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Pregão alado

por Magda L Pais, em 02.03.20

Pregão alado

 
01
Mar20

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Suas Altezas Aladas,

A Passarada

 

Fazem saber a toda a comunidade de blogueiros, bloguistas, e gente que escreve blogs, entradas, postais ou posts que, face à pandemia generalizado de medo, fobias e ansiedades e outras perturbações ansiosas, decorrentes do novel coronavírus, corona, covid-19, ou aquela coisa que veio da china, vem por este meio convidar todos quantos queiram, todos quanto arrisquem e que lavem as mãos, para participarem no excelentíssimo, magnífico e excepcional Desafio de Escrita Criativa dos Pássaros.

Assim, para aqueles que aceitem este desafio único, singular e exclusivo, claramente previsto por Nostredamus nas suas profecias sobre o fim do mundo, as regras são:

- Enviem um email para o desafiodospassaros@gmail.com a expressar, consentir e anuir a vossa participação nesta perigosa monta.

- Para os que enviarem o email, até quarta-feira dia 4 de Março, voará missiva com o tema desta semana.

- O texto deve ter, no máximo, 400 palavras.

- Deve ser publicado no próprio reino (como quem diz, blog), sexta-feira dia 6 de Março, pelas 15h.

- Deverá identificar o desafio de escrita criativa dos pássaros no título e nas áchetágues #desafios dos pássaros

 

E que os Pássaros estejam convosco!

 

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Desafio dos Pássaros #2.2

É que isso de médicos, nunca fiando

por Magda L Pais, em 07.02.20

Nem a propósito do tema desta semana, ontem a página Pérolas de Urgência partilhou esta foto com este comentário:

Vejam-me só esta coisinha fofa, estas bochechinhas fofinhas que só dão vontade de apertar, estes olhinhos lindos, aquele narizinho... Não vos apetecia levar para casa esta fofura?

P.S. O bebé também é engraçado.

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Caiu o Carmo, a Trindade e o Santo António, principalmente porque o visado, figura pública bem conhecida por outros motivos (nem todos bons) se sentiu ofendido. Não vindo isso ao caso (acho, pessoalmente, um disparate alguém se sentir ofendido por uma brincadeira destas), fiquei mais chocada com uma mãe que dizia – alto e bom som (ou tão alto e bom som quanto possível quando se escreve) – que nunca confiaria no José Carlos Pereira como médico.

Oi??

Vamos lá a ver. O rapaz assumiu o problema, resolveu o problema e dedicou-se à medicina e a fazer o que também gosta. É de louvar. Quantos médicos (e noutras profissões também) são alcoólicos e drogados sem que ninguém dê por isso e continua-se a confiar neles? E nesta pobre alma que tem o azar de ter dois palminhos de cara e de ser actor (ainda que não seja nenhum Bradd Pitt nas duas vertentes), não nos fiamos?

Confesso que não me faria confusão alguma que ele fosse o pediatra dos meus filhos. Ao menos teria lavado as vistas que isto de ser casada e mãe não me torna cega. Mais confusão me faria que um pediatra andasse por ai a publicar fotos dos pacientes (como ele fez) mesmo que com autorização das mães.

É que isto, nos seguidores dos médicos, nunca fiando…

 

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Desafio dos Pássaros #2.1

Acho que a coisa não vai correr bem

por Magda L Pais, em 31.01.20

Acho que já todos ouvimos as notícias sobre o coronavírus

(e não, não tem nada a ver com a cerveja Corona apesar de ter dado imenso jeito para os memes que circulam por essa internet fora)

E sobre as formas de contágio, de quarentena, de cuidados. Além, claro, das teorias da conspiração e dos malandros das farmacêuticas que querem é ganhar dinheiro.

Pelo meio e enquanto a esmagadora maioria dos políticos por esse mundo fora são da opinião que quarentena é quarentena e por isso há que manter o isolamento de quem teve ou pode ter tido contacto com potenciais doentes, cá, neste jardim à beira mar plantado, há quem defenda que sim, vamos lá buscar os portugueses, e deixemos que vão para as suas casas na paz do senhor e depois, se ficarem doentes, com certeza que eles ligam para a saúde 24.

Correndo o risco de ser fuzilada por todos vós e de me rogarem todas as pragas do Egipto e da Austrália, não concordo mesmo nada com esta decisão que tem tudo para não correr bem.

