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Viver em comunidade

por Magda L Pais, em 15.02.17

Dizem, por ai, que o ser humano é biologicamente social e que temos a capacidade de, continuamente, transformarmos o mundo de modo a nos adaptarmos, a satisfazer as nossas necessidades para vivermos cada vez melhor.

Tenho, muitas vezes – demasiadas vezes - sérias dúvidas, que assim seja.

Sim, é verdade que, nós, os Homens, transformamos o mundo e adaptamo-lo às nossas necessidades. Será isso totalmente positivo? Sinceramente, haverá coisas boas mas também coisas más nessa adaptação. As alterações climatéricas (sim, Sr Trump, elas existem mesmo e para pior, não para melhor) são a prova de que nem tudo o que o Homem faz para viver melhor vai ter essa mesma consequência.

(e não, as coisas não vão melhorar enquanto não percebermos que pequenos gestos fazem diferença)

Também é verdade que somos animais sociais. É precisamente na sociedade em que estamos integrados que aprendemos a nossa linguagem, as regras, etc e tal.

Mas seremos, verdadeiramente, capazes de viver em comunidade? Em deixarmos de olhar para o nosso umbigo e vermos o todo?

É aqui que as minhas dúvidas ganham forma. Porque a maioria das pessoas não sabe que, viver em comunidade é preocupar-nos com o nosso em vez do meu, é colocar as nossas necessidades acima das minhas, é ver o todo em vez do individual. É ceder em algumas coisas para que o grupo saia beneficiado.

É, também, respeitar os outros e perceber que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros.

E seria tão mais fácil viver em comunidade se todos o soubessem fazer…

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7 comentários

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De sarabudja a 15.02.2017 às 15:33

Viver em comunidade e fazer com que funcione exige empatia. Conseguir por-se no lugar do outro é fundamental. Mas exige um mergulho por águas turvas, desconhecidas e com alguns tubarões. 
A empatia também se educa, se treina e se incentiva. Sobretudo em casa, como tudo. Porém conheço modelos de formação que dão primazia aos valores, aos sentimentos. Ensinam as crianças a expor o que sentem, a tentar perceber o que fazem sentir. 


Viver em comunidade exige uma abertura aos outros, sem jamais se esquecer quem se é. Aliás, se soubermos quem somos (tarefa árdua e de aprendizagem constante com muita tentativa/erro) será mais fácil vivermos com outros. 


Viver em comunidade não permite pedras atiradas. Isso parte cabeças, parte vidros, amolga carros. E nem sempre as pedras são rochas, podem ser palavras: escritas ou pronunciadas. 
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De Magda L Pais a 15.02.2017 às 16:04

Mas viver é isso mesmo - é uma aprendizagem constante. Claro que não nos podemos anular em nome de terceiros mas tambem não podemos olhar só para nós. Também isso é uma aprendizagem constante. E é tão bom sentir que ajudamos a comunidade e não apenas nós próprios
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De Sandra Wink.Wink a 15.02.2017 às 18:43

"...seria tão mais fácil viver em comunidade se todos o soubessem fazer…"
Mas não sabemos, assusta um bocado.
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De Magda L Pais a 02.03.2017 às 12:11

não assusta um bocado, assusta mesmo muito
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De Mula a 16.02.2017 às 01:30

E às vezes eu gostava tanto de ir para uma ilha deserta durante uns tempos e esquecer essa coisa da comunidade! Image
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De Magda L Pais a 02.03.2017 às 12:12

não vás que a malta gosta de te ter por aqui
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De Maria Araújo a 02.03.2017 às 14:22



As pessoas querem uma vida boa. Querem muito, muito mais. Esqueceram-se,  e esquecem-se que para viver em comunidade precisam, sobretudo, respeitar essa mesma comunidade e a si próprio, e trabalhar e educar no sentido de levar a construir um mundo sustentável e melhor.
Temo o futuro das gerações que nasceram neste século.
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