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Medos

por Magda L Pais, em 18.10.16

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A propósito do post sobre o medo das mulheres em serem más mães, apeteceu-me reflectir um pouco mais sobre os medos.

Eu tenho medo de ser má mãe. Mas também tenho medo de ser má profissional, má esposa, má filha, má leitora, má amiga, má cozinheira (ah, esperem, neste caso sou mesmo como pode ser comprovado pelos meus filhos), etc e tal. Em suma, tenho medo de ser má em tudo o que faço.

Mas se, em sociedade, dizer que tenho medo de ser má profissional, provavelmente vão-me olhar de lado e achar que a minha insegurança é legitima, tornando-me, automaticamente, numa má profissional. E o mesmo se aplica em todas as outras hipóteses, com excepção da maternidade. 

Por alguma razão que não entendo, a sociedade aceita que a mulher tenha medo de ser má mãe mas condena aquela que assuma ter medo do resto.

Tenho para mim que é o meu medo de falhar que, bem aproveitado, faz de mim melhor. Na maternidade e em todas as outras áreas da minha vida.

Diariamente converso com a minha almofada e tento perceber o que não correu bem durante o dia para que, no dia seguinte, possa fazer melhor. Supero o medo e foco-me no que é positivo. É um trabalho diário mas compensador. Mais que pensar nos medos, penso no que posso fazer para os superar.

É este o conselho que posso dar a quem tem medo. Foquem-se no que podem fazer para o superar. Tenho a certeza que vão encontrar a forma de o fazer.

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Vamos alimentar uma biblioteca?

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E para vocês, o que é que vos move?

por Magda L Pais, em 14.04.15

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A Van perguntou se o medo é o que nos move? e é curioso que, há uns dias atrás, depois duma reunião mais atribulada, houve uma outra pessoa que me perguntou o que é que me movia.

Bom, no caso da dita reunião, a resposta foi simples – move-me a promessa feita a uma pessoa de que iria fazer de tudo para resolver o imbróglio existente. E pronto. A senhora em causa já faleceu mas o problema está longe de estar resolvido. Mas promessas são promessas e eu faço de questão de cumprir o que prometo. Mesmo quando um ou outro anormal me ofende. Felizmente tenho dois ouvidos e portanto as ofensas entram por um lado, saem pelo outro e assunto arrumado.

Mas depois de ler o texto da Van…

(vá, vão lá ler num instantinho, eu espero aqui)

Já leram? É muito bom, não é? E ajuda-nos a refletir.

Continuemos então.

Dizia eu que, depois de ler o texto da Van, fiquei na dúvida sobre o que me move no resto. O medo ou a coragem? Não me considero especialmente corajosa, antes pelo contrário. Mas se calhar também não sou especialmente medrosa – excepto no que toca a trovoadas e alturas. Ai sou terrivelmente medrosa e não consigo, por mais que tente, resolver esses medos.

Já outros medos que eu tinha foram sendo enfrentados. Achei-os estúpidos, apesar de os ter e resolvi enfrentar. Por exemplo, andar de metro ou de elevador era um martírio. Aos poucos consegui tratar-me (sozinha) e hoje ando de metro ou de elevador sem qualquer receio. Ou com algum mas nada que me impeça de os utilizar. Aliás, é como o medo de viajar de avião e que foi suplantado pelo gosto de viajar.

Parece-me que, refletindo um pouco sobre isto, se calhar o que me move é um misto de medo e de coragem. Porque há medos que os enfrento e resolvo, com a coragem que vou tendo. E outros que não tenho coragem de enfrentar. Sim, se calhar é assim que todos nós, não acham?

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Viajar de avião

por Magda L Pais, em 28.10.14

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Sim, eu gosto de viajar. Sem dúvida alguma. De conhecer outros países, outras culturas, outras comidas, outras formas de estar. E até de aprender como a mesma expressão pode ter significados diferentes em culturas diferentes.

(e aqui recordo, por exemplo, quando estive em Cancun, na minha viagem de finalistas – que saudades dos meus filhos finalistas – que, na visita que fizemos a Chichen Itza, o guia nos ter mostrado toda a cidade Maia, incluindo o campo de jogos e de nos ter explicado, nesse mesmo campo, que o capitão da equipa vencedora era morto no final do jogo, porque a morte era a maior recompensa possível. Depois, um pouco mais à frente, mostrou-nos uma cabeça duma cobra e disse-nos que os Maias diziam que dava sorte tocar nos dentes daquela cobra. Claro que foi um corrupio, todos quisemos tirar a foto da praxe, a tocar nos dentes da cobra. No fim das fotos, o guia riu-se e disse-nos – acho que todos se esqueceram que sorte, para os maias, era morrer… Foi gargalhada geral, naturalmente, mas veio comprovar que, de facto, a mesma coisa pode ter significados muito díspares em diferentes culturas).

Mas adiante, e voltando ao tema – as viagens de avião. Por mais que goste de viajar, não gosto de viagens de avião. Não gosto porque tenho vertigens, gosto de ter os pés assentes na terra e faz-me muita confusão aquelas toneladas todas lá em cima como se fosse muito leve. Dito isto, digo também que não deixo que esse medo me impeça de viajar – o que me pode impedir de viajar é a falta de dinheiro e não o medo dos aviões.

Até aqui tudo bem. Assim como assim, entro no avião, sento-me longe da janela, pego num livro e pronto. A viagem corre bem, seja ela de 14 horas (como foi até a Cancun) ou de hora e meia como foi até ao Funchal (ah e também já viajei num avião da força área entre Lisboa e Montijo – 20 minutitos).

Agora o problema vai ser em 2024 se esta tecnologia for para a frente. É que, ao que parece, só na casa de banho é que vou poder não ver o que se passa no exterior do avião. E isso assusta-me, confesso. Tá certo, será uma poupança no combustível e pode ser (pode ser!) que isso se reflita nos preços e me permita viajar mais vezes. Mas ainda assim… não sei não.

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