Ora vamos lá a ver. O período de encubação do coronavírus são 14 dias, durante os quais o paciente não tem sintomas mas pode contagiar outros. Para contas simples, vamos imaginar que são 10 portugueses que regressam doentes. Ora se cada um deles contagiar 10 outras pessoas e essas 10 contagiarem outras 10… estão a ver em quão pouco tempo o vírus se espalha sem controlo? E estamos a partir do pressuposto que, assim que ficarem doentes, ficam em isolamento e que só chegam 10 doentes. E se forem mais? E se contagiarem mais?

Um dos portugueses que decidiu ficar na China explicou que não está num cenário de guerra e por isso não vê necessidade de ser retirado. Concordo com ele e, muito provavelmente, seria a minha decisão se lá estivesse. E antes que venham com a lengalenga de que, se fosse a minha família a lá estar eu pensava de outra forma, estão a perder tempo que nestas coisas sou muito pragmática. Se a minha filha, em vez de estar em Leicester, estivesse em Wuhan, quanto muito tentaria chegar perto dela para a acompanhar caso ficasse doente. Não iria correr o risco de contaminar o resto da família (e, por conseguinte, ajudar a espalhar o vírus pelo mundo).

Enfim… só vos digo que, sem cuidados extremos, acho que a coisa não vai correr bem...

 

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Desafio dos Pássaros #16

Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer

por Magda L Pais, em 03.01.20

já se inscreveram no segundo desafio?

 

Quando era gaiata sonhava em ser adulta apenas e só para poder ter tempo para ler e não ter de me preocupar em estudar.  Quer dizer, não que eu me preocupasse muito em estudar (que eu só queria mesmo era não chumbar) mas gostava da ideia de sair do trabalho e pronto, acabou ali, em casa só teria de ler.

Pois... a parte que não sabia é que, com a vida adulta vem os empréstimos para comprar casa ou carro e todas as despesas a pagar. Contas e contas em número superior ao do ordenado (mas não em valor superior ao ordenado que, para viver acima das possibilidades já basta ao nosso governo). Com a vida adulta vieram os filhos (na altura em que sempre disse que seria mãe) e com os filhos ainda mais despesa (continuando o seu valor a ser inferior ao do rendimento).

Vida adulta... ainda não entendi como posso ter mais tempo para ler (e tanto que precisava de mais tempo para ler). Ainda não entendi como posso ter menos contas a pagar todos os meses ou como posso ter maior rendimento.

Eu até diria mais... vida adulta, acho que ainda não cheguei a essa fase. Continuo a sentir-me uma adolescente parva (ou vá, menos parva que os outros) com demasiadas responsabilidades. Continuo a sentir-me uma adolescente que apenas quer dividir o seu dia em três partes: dormir, estar com a família e ler. Se bem que as duas últimas se podem juntar numa só...

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Desafio de escrita dos pássaros #15

O Pai Natal decidiu reformar-se e as entrevistas começam esta semana.

por Magda L Pais, em 20.12.19

Descreve uma dessas entrevistas na perspectiva do recrutador de recursos humanos: A Rena Rudolfo.

***

- Ora bem, Tenho aqui umas perguntitas que gostava que me respondesse. Primeiro, fale-me de si e porque é que acha que será um substituto para o meu grande amigo Nicolau.

- Caro Rudolfo… posso trata-lo só por Rudolfo?

- Preferia claramente que me tratasse por Rena Rudolfo. Mas se for muito extenso para si, seja apenas Rudolfo.

- Claro Apenas Rudolfo. Bem, então toda a vida me confundiram com o Pai Natal. Não sei se por ter o cabelo branco desde muito novo, se pela barriguinha resultante dos doces que comia, ou então pela barba. E como estou desempregado há uns meses, quando vi o anúncio, pensei logo em me candidatar. Já tenho alguma experiencia em entregar prendas e gosto imenso de viajar. Alem disso, dizem que, quase sempre, há bolachinhas nas casas à espera do Pai Natal e eu tenho de comer várias vezes ao dia por causa da minha glicémia. Uma chatice.

- Muito bem. Mas olhe que não é Apenas Rudolfo. É só mesmo Rudolfo. Agora diga-me, qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?

