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Uma experiência lá fora

por Magda L Pais, em 30.10.18

A propósito da ida da minha filha para Inglaterra para estudar (podem ler toda a história aqui) convidei a Sweetener a falar da sua experiência, já que ela também foi para Inglaterra estudar. Ou, pelo menos, tentou.

Olá, sou a Sweetener, autora do blog com mesmo nome. Fui convidada pela Magda para falar sobre a minha experiência com a empresa que me ajudou a ir estudar para o Reino Unido, há três anos atrás. Por ter sido há tanto tempo, peço que confirmem, nomeadamente valores, pois podem ter mudado no decorrer deste tempo.

Tudo começou com uma palestra na minha escola secundária. O fundador, André Rosendo, deu uma belíssima palestra, que encantaria qualquer um. Ter a possibilidade de estudar em Londres, com propinas financiadas era um sonho. Sabia que a minha mãe não tinha possibilidades de me colocar a estudar no país e a oferta pareceu-me boa para perder a oportunidade de tentar.

Pesquisei exaustivamente tudo o que encontrei sobre a empresa, o projecto e as condições. Pedi feedback e percebi que era fidedigna. Juntei toda a informação possível e abordei o assunto em casa. Inicialmente a ideia não foi muito bem recebida. A minha mãe ficou céptica, achou que era a galinha dos ovos de ouro. Mas com o tempo (e a minha persistência) lá acabou por aceitar e ser o meu maior apoio.

A "oferta" consistia em tirar uma licenciatura no Reino Unido, com propinas financiadas. As mesmas, só seriam pagas após a conclusão do curso e apenas se auferíssemos de mais de 2000€/mês (existe uma tabela).

Marquei reunião nos escritórios da Ok Estudante em Lisboa, onde recebi todas as informações quanto ao que fazer e os prazos da candidatura. Candidatei-me a fotografia, para uma universidade no centro de Londres. Como foi já no final do ano lectivo (Julho), e o curso que escolhi tinha como prova de ingresso um portefólio, não consegui entrar em Setembro desse ano. Parei então um ano, onde arranjei trabalho para ajudar a pagar as despesas do processo, tive tempo para investir num curso de inglês - coisa que aconselho vivamente a fazerem caso pretendam embarcar nesta aventura. E estava pronta.

Em Janeiro seguinte, enviei o meu portefólio e passados 15 dias recebi a Condicional Offer. Este documento, é uma pré-aceitação na universidade. É como que temos um lugar reservado pelo nosso portefólio (no meu caso) mas não entrámos oficialmente. O mais importante, e sem o qual, não há aceitação para ninguém é o IELTS - international english language testing system. Como o nome diz, é um exame de inglês avaliado de 0 a 9, em quatro parâmetros: leitura, audição, escrita e falado. O mínimo de entrada é ter uma média de 6, sendo que não podemos tirar menos de 5,5 em nenhum dos parâmetros. Em 2015, o exame custava 205€.

Os resultados demoraram cerca de um mês a chegar e com eles, chegou também a minha Incondicional Offer: era aluna no Reino Unido.

Existem várias ofertas de alojamento. Eu optei pelas residências, onde apesar de pagar mais, me senti mais segura. Conheci pessoas que foram para um hotel por semanas até encontrar uma boa casa ou quem já tivesse conhecimentos e tivesse onde ficar.

Todo o processo foi tratado pela Ok Estudante. Todos os documentos, envios Portugal-Reino Unido foram suportados por eles. Pelo pacote de serviços, pagámos 595€.

Setembro chegou no ápice e lá fui. Infelizmente, acabei por desistir pouco tempo depois, regressando a Portugal e não voltei a estudar. As saudades falaram mais alto...

A quem tem este sonho, seja pelo Reino Unido, seja pela licenciatura, seja pelo que for: aconselho vivamente a viverem a experiência. Volto a referir que isto se passou há três anos e que entretanto com o Brexit, não sei se o que digo se mantém correto.

E pronto, posso ter-me esquecido de algum ponto mas aqui está o meu testemunho.

(se quiserem saber os valores e condições actuais, aqui estão elas)

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Sair de casa dos pais

por Magda L Pais, em 04.08.15

perguntas-que-deves-fazer-antes-de-ires-estudar-fo

Estamos naquela época do ano em que a procura de casa ou quarto para arrendar está nos picos, uma vez que são muitos os estudantes que acabaram o 12º ano e que vão para o ensino superior com a escolha de um (per)curso de vida que os leva para fora da sua zona de conforto.

Sem dúvida que é um momento alto. Para eles, os estudantes, porque é o início duma nova fase de estudos e porque ganham mais independência. E para os pais porque vêem os seus passarinhos sair de casa e ganhar asas. Nuns casos. Noutros as asas apenas crescem mais um pouco.

De facto muitos são os estudantes que chegam a esta fase da vida, de maior independência, sem terem tido, ao longo da sua vida, qualquer cheirinho do que é ter responsabilidades. Foram super protegidos, nunca lhes foi pedido que fizessem coisa alguma ou que ajudassem nas tarefas domésticas, não podiam sair com os amigos nas férias e foram quase que coagidos a estar sempre em casa.

E o resultado não podia ser pior.

Muitos deles são crianças em corpo de adolescente. Que não têm desenvoltura para tratar das coisas mais básicas como manter um quarto limpo, fazer compras ou estrelar um ovo. Que se apanham sem controlo e por isso não sabem quando é que devem sair e quando devem estudar. Que não sabem por um micro-ondas a trabalhar nem abrir uma máquina da roupa. Que pedem ajuda aos senhorios para irem com eles à Junta de Freguesia tratar do cartão de residente ou para ligar o gás. Que não sabem apanhar um autocarro ou o metro e por isso, se calham a ficar mais longe da escola, se perdem. Que passam a semana em festas daqui e dali porque nunca tinham ido a nenhuma.

Enfim, podia dar milhares de exemplos do que se passa com muitos dos jovens que se encontram, pela primeira vez, fora da alçada dos pais sem que estejam preparados para isso. E a culpa, meus caros, mais uma vez, é dos pais.

E é culpa dos pais porque essa preparação começa muito cedo e começa em casa. Atribuindo‑lhes tarefas adequadas à idade, permitindo que eles saiam com os amigos, levando-os connosco quando vamos às compras ou tratar de qualquer coisa. Claro que não vamos pedir a uma criança de 6 anos que vá ao Continente fazer as compras do mês ou da semana. Mas se calhar pode ir à padaria ao pão. Ou pode ir connosco fazer compras e ajudar a por as compras na caixa ou no saco. Claro que aos 8 anos a saída com os amigos é até ao parque ao pé de casa, mas aos 14 anos já podem ir ao cinema. Obvio que aos 2 anos não arrumam a cozinha, mas aos 10 já o podem fazer. Aos 2 anos pode levantar o seu prato da mesa e arrumar os brinquedos.

Estas são algumas pequeninas coisas que podem ajudar a fazer das nossas crianças, adultos de sucesso.
E não é isso que todos os pais querem?

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