessy James que deveria ser lido por todas as mulheres do mundo, da mais gorda à mais magra, da mais alta à mais baixa, apetece-me dizer várias coisas.

Apetece-me dizer que eu sou gorda. Sou gorda, tenho uns 40 quilos a mais do que aquilo que a ciência e a medicina acham que devia estar. Mas também sou feliz. Porque me aceito como sou. Porque não tenho qualquer vergonha de ser assim. Porque sou exactamente igual às outras mulheres que tenham menos gordura. Sou eu, assim, tal e qual. Como dizia a Gabriela, Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim.

Depois direi que as mulheres são as maiores inimigas delas próprias. São as mulheres que mais criticam, que mais ofendem e que mais exigem a magreza nas outras. São as mulheres que olham de lado as mais cheiinhas, que as afastam dos grupos, que gozam com elas. São as mulheres que criticam as modelos e as actrizes por terem ganho peso, que chamam a atenção para a celulite e que não perdoam. São as mulheres que dizem “devias perder peso senão não te casas, não arranjas namorado, etc”.

Quando leio que, no munda da moda, se exige que as modelos sejam esqueléticas, não me admira. E não me admira porque as maiores consumidoras da moda são as mulheres. E são elas que o exigem e que depois estranham quando as suas filhas ficam com anorexia e bulimia.

E acrescento – homem ou mulher que só goste doutra pessoa pelo corpo que ela tem é uma pessoa vazia, que não cresceu, sem um mínimo de inteligência, sem qualquer credibilidade para o que quer que seja. Quando somos bebés é que, na maior dos casos, gostamos mais do embrulho que da prenda. Quando crescemos (de idade, mentalidade e espirito) é a prenda em si que nos interessa – nem que venha num saco de plástico velho e roto. E nas pessoas é exactamente a mesma coisa – a personalidade da pessoa é que deve interessar. A cara e o corpo são meros invólucros.

Valia a pena, às mulheres por ai fora, pensarem nisto mesmo. E a todos aqueles que não se importam se somos gordas, magras, altas ou baixas e que nos aceitam como somos, o meu grande Obrigado!

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