- Peço desculpa, fiz confusão. Então Só Mesmo Rudolfo, a decisão mais difícil que tive de tomar foi quando me ofereceram uma embalagem de Ferreros e eu tive de decidir a quem os ia entregar. Sabe, é que não gosto nada daquilo. E não queria oferecer a alguém que eu gostasse porque não se oferecem coisas que não gostamos a pessoas que gostamos. Mas, por outro lado, há muita gente que gosta de Ferreros. Eu é que não. Não percebo sequer porque é que me ofereceram aquilo.

- Pois, já percebi que não percebe muita coisa. O meu nome, por exemplo. Rudolfo. Simplesmente Rudolfo…  então  e acha-se capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos? É que já se sabe, tem apenas uma noite para percorrer todas as casas do mundo…

- Desde que sejam só as do planeta terra e não me façam ir para outro planeta, acho que consigo. Não deve ser muito difícil.. o senhor também vai?

- Ah sim, as prendas são apenas para os terráqueos. E sim, claro que vou, sou eu que conduzo o carro.

- Não posso conduzir?

- Não, o senhor só distribui as prendas. Tem de entrar pelas chaminés, entregar as prendas e voltar a sair pela chaminé

- Pois… não vai acontecer que tenho vertigens. Alem disso não ando em carros conduzidos por outros. Lamento. Boa tarde e boa sorte.

 

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Desafio de escrita dos pássaros #14

Não nasci para isto

por Magda L Pais, em 13.12.19

Numa tentativa desesperada de conseguir cumprir o desafio desta semana, estou a escrever este post no telemóvel dado que não tenho aqui o computador. Portanto nem sequer consigo contar as palavras. Desculpem lá qualquer coisinha

É nestes momentos que me sinto velha e que não nasci para isto. Há quem use o telemóvel para tudo e mais um par de botas, conseguindo até escrever posts e afins.

Eu não nasci para isto.

Já melhorei. Até há coisa de dois anos, não usava sequer a agenda do telemóvel. Conto a história rapidamente. Há 15 anos atrás usava uma agenda em papel para os compromissos. Uns 2 ou 3 anos depois, comecei – com dificuldade - a usar o calendário do Outlook. Quando comprei o meu Lumia, o primeiro que a Nokia lançou em Portugal, comecei, timidamente e a medo, a usar a agenda do telemóvel.

Agora o meu medo é outro e eu não nasci, definitivamente, para isto.

Os meus contactos e agendas estão divididos entre a conta msn e a conta gmail. Basicamente porque a conta principal do Lumia era a do msn mas como estava lá o gmail instalado, eu fazia os registos de forma automática sem pensar em que conta ficavam.

Portanto… mudar de equipamento nem sempre corre bem.

Ao fim de algumas tentativas para mudar para um telemóvel Android, lá consegui adaptar-me ao Samsung. Adaptei-me ao sistema operativo e, melhor ainda, o sistema operativo reconheceu logo, sem grandes problemas, os contactos e eventos do msn e do gmail.

Aqui há duas semanas tive de usar um equipamento de substituição. Como diria o jovem da loja, mudei dum ferrari para um fiat. Não seria grave se o fiat reconhecesse as duas contas (msn e gmail). Pois, só que não o fazia. Aliás, ele dizia que fazia mas eu, que tenho quase 2000 contactos telefónicos registados, só me apareciam 200 e poucos. Apesar do sistema dizer que as sincronizações tinham sido feitas com sucesso.

Foi um stress absoluto! Mas lá descobri, na net, uma solução.

Agora voltei ao meu Samsung. E qual foi o resultado: Cada contacto tem o mesmo número de telefone registado 3 ou 4 vezes…

Definitivamente não nasci para isto!

 

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Desafio da escrita dos Pássaros #13

Reescreve o final dum filme

por Magda L Pais, em 06.12.19

A minha irmã mais nova era (é) fã deste filme, tendo-nos obrigado a vê-lo até que a fita da cassete VHS se partiu (século passado, portanto…). Sabíamos os diálogos e as músicas de cor e até antecipávamos o que se ia passar.

Mas… e se Sandy não mudasse e tivesse de ser Danny a adaptar-se ao mundo de Sandy? E se Rizzo se apaixonasse por Marty em vez de ficar com Kenickie?

Portanto… e com uma pequena ajuda da wikipedia para as cenas finais…

Com o carro pronto, Kenickie vai para a pista de corridas onde aposta com Leo o carro. Só que bate com a porta na cabeça ficando incapacitado de conduzir. Então pede a Danny que corra por ele e Danny acaba por vencer.

Sandy observa de longe e percebe que um deles terá de mudar, só que apesar de amar Danny não se sente confortável em mudar a sua forma de ser.

Danny observa Sandy ao longe e percebe que, apesar de gostar dos amigos e do seu comportamento de bad-boy, ama Sandy e por isso terá de mudar para a impressionar.

No último dia de aula, enquanto McGee e Blanche (a directora da escola) festejam o fim das aulas, os alunos festejam o fim do curso na feira perto da escola.

Rizzo descobre que afinal não está grávida e, quando o diz a Marty, percebe que o ama, pelo que o beija na boca. Marty, apesar de surpreendido, retribui. Afinal sempre amou Rizzo mas nunca se atreveu a dizer coisa alguma por causa de Kenickie (que, por sua vez, assiste ao beijo dos dois e vai-se embora, de cabeça baixa).

Danny, de casaco de malha e calça de sarja, aproxima-se de Sandy e declara o seu amor por ela, mostrando-lhe o quanto está disposto a mudar.

Começa a música final, entram no carro e partem.

Fim do filme

(O John e a Olivia ainda quiseram filmar esta cena com o este final alternativo mas disse-lhes que não valia a pena o incomodo) 

 

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Desafio da escrita dos Pássaros #12

Aqueles pássaros não se calam

por Magda L Pais, em 29.11.19

Podia falar-vos daquela janela de chat onde, diariamente, são trocadas umas 200/300 mensagens (em dias calmos…) entre 9 pássaros que não se calam. Podia até lembrar-vos de como nasceu este grupo, espalhado pelo país inteiro e que, no meu dia de aniversário, me surpreendeu com posts nos blogs respectivos (tentaram pôr-me com a lagrima no olho mas falharam. Por pouco mas falharam).

Mas desta vez, e não lhes retirando a importância – que sim, são muito importante – quero contar-vos como é acordar, todos os dias, a ouvir os pássaros.

Mudei-me, há quase dois anos, para uma aldeia. Perto de tudo, transporte quase à porta mas no campo. Tenho um sobreiro só para mim (ou vá, para a família) que é a casa de alguns pássaros. Para além do mocho que vive ali perto e que ajuda a manter a zona livre de ratos e afins.

É simplesmente maravilho ouvir o canto destas aves. Ficar na cama a vegetar de manhã enquanto eles cantam lá fora. Vê-los de volta das poças de água (de inverno) ou a esvoaçar à volta da piscina ou dos bebedouros dos cães no verão.

Seja Verão ou Inverno, dia ou noite, aqueles pássaros que não se calam. E até ler um livro tem um sabor ainda mais especial, assim acompanhado.

Acreditem, sinto-me com a mente mais limpa depois de os ouvir. Apesar de não se calarem...

 

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Desafio da escrita dos Pássaros #11

Um dia na tua família… do ponto de vista do teu animal de estimação

por Magda L Pais, em 22.11.19

50 anos/50 perguntas. Já fizeste a tua?

****

Olá

Eu sou a Bunny

Bunny.jpg

e a minha humana convidou-me para vos contar como é o dia dela quando está em casa que eu cá não vou com ela para o trabalho. Se calhar devia ir. Acho mal não poder ir com ela. Mas, por outro lado, ela levanta-se tão cedo, de Inverno ainda é noite e está tanto frio e chuva que só me apetece ficar enroscada nos lençóis. É claro que, com os humanos por perto a noite nunca consegue ser muito descansada. Será que se esqueçam que eu quero estar no meio deles? Ou em cima deles? Estão sempre a queixar-se que sou pesada, que aqueço muito e tal e coisa. Manias deles. Não peso muito, o mano Fluffy pesa bastante mais (o dobro! O dobro!).

Fluffy.jpg

Mas pronto, adiante.

Depois de acordar e de se vestir, a minha humana desce as escadas e mete as torradas a fazer ao mesmo tempo que abre a porta da rua. É tão bom sair. Excepto quando chove. Quer dizer, eu até gosto de chuva mas a mana Saphira odeia. Se está a chover, eu vou a correr para a rua e a Saphira corre para o sofá… mania de ser lady.

Saphira.jpg

Andamos por ali um bocado enquanto a nossa humana come o pequeno-almoço. Normalmente com um livro à frente. Ainda não percebi bem o que ela vê nos livros. Não são saborosos (eu sei, já provei uns quantos)…Faça chuva ou faça sol, se a minha humana está em casa, está a ler. Nós podemos ou não ir à rua (depende da chuva) e os outros humanos fazem outras coisas mas ela tenta estar sempre a ler.

À hora de almoço damos mais uma passeadela na rua enquanto os humanos almoçam (é muito injusto, na realidade. Eles comem 3 ou mais vezes ao dia e nós só comemos uma!!!)

A tarde pode ser a continuação da manhã. Ou então os humanos vêem televisão (se nós deixarmos, que há um de nós – não, não vos vou dizer que é Fuffly – que deve achar que é filho de vidreiros e tem a mania de se por em frente ao televisor). À noite é que não há leituras, só mesmo televisão. E é quando nós jantamos.

Depois vamos todos dormir. Eu no meio dos humanos, é claro. A Saphira gosta de dormir sozinha. E o Fluffy, como parece uma panela de pressão a cozer feijão a noite toda, dorme na cozinha (sim, que a minha humana adora dormir)

 

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Desafio da escrita dos Pássaros #10

Já chegamos? já chegamos?

por Magda L Pais, em 15.11.19

50 anos/50 perguntas. Já fizeste a tua?

****

Ponham o dedo no ar aqueles pais que desesperam quando viajam, de carro, com os filhos pequenos que, também eles, desesperam por chegar a qualquer lado.

Ena tantos…

Pois, é um dos flagelos dos pais. Crianças impacientes que perguntam constantemente:

Já chegámos? Já chegámos?

E quando não são os filhos… são os amigos. Não sabem do que estou a falar? Então vejam lá este pedacinho de filme:

 

Era o pior das viagens, quando íamos de férias com os meus pais. Três gaiatas impacientes no banco de trás – eu e as minhas irmãs – uma mãe que enjoava com facilidade no carro e um pai que gostava de fazer as viagens sem paragens, nem que fossem 5 horas.

Um drama.

Até que começámos a ser demasiado grandes para caber no banco de trás. E tínhamos de levar a tenda e afins. Desculpas. Na realidade o que o meu pai queria era fazer as viagens descansado. E então ficou combinado que a minha mãe ia com duas das filhas de comboio e o meu pai ia com a terceira filha de carro.

Calhava-me quase sempre ir com o meu pai. Ao menos comigo ele sabia que não precisava de parar para coisa alguma. Nem para comer nem para xixi. Nem sequer lhe perguntava se estávamos a chegar ou não.

E tudo porque… bem, podia dizer-vos que era porque eu era a mais bem comportada das três. Ou porque também gostava de fazer as viagens de seguida. Mas não. O que se passava é que eu adormecia mal entrava no carro e só acordava no destino.

(ainda hoje… ainda hoje sou assim).

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Desafio da escrita dos Pássaros #9

Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta

por Magda L Pais, em 08.11.19

50 anos/50 perguntas. Já fizeste a tua?

****

Acordei com frio. Tinha-me deitado cedinho, enrolada no cobertor como sempre mas agora estava mais frescote. Abri os olhos e achei estranha tanta claridade. Querem ver que deixei as janelas do quarto abertas? Não me lembro nada disso, eu até as fecho bem para não acordar com a claridade.

Mas que raio, isto não é o meu quarto. Aliás, nem o meu nem nenhum. Estou na rua. Mas porque é que estou a ouvir o mar? e a cheirar o mar?...

Mau…

Espera. Já percebi porque está frio. Estou toda nua. C’um catano. Como é que isto aconteceu? A última coisa que me lembro é de estar no quarto a ler o livro do Robinson Crusoe. Querem lá ver que agora temos livros que nos levam realmente a viajar no tempo e no espaço? Agora que penso nisso, tenho ideia da senhora que me vendeu esta versão me avisar que ia ter uma surpresa. Inesperado. Completamente inesperado. Não fazia ideia que era sequer possível.

Bem. E agora como é que volto à minha realidade? Deve haver forma. Devia ter-me informado primeiro. Será que se me deitar e adormecer de novo, volto a casa? Vamos lá experimentar.

Deitei-me e tentei adormecer. Mas com frio e tanta claridade, não estava fácil.

Ahh aqui está-se bem melhor. Já estou vestida, quentinha e no meu quarto. Agora vou fazer uma lista dos livros que quero comprar para poder ir visitar os universos. A ver é se não me esqueço de não comprar Os Jogos da Fome. Tenho para mim que Panem não é um bom destino…

 

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Desafio da escrita dos Pássaros - A Vingança

Um amor proibido

por Magda L Pais, em 04.11.19

50 anos/50 perguntas. Já fizeste a tua?

****

Desde o primeiro dia que fez aquele caminho e que a viu, percebeu que ela era diferente. Não sabe ainda explicar bem o que se passou mas ela chamou-lhe a atenção com aquele ar feliz e despreocupado. E ele, que nunca ali tinha passado, decidiu que aquele caminho seria feito todos os dias até que ela reparasse nele.

E assim foi. De manhã, no seu passeio, lá passava por ela. Tentava falar com ela mas ela respondia numa língua estranha. Não faz mal, pensava ele. Haveremos de nos entender.

À tarde, lá passava ele de novo. Falava para ela e ela respondia. Mas nenhum se entendia.

E ela? Bem, ela achava-o um gato! Não o entendia bem – isto de falarem línguas diferentes tinha este problema – sabia que não devia gostar dele mas era um gato! Como não se apaixonar por ele? Aqueles momentos em que ele passava por ali eram a alegria de ambos.

Porque o portão estava sempre fechado…. Ela bem queria sair para ir ter com ele mas não a deixavam. Ele queria entrar para estar com ela mas não o deixavam.

Até que um dia…

O portão ficou aberto por acidente. Ela quis sair à procura dele mas antes de o fazer, ele entrou. Aninharam-se os dois para que não os separassem.

No fim daquele dia maravilho, chegou um carro e o portão finalmente fechou-se.

- Olha agora… a nossa Daisy aninhada com um gato. Não querem lá ver a patuda. Não era suposto um cão e um gato não se darem?

- deixa, se eles se entendem, ficamos com ele também. Não os vais separar, não é? Estão ali com um ar tão feliz que seria um crime.

- Não, claro que não. Temos é de voltar a sair para comprar comida para o Donald, o gato.

 

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Desafio da escrita dos Pássaros #8

Escreve uma carta para a criança que foste

por Magda L Pais, em 01.11.19

magda.jpg

Olá jovem Magda

Estou a escrever-te do ano 2019, quase quase a comemoramos meio século de existência.

Não estranhes esta carta. Por estranho que pareça, uns pássaros loucos que fazem parte do teu futuro (nem perguntes… nem perguntes. Tens uns pássaros e tens uma seita de arroz… Coisas que um dia vais perceber) decidiram que tinha de te escrever e garantiram-me que a entregavam em mão. Vá-se lá perceber esta gente.

Deixa-me dizer-te apenas isto. Vai correr tudo bem. Não te vou dizer para seres assim ou assado, nem sequer te vou alertar para coisa alguma. Pensa sempre que eu, cá do futuro, vou sempre agradecer-te porque tudo o que fizeste - e vais fazer - se conjugou para que sejas quem és hoje. Se eu não me arrependo de nada do que fiz, isso só pode significar que tens de ser igual a ti mesma.

Tenho apenas alguns pedidos.

Não percas de vista o livro “como é bonito o céu azul”. Caramba, estou farta de procurar este livro que gostamos tanto quando eramos crianças. Quis mostrá-lo aos nossos filhos e não consegui, por isso a solução agora é que o guardes bem para, bem, quem sabe, eu depois o encontro.

Estima os livros d’Os Cinco, os Sete, do Colégio das Quatro Torres, as Gémeas…. A nossa filha mais velha vai gostar de os ler mas foi complicado encontrar as novas versões. O mesmo se passou com A Princesinha. Acabei por o comprar, uma versão nova, mas não é a mesma coisa. Pelo menos os de ficção científica estão lá por casa. Bem, O Sol Vai Morrer só tem algumas partes (ou só tinha…) por isso se puderes dar um olhinho a estes livros também vai ser bom. E não te preocupes. Um dia vais ter a casa que sempre quisemos, com imenso espaço para livros. É bom, não é?

Por fim. Abraça muito os velhotes. Sim, os avós, os tios, os pais. Um dia vais querer e eles já cá não estão. É a vida, acontece a todos e tal, já se sabe mas mesmo por isso aproveita muito, por ti, por mim. Por nós. E por eles.

Se fizeres tudo isto, quando chegares a 2019, quase ao meio século de existência, acredita, vais ser tão feliz como és hoje. E isso é o que mais interessa.

 

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Desafio da escrita dos Pássaros #7

A Constança precisa duma mascara capilar mas o teu patrão só quer que vendas compotas de abobora com

por Magda L Pais, em 25.10.19

Olá Constança, por aqui hoje? Como tem sido as suas leituras? Estou a ver que se rendeu aos e-books… não era a Constança que dizia que não queria e-books? Pois, percebo. Menos peso e mais barato. Uma boa escolha, sem dúvida. Então que precisa daqui do nosso estaminé hoje? Uma mascara capilar para esses cabelos? Entendo, estão estragados de tanta pintura e muito espigados. Se eu acho que é preciso cortar? Não, claro que não. Tenho aqui a solução perfeita, vai ver. Compota de abobora com amêndoa. Sim, sim, eu sei que é estranho mas temos de pensar fora da caixa, sair da zona de conforto. Experimente, não se vai arrepender. Para além de ficar com o cabelo a cheirar lindamente, a compota de abobora com amêndoa deixa o cabelo suave, brilhante e fácil de pentear e com um aspecto invejável. Basta usar duas a três vezes por semana. Como? Então lave o cabelo com o shampoo normal. Depois seque ligeiramente, deixando-o húmido. Depois, aplique a compota de abobora com amêndoa, começando pelas pontas, e massaje através do comprimento. Deixe a fórmula rica actuar durante 2 minutos e enxagúe abundantemente. Seque e penteie como habitualmente. Agora não se esqueça é que a compota de abobora com amêndoa só pode estar aberta uma semana senão estraga-se. Por isso o melhor é, após cada utilização, comer o resto com tostinhas ou com uma torradinha. Dois em um, é uma poupança daquelas. Vai levar 3 embalagens? Perfeito, faço a conta já aqui ao lado. E o saquinho para levar? De papel ou de plástico? Então aqui está, tudo pronto. Boas leituras.

 

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Desafio da escrita dos Pássaros #6

Escreve uma história romântica baseada no clássico "O Amor, uma cabana… e um frigorífico"

por Magda L Pais, em 18.10.19

Ana sabia que aquele era o último dia que podiam estar na cabana. Acordou cedo para poder acabar de arrumar aquilo que queriam levar e, quando acabou sentou-se na mesa na cozinha.

Tinham sido tão felizes ali, naquela cabana ao pé do mar. Quando para lá foram mal tinham dinheiro para comer, quanto mais para a mobilar. Nos primeiros tempos dormiam no chão, embrulhados em cobertores velhos para não terem frio. Os banhos eram tomados “à gato” até porque nem tinham água canalizada. A roupa era lavada no tanque e as idas para o trabalho eram feitas a pé.

Aos poucos foram conseguindo, com muito esforço, fazer pequenas poupanças. Quando juntaram dinheiro suficiente para comprar o primeiro objecto para a casa, decidiram-se pelo mais improvável: um frigorífico. Afinal, já estavam habituados a dormir no chão, os cobertores, apesar de velhos, aqueciam. Só que não tinham onde guardar comida e o frigorífico era perfeito. Até podiam congelar algumas coisas.

E tudo se foi compondo, ao redor daquele frigorífico. A vida foi melhorando, foram comprando outras coisas para a casa. Uma mesa, cadeiras, sofá, a cama. Depois vieram os filhos e Anne sabia a felicidade era o amor, uma cabana e o seu frigorífico como testemunha de tudo.

Agora era tempo de mudarem. A cabana estava numa zona protegida e teria de ser demolida. Ana entendia essa decisão. Só queria ter tido mais tempo para se despedir do frigorífico que tanto a tinha apoiado nos primeiros tempos.

Quando ele voltou a entrar em casa, Ana estava abraçada ao frigorífico. Devagarinho, para não a assustar, chegou-se e abraçou os dois. Era o último dia em que os três estavam juntos.

May we meet again

Texto de participação no desafio de escrita dos Pássaros

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